[CMI (((i))) São Luís] Telesul é taxada nos EUA de nova "Al Jazira"

Mensagem do Serrão celsoserrao em yahoo.com.br
Quarta Outubro 26 12:48:28 UTC 2005


Ernesto Carmona (Argenpress) - 22/07/2005 - A Câmara
dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quarta
uma emenda que permite transmissões de rádio e
televisão dirigidas à Venezuela com informação
"precisa e objetiva" para contrabalançar o
"antiamericanismo" do futuro canal TELESUL. O
embaixador da Venezuela em Washington, Bernardo
Álvarez, considerou que a votação nominal que se
realizou nesta quarta no parlamento norte-americano
pretende afetar decisões autonômas da Venezuela,
exercendo a plena liberdade de expressão que existe no
país, informou a Agência Bolivariana de Notícias.

A emenda autorizou o governo dos Estados Unidos a
"iniciar transmissões de rádio e televisão que
ofereçam aos venezuelanos uma fonte de notícias
precisa, objetiva e completa", declarou o
representante republicano da Flórida Connie Mack, que
apresentou a emenda aprovada pela Câmara. A iniciativa
"se produziu quando Chávez está pronto para lançar sua
própria rede de televisão, seguindo o exemplo da Al
Jazira, para difundir sua retórica antiamericana e
contra a liberdade", acrescentou um comunicado do
escritório do representante.

O diplomata venezuelano Alvarez vê essa decisão como
uma medida mais publicitária e política. "Mas há temos
que esperar para ver o que vai acontecer no Senado com
relação a essa moção contra a TELESUL", disse. "Chávez
é um inimigo da liberdade e de todos os que a apóiam e
a promovem", assegurou o representante Mack. "É uma
ameaça para os Estados Unidos e trata de minar o
equilíbrio de poderes no hemisfério ocidental",
acrescentou o representante republicano, que se
declarou satisfeito de que os "Estados Unidos enviaram
hoje uma mensagem clara" ao Presidente venezuelano de
que "não fecharão os olhos".

Estados Unidos não confiam na mídia venezuelana

O Vice-Presidente da Venezuela, José Vicente Rangel,
considerou que a votação dos legisladores
estadunidenses constitui uma grande vitória para um
veículo de comunicação que ainda não tem transmissões
regulares e uma derrota para a oposição venezuelana
que precisa novamente do apoio estrangeiro. "É uma
desconsideração da Câmara de Representantes dos
Estados Unidos com a oposição venezuelana e os meios
de comunicação no país; não acreditam nos meios de
comunicação venezuelanos e consideram que têm que
ajudá-los desde o exterior", disse Rangel, segundo um
comunicado de sua assessoria de imprensa.

Rangel qualificou de anacrônica a concepção que a
maioria republicana adota na Câmara de Deputados dos
EUA no tratamento das diferenças com os países da
região. "No fundo, é a aplicação do mesmo formato
utilizado com Cuba e que fracassou totalmente; querem
repetir a experiência da Rádio Martí na Venezuela",
acrescentou. "Isso é absurdo, porque não deu nenhum
resultado em Cuba. Por outro lado, o que os EUA podem
dizer através de seus meios de comunicação tal como
foi aprovada a emenda sobre a Venezuela, quando aqui
os meios de comunicação disseram absolutamente tudo o
que pode se dizer contra o Presidente Chávez e seu
governo? A menos que vão pela via de auspiciar
abertamente um golpe de Estado e ações de terrorismo",
disse.

O Vice-Presidente acrescentou que os meios de
comunicação venezuelanos " que fazem oposição ao
governo do Presidente Chávez deveriam de algum modo
expressar seu mal-estar por essa concorrência que
surge para eles com os EUA introduzindo uma política
que não tem sentido".

Reunião do Conselho Assessor da TELESUL

A nova Televisão do Sul C.A. (TELESUL) é um projeto
empresarial multiestatal de televisão regional que
inicia suas transmissões no dia 24 de julho, com
participação da Venezuela (51%), Argentina (20%),
Uruguai (10%) e Cuba (10%). As transmissões de teste
se iniciaram há dois meses.

Em virtude do início das transmissões no próximo
domingo, estará presente em Caracas o Conselho
Assessor da TELESUL, integrado pelos argentinos Adolfo
Pérez Esquivel (Prêmio Nobel da Paz), Atilio Borón,
Fernando Pino Solanas e Tristán Bauer; os cubanso
Silvio Rodríguez, e Julio García; os estadunidenses
Danny Glover, Harry Belafonte, James Early, Saul
Landau e Richard Stallman; o uruguaio Eduardo Galeano;
o francês Ignacio Ramonet; o nicaragüense Ernesto
Cardenal; o boliviano Jorge Sanjinés; os brasileiros
Walter Salles, Fernando Morais e Orlando Sena; os
mexicanos Pablo González Casanova, María Rojo e Carmen
Lira; o paquistanês Tariq Ali; o belga Michel Collon;
os colombianos Alfredo Molano e Ramiro Osorio; o
peruano Javier Corcuera; o venezuelano Luis Britto
García; o dominicano Chique Vicioso; o italiano Gianni
Miná; e o chileno Manuel Cabieses. 

vou encontrar o meu futuro por aí, 
curtindo a minha mocidade...



	



	
		
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