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Verde
xverdex at riseup.net
Sun Feb 20 11:41:14 PST 2005
Olas,
Pretendia propor isso na reunião mas na hora me fugiu, precisamos mesmo
determinar um tempo limite para lançarmos a revista e para debatermos os
temas, pensei em algo tipo maio/junho. Acho que até lá teremos tempo de
correr atrás e superar todas as dificuldades "práticas", como a
arrecadação da grana para financiar o projeto e o trabalho gráfico, e
superar as divergências que surgiram, frisando que em todo o momento foi
dito que essa "pré-pauta" seria mudada e que, como uma primeira reunião,
só fizemos alguns levantamentos das possibilidades e algumas posições
pessoais que servirão para enriquecer o processo de criação/elaboração e
escolha dos artigos que farão parte desse primeiro número.
Também concordo com a Grazi que nossas experiências com as ocupações, os
relatos e as materias publicadas no sitio, devam entrar na revista, pois
a meu ver essas experiências vão ajudar a alcançarmos nossos objetivos,
sendo claro para mim que o CMI não é uma "agência de notícias", muito
menos uma editora, é um coletivo formado por voluntários/as empregando
ao máximo o termo da midia participativa, e mostrar a experiência vivida
por quem participou ativamente da luta e sofreu com todas a dificuldades
que esse povo passa ajudaria a mudar a opinião que é consenso na
sociedade a respeito dos movimentos sociais.
Abraços
Verde
P.S.: De encaminhamento da reunião ficou que todos os voluntários/as
deveriam pesquisar sobre o tema e enviar os artigos que acharem de
relevância para a lista.
grazi escreveu:
> data da reunião: 19/02/2005
> presentes: Douglas, Grazi, Marcel, Mathias, Pablo e Verde
>
> nesta reunião discutimos sobre alguns temas que pretendemos abordar na
> revista Em Pauta, com destaque para a presença de soldados brasileiros
> no Haiti e a luta por moradia. pensamos no formato da revista (tamanho
> A5 - mais próximo de um formato de livro ou tamanho da Ocas),
> dependendo da quantidade de textos/páginas e de orçamentos a ser
> feitos em gráficas.
>
> pablo considera importante o primeiro número ser sobre o haiti, já que
> não há nada sobre isso na imprensa nem nos meios intelectuais
> brasileiros e dada a relevância do tema. concordamos, porém grazi
> ficou chateada da gente nunca aprofundar a nossa produção, sugerindo
> que recuperássemos todo o nosso envolvimento com a luta por moradia em
> 2004 e nos propuséssemos a escrever mais à respeito, escrever melhor à
> respeito. muitas outras coisas foram discutidas a partir desse
> "impasse" (haiti X a luta por moradia), mas é um pouco difícil
> transcrever aqui na ata; grazi defendia a importância de se falar da
> reforma urbana hoje e pablo já não achava tão importante, dado que nos
> anos 80 os movimentos urbanos eram muito mais expressivos que são
> hoje. pablo defendeu que como cidadão ele se acha no direito de saber
> o que se passa no haiti e nós concordamos, em momento algum alguém se
> opôs a fazer um número da revista sobre o haiti, mas alguns (marcel e
> verde) colocaram a dificuldade que enfrentaríamos em conjugar toda a
> pesquisa necessária para fazer uma revista sobre o haiti + as
> dificuldades de produção que provavelmente vamos enfrentar neste
> primeiro número. pablo lembrou que uma revista sobre a luta por
> moradia também exigirá de nós muita pesquisa, concordamos. aos poucos
> cada um começou a se manifestar e percebeu-se que estávamos mais
> engatados no tema de luta por moradia (marcel apresentou dados do
> grupo de estudos com outras pessoas do CMI São Paulo, grazi colocou
> seu envolvimento com a ocupação chiquinha gonzaga).
>
> levantamos os seguintes tópicos para o primeiro número:
>
> em pauta: a luta por moradia
> 1. CONTEXTO (os grandes centros urbanos, déficit habitacional)
> 2. REFORMA URBANA (o que é reforma urbana, história dos movimentos
> organizados de luta por moradia - tentar incluir história do mutirões
> também, mapa das ocupações do centro de São Paulo, diagrama dos
> movimentos - linha política, contatos)
> 3. FORMAS DE ORGANIZAÇÃO - as ocupações autônomas do Rio de Janeiro
> 4. OS MOVIMENTOS E OS PARTIDOS POLÍTICOS
> 5. OS DIREITOS SOCIAIS - fundamentação jurídica da luta por moradia
> (texto do Manolo revisado)
> http://midiaindependente.org/pt/blue/2005/02/308006.shtml
> 6. PROJETOS DE REVITALIZAÇÃO DO CENTRO, FINANCIAMENTO ESTRANGEIRO
> (Banco Mundial etc) (não necessariamente nesta ordem)- contactar a
> mulher do Pedro Arantes e a Júlia do Centro Vivo (pablo)
>
> além disso pablo propôs a realização de 2 seminários para contribuir
> na nossa formação e uma viagem de campo de um final de semana ao rio
> de janeiro, para realizarmos entrevistas nas ocupações 17 de maio,
> Chiquinha Gonzaga e mais uma terceira que eu não sei o nome; todos
> toparam.
>
> grazi propôs que entrasse uma matéria sobre o projeto de um arquiteto
> de fortaleza [a reciclagem do espaço urbano], que transforma um galpão
> ocioso em local de moradia e trabalho para catadores de papel. a
> proposta foi descartada por não ter sido identificada como luta por
> moradia pelos presentes.
>
> grazi propôs que entrasse uma reportagem das ocupações da Frente de
> Luta por Moradia do ano passado, incluindo por exemplo frames dos
> vídeos que realizamos e os relatos de dentro dos prédios do douglas e
> do dani. pablo não concordou com a proposta e não chegamos nem ao
> menos a discutí-la.
>
> extra ata - RELATO PESSOAL
> foi com muita tristeza que redigi esta ata. antes eu estava bastante
> animada com o projeto da revista e ao longo da reunião de ontem e
> agora estou me sentindo super chateada. tenho a impressão que uma
> série de dificuldades foram colocadas. gostaria por exemplo que a
> gente voltasse a discutir a proposta de escrever sobre as ocupações do
> ano passado. acho que todos entre nós que entramos em alguns prédios
> com o pessoal (eu, pina, rafinha, marcel, legume, douglas, dani,
> karine, entre outros) sabemos o que é esse tipo de experiência, de
> muitas e muitas pessoas entrarem correndo em um lugar todo escuro,
> todo sujo, ficar na maior tensão, na maior indecisão sobre o que fazer
> (às vezes por 16 horas), estar dentro de um lugar fechado enquanto a
> polícia entra pelo telhado soltando bombas de gás. para mim essas
> ocupações eram a luta por moradia concretamente. assim como a
> organização (e todas as dificuldades enfrentadas) da chiquinha gonzaga
> e outras. acho ótimo a gente ter seminários sobre o tema e fazer
> entrevistas no rio, mas só essa experiência prática já nos autoriza a
> fazer excelentes reportagens sobre o assunto. acho que precisamos
> incluir também as experiências concretas de goiânia e salvador, por
> exemplo. uma pequena reportagem pode dar conta disso. para não termos
> o problema de desatualização, acho que basta essas reportagens
> entrarem como fatos históricos. sem falar que a partir desses textos
> podemos referenciar áudios e vídeos que estão no cmi. tudo isso é
> assunto para um próximo encontro, mas é que refletindo sobre a reunião
> de ontem pensei "puxa, de encaminhamento prático tudo o que concluímos
> é que ainda precisamos estudar muito, organizar 2 seminários para nós
> mesmos e dar um jeito de ir até o rio". quando poderíamos ter pensado,
> além disso, em quem se responsabilizaria por o quê, em quem poderíamos
> convidar (por exemplo o marco para colaborar no tópico reforma urbana,
> chamar o jobson e os próprios moradores para colaborar no tópico sobre
> as ocupações autônomas no rio de janeiro). acho que a gente tem que
> colocar uma data para o lançamento da revista e uma data para cada
> passo do processo, de modo a não se perder em dificuldades e mais
> dificuldades. temos muitas coisas boas em mãos e acho que a gente
> precisa se lembrar disso. assim que o sistema voltar ao ar o dani vai
> publicar a entrevista em áudio que fez com o seu joão (chiquinha
> gonzaga, durante o fórum). recomendo que todos escutem e que todos
> voltem aos editoriais produzidos em torno do tema a luta por moradia.
> não podemos abrir mão dos fatos jornalísticos/históricos, acho.
>
> grazi
>
> PS.: estou mandando cópia para o marco e o dani, que já toparam
> integrar o coletivo editorial da revista e para o manolo, que vamos
> convidar já neste primeiro número.
>
> _______________________________________________
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