[cmi-sp-impressos] Re: [ata] GT impressos
Manoel
manoel at riseup.net
Tue Feb 22 13:11:59 PST 2005
Grazi escreveu:
PS.: estou mandando cópia para o marco e o dani, que já toparam
integrar o coletivo editorial da revista e para o manolo, que vamos
convidar já neste primeiro número
Danou-se, assim eu não escrevo monografia, hehehehehhehe...
Mas me digam uma coisa, não ficou muito claro pra mim na ata: a revista "Em Pauta" é um projeto do CMI São Paulo ou é da rede CMI Brasil como um todo? É que ando meio por fora dos assuntos "impressos", quem cuidava disso aqui em Salvador era Ramiles, e como ele passou um tempo sem acesso à net, não houve como nos atualizar quanto a isso...
Em todo caso, posso dar duas colaborações (na verdade, acho até mais interessante integrar o CMI Salvador nessa história):
1 - aquele texto de direitos pode passar por uma boa revisão;
2 - posso entrar em contato com o MSTS, com o Mov. 2 de Julho e com a Ocupação Tabajara (esta sob risco de reintegração de posse) para fazer um panorama geral das coisas por aqui nos últimos tempos.
[]'s
Manolo
----- Original Message -----
From: grazi
To: Lista para trabalhos impressos do CMI São Paulo.
Cc: d. ; Manoel ; marco fernandes
Sent: Sunday, February 20, 2005 1:42 PM
Subject: [ata] GT impressos
data da reunião: 19/02/2005
presentes: Douglas, Grazi, Marcel, Mathias, Pablo e Verde
nesta reunião discutimos sobre alguns temas que pretendemos abordar na
revista Em Pauta, com destaque para a presença de soldados brasileiros
no Haiti e a luta por moradia. pensamos no formato da revista (tamanho
A5 - mais próximo de um formato de livro ou tamanho da Ocas),
dependendo da quantidade de textos/páginas e de orçamentos a ser feitos
em gráficas.
pablo considera importante o primeiro número ser sobre o haiti, já que
não há nada sobre isso na imprensa nem nos meios intelectuais
brasileiros e dada a relevância do tema. concordamos, porém grazi ficou
chateada da gente nunca aprofundar a nossa produção, sugerindo que
recuperássemos todo o nosso envolvimento com a luta por moradia em 2004
e nos propuséssemos a escrever mais à respeito, escrever melhor à
respeito. muitas outras coisas foram discutidas a partir desse
"impasse" (haiti X a luta por moradia), mas é um pouco difícil
transcrever aqui na ata; grazi defendia a importância de se falar da
reforma urbana hoje e pablo já não achava tão importante, dado que nos
anos 80 os movimentos urbanos eram muito mais expressivos que são hoje.
pablo defendeu que como cidadão ele se acha no direito de saber o que
se passa no haiti e nós concordamos, em momento algum alguém se opôs a
fazer um número da revista sobre o haiti, mas alguns (marcel e verde)
colocaram a dificuldade que enfrentaríamos em conjugar toda a pesquisa
necessária para fazer uma revista sobre o haiti + as dificuldades de
produção que provavelmente vamos enfrentar neste primeiro número. pablo
lembrou que uma revista sobre a luta por moradia também exigirá de nós
muita pesquisa, concordamos. aos poucos cada um começou a se manifestar
e percebeu-se que estávamos mais engatados no tema de luta por moradia
(marcel apresentou dados do grupo de estudos com outras pessoas do CMI
São Paulo, grazi colocou seu envolvimento com a ocupação chiquinha
gonzaga).
levantamos os seguintes tópicos para o primeiro número:
em pauta: a luta por moradia
1. CONTEXTO (os grandes centros urbanos, déficit habitacional)
2. REFORMA URBANA (o que é reforma urbana, história dos movimentos
organizados de luta por moradia - tentar incluir história do mutirões
também, mapa das ocupações do centro de São Paulo, diagrama dos
movimentos - linha política, contatos)
3. FORMAS DE ORGANIZAÇÃO - as ocupações autônomas do Rio de Janeiro
4. OS MOVIMENTOS E OS PARTIDOS POLÍTICOS
5. OS DIREITOS SOCIAIS - fundamentação jurídica da luta por moradia
(texto do Manolo revisado)
http://midiaindependente.org/pt/blue/2005/02/308006.shtml
6. PROJETOS DE REVITALIZAÇÃO DO CENTRO, FINANCIAMENTO ESTRANGEIRO
(Banco Mundial etc) (não necessariamente nesta ordem)- contactar a
mulher do Pedro Arantes e a Júlia do Centro Vivo (pablo)
além disso pablo propôs a realização de 2 seminários para contribuir na
nossa formação e uma viagem de campo de um final de semana ao rio de
janeiro, para realizarmos entrevistas nas ocupações 17 de maio,
Chiquinha Gonzaga e mais uma terceira que eu não sei o nome; todos
toparam.
grazi propôs que entrasse uma matéria sobre o projeto de um arquiteto
de fortaleza [a reciclagem do espaço urbano], que transforma um galpão
ocioso em local de moradia e trabalho para catadores de papel. a
proposta foi descartada por não ter sido identificada como luta por
moradia pelos presentes.
grazi propôs que entrasse uma reportagem das ocupações da Frente de
Luta por Moradia do ano passado, incluindo por exemplo frames dos
vídeos que realizamos e os relatos de dentro dos prédios do douglas e
do dani. pablo não concordou com a proposta e não chegamos nem ao menos
a discutí-la.
extra ata - RELATO PESSOAL
foi com muita tristeza que redigi esta ata. antes eu estava bastante
animada com o projeto da revista e ao longo da reunião de ontem e agora
estou me sentindo super chateada. tenho a impressão que uma série de
dificuldades foram colocadas. gostaria por exemplo que a gente voltasse
a discutir a proposta de escrever sobre as ocupações do ano passado.
acho que todos entre nós que entramos em alguns prédios com o pessoal
(eu, pina, rafinha, marcel, legume, douglas, dani, karine, entre
outros) sabemos o que é esse tipo de experiência, de muitas e muitas
pessoas entrarem correndo em um lugar todo escuro, todo sujo, ficar na
maior tensão, na maior indecisão sobre o que fazer (às vezes por 16
horas), estar dentro de um lugar fechado enquanto a polícia entra pelo
telhado soltando bombas de gás. para mim essas ocupações eram a luta
por moradia concretamente. assim como a organização (e todas as
dificuldades enfrentadas) da chiquinha gonzaga e outras. acho ótimo a
gente ter seminários sobre o tema e fazer entrevistas no rio, mas só
essa experiência prática já nos autoriza a fazer excelentes reportagens
sobre o assunto. acho que precisamos incluir também as experiências
concretas de goiânia e salvador, por exemplo. uma pequena reportagem
pode dar conta disso. para não termos o problema de desatualização,
acho que basta essas reportagens entrarem como fatos históricos. sem
falar que a partir desses textos podemos referenciar áudios e vídeos
que estão no cmi. tudo isso é assunto para um próximo encontro, mas é
que refletindo sobre a reunião de ontem pensei "puxa, de encaminhamento
prático tudo o que concluímos é que ainda precisamos estudar muito,
organizar 2 seminários para nós mesmos e dar um jeito de ir até o rio".
quando poderíamos ter pensado, além disso, em quem se responsabilizaria
por o quê, em quem poderíamos convidar (por exemplo o marco para
colaborar no tópico reforma urbana, chamar o jobson e os próprios
moradores para colaborar no tópico sobre as ocupações autônomas no rio
de janeiro). acho que a gente tem que colocar uma data para o
lançamento da revista e uma data para cada passo do processo, de modo a
não se perder em dificuldades e mais dificuldades. temos muitas coisas
boas em mãos e acho que a gente precisa se lembrar disso. assim que o
sistema voltar ao ar o dani vai publicar a entrevista em áudio que fez
com o seu joão (chiquinha gonzaga, durante o fórum). recomendo que
todos escutem e que todos voltem aos editoriais produzidos em torno do
tema a luta por moradia. não podemos abrir mão dos fatos
jornalísticos/históricos, acho.
grazi
PS.: estou mandando cópia para o marco e o dani, que já toparam
integrar o coletivo editorial da revista e para o manolo, que vamos
convidar já neste primeiro número.
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