[cmi-sp-radio] Municipalização das RadCom em João Pessoa-PB
rhatto
rhatto em riseup.net
Segunda Janeiro 23 11:24:50 PST 2006
Olá Marcos, tudo bem? O Centro de Mídia Independente é um projeto que
acredita que qualquer pessoa pode ser jornalista e por isso permite
que todo mundo publique no seu site. Por isso, você mesmo pode adicioná-lo
à nossa coluna de notícias e análises, bastando para isso preencher
o formulário em http://publique.midiaindependente.org
Qualquer dúvida, mande um email para nós, ok?
rhatto
Em Mon, Jan 23, 2006 at 03:36:25PM -0300, marcos lima junior escreveu:
>
> Por Favor Publiquem!!!!!
>
>
> O PREFEITO DE JOÃO PESSOA NA PARAÍBA, RICARDO COUTINHO ASSINOU A LAIE
> QUE MUNICIPALIZA AS CONCESSÕES DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS. O EVENTO
> ACONTECEU NESTA SEGUNDA FEIRA 23 DE3 JANEIRO DE 2006 AS 10:00h NA SALA
> ARUANDA NO DECON-UFPB, E CONTOU COM A PARTICIPAÇÃO DE REPRESENTANTES
> DO PODER PÚBLICO E DAS ENTIDADES QUE LUTAM POR ESSE OBJETIVO A MUITOS
> ANOS, COMO A RÁDIO COMUNITÁRIA DEVERSIEDADE, O FORUM METROPOLITANO DE
> COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA, A RÁDIO ZUMBÍ DOS PALMARES, ENTRE OUTROS.
> AGORA O PREFEITO VAI OFICIALIZAR A CRIAÇÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE
> COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA, ORGÃO QUE IRÁ FISCALIZAR AS ENTIDADES.
>
> A GRANDE MÍDIA NÃO DIVULGOU NADA DOS ACONTECIMENTOS!!
>
> VEJA O QUE ELES PENSAM!!!
> Cerca de 140 rádios funcionam na PB sem a autorização do governo
>
> ROSÂNGELA ARAÚJO
> Cerca de 140 emissoras de rádio comunitárias na Pa-raíba, das mais
> de 200 existentes, estão operando sem a outorga do Ministério das
> Comu-nicações, obrigatória para o fun-cionamento da radiodifusão no
> País. Apesar da quantidade informada pelo Sindicato dos Radialistas do
> Estado e confirmada pela Asserp (Associação das Emissoras de Rádio e
> TV da Paraíba), apenas três tiveram a transmissão interrompida pela
> Agência Nacional de Telecomuni-cações (Anatel) no ano passado, por
> irregularidades.
> Segundo o órgão de fiscalização federal, o número de emissoras
> fechadas foi, de acordo com o volume de denúncias formuladas à Unidade
> Operacional da Anatel em Recife (PE), responsável pela vigilância do
> sistema nos Estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas, em 2005, que
> foram fiscalizadas pela entidade. Para funcionar, como obriga a
> legislação sobre a radiodifusão no Brasil, uma rádio precisa obter a
> concessão do Ministério das Comunicações, que só é liberada caso o
> projeto de instalação da emissora respeite certos requisitos básicos.
> Entre eles, que a rádio, no caso das comunitárias, que compreendem
> todas em situação irregulares no Estado, sejam requisitadas pela
> comunidade onde será instalada, através de algumas entidades sem fins
> lucrativos, como Clubes de Mães, Sociedades de Amigos de Bairros
> (SABs), entre outras de interesse e atuação em causas sociais. Na área
> estrutural, segundo o presidente da Asserp, Alberto Batinga, as rádios
> comunitárias devem obedecer a certos critérios básicos.
> Respeitar o limite de 25 wats de potência é um deles, mas de
> acordo com Batinga, nenhuma das chamadas piratas (funcionando
> clandestinamente) no Estado consegue seguir essa norma. Outro abuso
> das emissoras é quanto à altura permitida da antena de transmissão das
> ondas, a qual não pode ultrapassar os 30 metros. Também é obrigatório
> às rádios comunitárias a restrição de um raio de apenas mil metros de
> alcance da sua freqüência. Porém, como alega Batinga, nenhuma delas
> respeita tais obrigações.
>
> A única forma de coibir a atuação dessas rádios no Estado é através
> de uma ação fiscalizadora intensa, diz Alberto Batinga. Trabalho, que
> segundo ele, será desenvolvido na Paraíba reunindo a Polícia Federal,
> o Ministério Público Estadual, a Anatel e o próprio Ministério das
> Comunicações. A promessa, disse Batinga, foi feita pelo próprio
> ministro das Comunicações, Hélio Costa, durante um recente encontro em
> Belo Horizonte (MG).
> As ações de combate às rádios piratas já estão sendo realizadas em
> outros estados brasileiros, a exemplo de Minas Gerais. O objetivo é
> atingir todo o território nacional com uma força-tarefa para acabar
> com a clandestinidade. Quem estiver operando irregularmente deve
> procurar legalizar sua situação diante do Ministério das Comunicações,
> para evitar a interrupção por parte da Anatel.
> No que depender da Asserp, a luta para acabar com a pirataria já
> está garantida. Alberto Batinga disse que a entidade vai aumentar sua
> atuação por todo o Estado para descobrir onde rádios clandestinas
> estão funcionando. Para tanto, ele conta com a participação da
> sociedade, que deve denunciar a existência dessas emissoras através do
> disque-denúncia da Anatel (0800.33201) ou diretamente na Asserp
> (3322.5290), situada em Campina Grande. As denúncias podem ser feitas
> de qualquer parte da Paraíba, comenta.
> É muito comum se captar som de uma emissora, seja ela FM
> (Frequência Modulada) ou AM (Amplitude Modulada), numa distância
> superior aos mil metros estabelecidos pela Lei da Radio-difusão
> brasileira. Nem mesmo as 60 rádios comunitárias regulamentadas no
> Estado, outorgadas pelo Ministério das Comunica-ções, respeitam a
> norma. (RA)
>
> Emissoras reiniciam com nova freqüência
> Segundo levantamento da Anatel, 150 emissoras de rádio
> comunitárias foram fechadas em 2005 em Pernambuco, Alagoas e Paraíba,
> pela Unidade Operacional do órgão, com sede no Recife. O número alto
> nos dois estados, que somaram 147 interdições, não implica
> necessariamente que na Paraíba a quantidade seja menor, mas pode ser
> explicado pelo volume de denúncias que, possivelmente, foram feita
> pela comunidade aos órgãos atuantes no sistema de radiodifusão nas
> duas unidades federativas.
> Em conformidade com as exigências da Anatel, uma rádio comunitária
> só deve funcionar após ter a frequência liberada pelo órgão. Para que
> isso seja possível portanto, é necessária a concessão do Ministério
> das Comunicações. Mesmo assim, muitas continuam abrindo em vários
> lugares sem o conhecimento prévio dos órgãos federais. De acordo com o
> Setor de Fiscalização da Anatel, o que prejudica o trabalho da
> instituição é o fato de muitas emissoras, após fiscalizadas e
> interditadas, reiniciarem o funcionamento em outras cidades e com
> outras freqüências.
> A interdição é necessária também quando, além das irregularidades
> observadas pelas normas, a emissora abre com uma frequência que
> poderia incutir em risco para o sistema de aviação, ou seja, no caso
> da freqüência invadir as onde de transmissão de contato entre as
> aeronaves e as bases de comando nos aeroportos, e assim, promover
> acidentes. (RA)
>
> Mrcos de Lima Júnior
--
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