[CMI-SSA] RESPOSTA PROF. MOTT INVASAO REITORIA UFBA
Manoel
manoel em riseup.net
Domingo Agosto 15 11:27:20 PDT 2004
Por mim a resposta ao M. D. Sr. Comendador Luiz Mott pode seguir como a envio logo abaixo. Adicionei a fonte de nossa informação a respeito da censura nas listas internas de professores, é o que faltava para continuarmos mantendo nossas posições com mais firmeza. Prazo até quarta-feira para novas alterações, depois disso peço para que outra pessoa mande a resposta (meu e-mail é o mesmo que está em vários artigos, contradiz argumentação da resposta).
[]'s
Manolo
+++++++++++++++==
Ilmo. Sr. Comendador Luiz Mott,
Defendemos o livre fluxo de informação, ao contrário dos moderadores da lista interna dos professores da UFBA. Segundo informações que obtivemos com a profa. Graça Druck em ato de apoio acontecido na sexta-feira passada, na Sala dos Conselhos da Reitoria, vossa carta foi divulgada na referida lista, embora as respostas dos outros professores contestando vossa posição não tenham circulado noo mesmo ambiente virtual - mesmo enviadas por diversas vezes por pessoas diferentes.
O CMI é uma página de publicação aberta, não sendo nossa função principal publicar artigos por conta própria; como V. Sa. deve saber, nossa atividade é a de moderação de artigos postados, de acordo com nossa política editorial, e também de seleção de artigos para reunião nos editoriais da coluna do centro. Sugerimos a V. Sa. que publique sua carta como um comentário anexo às respostas dos outros professores, ou como um artigo independente.
Sem mais para o momento,
Centro de Mídia Independente - Salvador, BA
----- Original Message -----
From: l_augusto em riseup.net
To: Lista de discussão do Coletivo de Mídia Independente de Salvador - Bahia - Brasil
Sent: Sunday, August 15, 2004 2:35 PM
Subject: Re: [CMI-SSA] RESPOSTA PROF. MOTT INVASAO REITORIA UFBA
Acho que podemos dar a seguinte proposta ao prof. Luiz Mott:
O que acham?
Quoting Luiz Mott <luizmott em ufba.br>:
> Colegas da Midia Independente
> Primeiro, meus cumprimentos pelo excelente trabalho que voces fazem! Sou
>
> vosso leitor assíduo!
>
> Foi divulgada uma carta de resposta do Prof. Delmiro Baqueiro,da UFBa a
> uma
> primeira carta minha assinada por 96 professores da UFBa, sem que este
> abaixo assinado e minha resposta ao Prof. Baqueiro fossem primeiramente
>
> publicadas, razão pela qual solicito sejam divulgadas as duas cartas pois
>
> só assim se chega a compreensão integral desta polêmica. Atenciosamente,
>
> Luiz Mott
>
> 1. Carta do Prof. Luiz Mott em defesa da Reitoria da UFBa
> Salvador, 8/8/2004
> Colegas da Ufba e nossos representantes na APUB:
>
> Saudações Acadêmicas!
> Solicito a nossos representantes de classe, que têm sido tão solícitos na
>
> defesa dos justos direitos trabalhistas dos APOSENTADOS, solicito vossa
> interferência para que NUNCA MAIS a sede do nossa Universidade seja
> invadida, por
> mais justas que sejam as reivindicações dos protestantes. Este tipo de
> violência e desordem pode descambar em inaceitável violência física, como
>
> foi noticiado na FSP, e observada em universidade do interior de SP, onde
>
> mascarados chegaram a destruir o patrimônio universitário e agredir os
> opositores. A Reitoria é o coração de todos nós, lá estão documentos e
> peças preciosíssimos, que não podem ficar a não ser nas mãos e sob a
> guarda
> de quem nós, professores, estudantes e funcionários, elegemos
> democraticamente como zeladores de nosso patrimônio moral, intelectual e
>
> material. Portanto, por mais solidário que sejamos às justas
> reivindicações
> dos estudantes (restaurante já!), que a Apub negocie a imediata
> recuperação
> da Reitoria pelo Magnífico Reitor, a quem a maioria da comunidade
> universitária elegeu como nosso representante.
> Se desde a Idade Média a Universidade conseguiu manter afastada de nossos
>
> campi a força policial, não vamos permitir que grupo algum traga para
> nosso
> meio qualquer tipo de violência e abuso.
> Conto com seu apoio e divulgação desta proposta, cabendo à Apub zelar
> para
> que nunca mais nossa Reitoria seja invadida.
> Cordialmente,
> LUIZ MOTT
> Professor Titular de Antropologia, UFBa, Comendador da Ordem do Rio
> Branco,
> Ex-Membro do Conselho Nacional de Combate a Discriminação da Presidência
> da
> República e da Comissão Nacional de Aids do Ministério da Saúde
>
> 2. MENSAGEM DO PROF. DELMIRO BAQUEIRO DEFENDENDO A INVASÃO DA REITORIA
> At 14:54 10/8/2004 -0300, you wrote:
> Prezado Prof. Luiz Mott,
> Recebi a sua correspondência eletrônica indiretamente, já que
> o meu nome não consta da lista original. Mas, mesmo assim,
> resolvi fazer alguns comentários.
> Vivo atualmente o ócio da aposentadoria. E uso este ócio para
> fazer muitas coisas, inclusive trabalhar. Quando não tenho o
> que fazer (ou não tenho paciência para fazer o que tenho que
> fazer), leio ou releio uns poucos livros que juntei durante
> muitos anos.
> Li recentemente a história do cerco do pentágono, contada por
> Norman Mailer. Estava na estante durante anos e eu não via. É
> uma história encantadora. Ocorreu em 1967. Era uma
> manifestação contra a guerra do Vietnã. Uniu pacifistas,
> intelectuais das mais variadas convicções, estudantes de
> muitas universidades, hippies, movimento negro, ... Eles
> queriam, de fato, ocupar o pentágono. Chegaram somente aos
> degraus. De lá viram a janela do Secretário de Defesa aberta.
> Quando a janela se fechou o pau começou a comer. Muita gente
> foi presa, inclusive Mailer, Chomsky e outros intelectuais
> americanos que desconheço. O cerco ao pentágono durou todo um
> fim de semana e, entre as atividades que lá se desenrolaram
> houve uma cerimônia ecumênica para retirar o mal que lá se
> infiltrara. Um grande elenco de deuses (entre eles o nosso
> Xangô, deus da justiça) foi chamado para retirar o Pentágono
> do chão, elevá-lo a dez metros de altura e fazê-lo vibrar até
> que todo o mal fosse dele retirado. Muitos acreditam que esse
> objetivo foi conseguido temporariamente e que o fim da guerra
> do Vietnã, com a derrota dos falcões americanos, foi
> ocasionada por ações internas como o cerco.
> Durante esses últimos meses, movido pela leitura do cerco,
> fiquei pensando nas poucas ocupações que eu participei e
> sobre aquelas que quis fazer e não pude. Começou em 1968.
> Calouro na Universidade, participei da greve com ocupação das
> unidades. Havia um "frisson" de que o CCC (comando de caça
> aos comunistas) iria invadir as nossas escolas. Além de
> provocações esporádicas nada aconteceu. No Instituto de
> Física estava a menina dos olhos da UFBa. O novo computador
> IBM-1130, com muitos quilobytes de memória. Mesmo no ano de
> 1968 as greves acabaram um dia. E o maravilhoso computador
> ficou são e salvo. E vieram os tempos duros. A revitalização
> do movimento estudantil e do movimento operário, as lutas da
> sociedade civil que levaram à derrubada da ditadura e à
> retomada da democracia, em muitos momentos, foi acompanhada
> de greves com ocupação parcial ou total dos ambientes de
> trabalho e das escolas. Nas décadas de 70-80 isto ocorreu,
> por exemplo, em Contagem, em Osasco, em Volta Redonda, na
> UnB, na USP, na UFBa, em sei lá quantas universidades, na
> Sudene, no IBGE, em toda a área de saúde. Na década de 90
> houve, na UFBa, pelo menos outros três momentos de greve com
> ocupação. No movimento contra a posse de Rogério Vargens,
> considerado pela comunidade de professores, alunos e
> funcionários como um interventor do MEC, a reitoria foi
> ocupada pelos três segmentos da universidade. Nos reitorados
> dos Profs. Filippe Serpa e Heonir Rocha, a reitoria foi
> ocupada por estudantes. Nos tempos atuais, prédios e terras
> são ocupados por sem-teto e sem-terra.
> Assim, quando recentemente a reitoria foi ocupada novamente
> por estudantes, não dei muita importância. Acreditava que com
> um pouco de diálogo as dificuldades seriam contornadas. Não
> que eu não ache relevante o fato dos estudantes estarem,
> novamente, mobilizados. Não que eu ache que as reivindicações
> não são relevantes. É que eu acho que os movimentos sociais
> vêem e vão como as marés e os ganhos, em cada momento, são
> pontuais. Por isso, por saber que até as greves de 1968 um
> dia acabam, não dei muita importância. Entretanto, eu acho
> que as ações administrativas e algumas opiniões, inclusive as
> suas, sobre essa nova ocupação ao invés de ajudar a recompor
> a "ordem" acabam por levar a impasses desnecessários.
> A leitura livre de seu texto parece indicar que os movimentos
> sociais são os causadores das várias mazelas pelas quais
> passa e passou a sociedade brasileira. Usa-se a expressão
> NUNCA MAIS, "solicito vossa interferência para que NUNCA MAIS
> a sede do nossa Universidade seja invadida, por mais justas
> que sejam as reivindicações dos protestantes" invertendo o
> seu sentido. Pode-se exigir que o estado não torture, NUNCA
> MAIS. Mas não se pode exigir que os movimentos sociais tornem-
> se representantes do bom-mocismo ou do politicamente correto.
> Assim, usar a expressão nunca mais para a ocupação da
> reitoria por uma dos segmentos da nossa comunidade é pedir a
> paz dos cemitérios. Os movimentos sociais são legítimos para
> lutar, com seus métodos próprios, pela revogação de leis e
> regulamentos que considerem ruins. "Este tipo de violência e
> desordem pode descambar em inaceitável violência física, como
> foi noticiado na FSP, e observada em universidade do interior
> de SP, onde mascarados chegaram a destruir o patrimônio
> universitário e agredir os opositores.". Houve tempo em que
> se jogou bombas nas bancas de revista. E o recado era claro.
> Ou vocês deixam de vender jornais alternativos ou sofrerão
> outras violências. De novo a paz dos cemitérios. Não vamos
> ousar, não vamos cutucar a onça com vara curta, senão... O
> Texto continua dizendo que "A Reitoria é o coração de todos
> nós, lá estão documentos e peças preciosíssimos, que não
> podem ficar a não ser nas mãos e sob a guarda de quem nós,
> professores, estudantes e funcionários, elegemos
> democraticamente como zeladores de nosso patrimônio moral,
> intelectual e material.". Desculpe, professor, mas o
> presidente é presidente, o governador é governador, o
> prefeito é prefeito, o reitor é reitor. Não me parece que
> nenhum desses cargos tenha como atribuição legal a
> de "zeladores de nosso patrimônio moral, intelectual e
> material.". Da minha moralidade cuido eu, da minha
> intelectualidade cuido eu. Da sua moralidade cuida o senhor,
> da sua intelectualidade cuida o senhor. Moralidade e
> intelectualidade são espaços individuais, bem o sabes,
> prezado professor.
> O texto segue dizendo que "... não vamos permitir que grupo
> algum traga para nosso meio qualquer tipo de violência e
> abuso.". É preciso definir claramente a expressão "para nosso
> meio". Os estudantes que cumpriram uma decisão de Assembléia
> do Corpo Discente da UFBa, com mais de 1.300 participantes,
> são ou não são parte "do nosso meio"?
> O que me entristece nisso tudo é perceber quanto
> autoritarismo cabe em pessoas consideradas
> progressistas. "Ordem e Progresso". Está lá na bandeira o
> pensar de A. Comte, é símbolo da pátria. Deixa lá onde está.
> Cada vez que recorremos a essas palavras da bandeira elas
> soam mal. Em certo momento da nossa história recente soaram
> como "ame-o ou deixe-o". Aliás, desde 1892, quando o
> congresso brasileiro discutiu a retirada dessa expressão de
> nossa bandeira, proposta que foi derrotada pelo voto de
> setores conservadores da sociedade brasileira, essa frase soa
> mal. Inclusive, convém registrar, o dito de Olavo Bilac
> incluía o amor como princípio.
> Por tudo isto, prezado Prof. Luiz Mott, no sábado passado,
> após ler a sua correspondência eletrônica intitulada "Ordem e
> Progresso na Reitoria", fui convidado por minha filha para
> comparecer, no domingo, à reitoria, para uma pequena
> atividade do dia dos pais. Aceitei de pronto. E lá vi os
> meninos, zelosos na defesa do patrimônio da UFBa. Como,
> aliás, já havíamos feito em 1968, guardando o maravilhoso e
> precioso computador IBM-1130. Quanto a isto, professor, fique
> tranqüilo. Os estudantes, na reitoria, são a melhor guarda do
> nosso patrimônio.
> Delmiro M. Baqueiro
> Prof. Aposentado do IFUFBa
>
> -------
>
> Resposta do Prof. Mott ao Prof. Baqueiro, 10-8-2004
>
> Prezado Prof. Baqueiro
> saudações!
> admiráveis vossas críticas a minha carta. são tão
> convincentes, alinhavadas com bons exemplos, tudo feito com
> tanta clareza e humildade, que vejo o quanto meu texto original é
> criticável, sobretudo a questão do "zelo por nosso
> patrimônio moral". confesso que imaginei "moral" aqui como conjunto de
> regras de conduta - no caso, o respeito
> à eleição democrática dos nossos representantes, especificamente o
> Reitor.
> O Prof.Joao Reis também questionou
> meu arrufo "invasão da reitoria nunca mais", alegando nao existir "nunca"
>
> na política.
> Contudo, nao podemos concordar quando diz que "Os estudantes, na
> reitoria, são a melhor guarda do nosso patrimônio." Não foram capacitados
>
> nem foram eleitos para tal função. Os atos de vandalismo observados em
> outras universidades comprovam a temeridade destas invasões, por mais
> justos que sejam os motivos.
> Muito obrigado, colega, que usa o "ocio da aposentadoria" para nos
> iluminar em questões existenciais tão importantes.
> Cordialmente, Luiz Mott
>
>
>
> Professores que já se manifestaram contra a invasão da Reitoria da Ufba
> (13/8/2004):
> 1. Ailton Melo , Prof. Adjunto e Livre Docente, Depto. de
> Neuropsiquiatria
> 2. Amilcar Baiardi Prof. Titular e membro do CONSPE
> 3. Ana Cecília de Sousa Bastos, Professor Adjunto, Departamento de
> Psicologia
> 4. Ana Cristina F. Soares, Titular da Escola de Agronomia, Cruz das
> Almas
> 5. Ana Marlúcia Oliveira Assis, Professora Titular da Escola de
> Nutrição
> 6. Angela Gordilho Souza, FAU
> 7. Antonio Pinho, Escola Admnistração
> 8. Antonio Raimundo Pinto de Almeida , Prof Adjunto Dept de
> Medicina
> 9. Antonio Virgilio", Prof.Titular, Depto. Psicologia
> 10. Arivaldo Leão de Amorim, Professor Titular, LCAD/Faculdade de
> Arquitetura
> 11. Aroldo Misi Instituto de Geociências Professor Titular
> 12. Asher Kiperstok , Professor Adjunto Escola Politécnica
> 13. Aureo Silva de Oliveira
> 14. Carlos Brites Prof. Adjunto -FAMED
> 15. Carlos Caroso, Departamento de Antropologia da FFCH
> 16. Carlos Menezes - Obstetrícia - FAMEB
> 17. Cecilia Sardenberg, Dept. Antropologia
> 18. Charbel El-Hani, Instituto de Biologia
> 19. Claudete Alves, Coordenadora do POP-BA da RNP - CPD
> 20. Claudia Miranda, Depto de Educação Física Faculdade de Educação
> 21. Claudio Cardoso, Facom e NPGA/EAUFBA
> 22. Clovis Pereira Peixoto, Chefe do Departamento de Fitotecnia da
> Fac.Agronomia
> 23. Cristina Tourinho, Professor Adjunto da Escola de Música.
> 24. Décio Torres Cruz , Prof. Adjunto - Instituto de Letras
> 25. Ednildo Andrade Torres, Escola Politécnica
> 26. Eloísa Petti Pinheiro, Professora Titular da Faculdade de
> Arquitetura
> 27. Emilio Silva, Professor Titular de Fisiologia Instituto de
> Ciências
> da Saude
> 28. Eulina Lordelo, Departamento de Psicologia
> 29. Francisco Adriano de Carvalho Pereira
> 30. Gey Espinheira, Departamento de Sociologia
> 31. Heloisa Helena Fernandes Gonçalves da Costa, Depto de Sociologia,
> FFCH
> 32. Hugo Ribeiro Jr. , Prof. Adjunto Doutor do Dept de Pediatria
> 33. Iara Brandão de Oliveira , Adjunto IV, Departamento de Engenharia
>
> Ambiental
> 34. Iara Maria de Almeida Souza, Departamento de Sociologia, FFCH
> 35. Ines Dourado, porfessora adjunta ISC
> 36. Jeder Janotti Jr., Facom
> 37. Jeferso Bacelar, Dept. Antropologia
> 38. João_Reis, Prof. Titular, Depto História
> 39. Jocélio Teles, Diretor do Ceao
> 40. Jorge M. David, Instituto de Quimica
> 41. Jorge Piton
> 42. José Bernardo Cordeiro Filho, Professor Adjunto IV da
> Fac.Ciências
> Contábeis
>
> 43. José Fernandes de Melo Filho, Agrufba
> 44. Juceni Pereira David , Profa Titular de Farmacognosia
> 45. Katia de Carvalho, Diretora do ICI
> 46. Katia Siqueira de Freitas
> 47. Ligia Maria Vieira da Silva . Diretora do Instituto de Saúde
> Coletiva
> 48. Lúcia Noblat. Prof. Adjunto IV, Depart. Medicamento, Faculdade de
>
> Farmácia
> 49. Luis Edmundo Prado de Campos, Prof. Titular da Escola
> Politecnica
> 50. Luiz Alberto Bastos Petitinga, Faculdade de Ciências Econômicas
> 51. Luiz Mário N. Góis Prof. Adjunto IV , Dpto Engenharia Química ,
> E.
> Politécnica
> 52. Luiz Mott, prof. Titular Ap, Depto. Antropologia
> 53. Manuel Veiga , Professor (emérito) da EMUS
> 54. Marcelo Cajueiro.
> 55. Márcia Marinho, Departamento de Engenharia Ambiental
> 56. Marcos Palacios Professor Titular FACOM/UFBA
> 57. Maria Cecilia Esperidião , Profa Adjunto IQ-UFBA
> 58. Maria Anita Pessoa Martinelli, Escola Politécnica
> 59. Maria da Glória Teixeira, Adjunto IV do ISC
> 60. Maria Hilda Paraíso, Departamento Antropologia
> 61. Maria Spínola , FAculdade de Farmacia
> 62. Mario Luis Ribeiro
> 63. Mauricio L. Barreto, Professor Titular de Epidemiologia do ISC
> 64. Milton J. Porsani , CPGG-IGEO
> 65. Mirella Márcia Longo Vieira Lima, Instituto de Letras
> 66. Miriam Elza Gorender, Departamento de Neuropsiquiatria, Medicina
> 67. Nadja Miranda, Facom
> 68. Olival Freire Junior, Professor Instituto de Física
> 69. Olivar Lima, Prof. Titular IG
> 70. Ordep Serra, Chefe Depto. Antropologia
> 71. Paula Mathias , Profa. Adjunta Depto. Clínica Odontológica, FO
> 72. Paulo César Alves, Prof. Titular do Departamento de Sociologia
> 73. Paulo Gabriel Nacif, Faculdade de Agronomia
> 74. Paulo Henrique de Almeida ,Faculdade de Ciências Econômicas
> 75. Pedro Ornelas
> 76. Raimundo Macêdo, Professor Titular do Inst. de Matemática,
> 77. Rejâne Lira , Instituto de Biologia
> 78. Ricardo de Araujo Kalid, Chefe do Departamento de Engenharia
> Química
> 79. Roberto Argollo - Instituto de Física Professor titular
> 80. Roberto Fernandes Silva Andrade do Instituto de Física
> 81. Ruthy Nadia Laniado, Depto. de Sociologia, FFCH
> 82. Sandro Lemos Machado, Poli/UFBA
> 83. Saulo Carneiro Departamento de Física Geral - Instituto de
> Física
> 84. Silvia Lúcia ferreira, Escola de Enfermagem
> 85. Silvia Sardi, Faculdade Fonoaudilogia
> 86. Stella Barrouin, Escola de Medicina Veterinária
> 87. Suani T. R. Pinho, Departamento de Física Geral , Intituto de
> Física
> 88. Tânia Fischer da Escola de Administração
> 89. Teresa Bahiense
> 90. Thereza Cristina Calmon de Bittencourt, Escola de Medicina
> Veterinária
> 91. Virgílio Bandeira - DEA - Escola Politécnica
> 92. Vital Pedro da Silva Paz
> 93. Viviane A. Sarmento , Faculdade de Odontologia
> 94. Waldomiro José da Silva Filho , Prof. Adjunto do Dep. de
> Filosofia
> 95. Wilma Sousa Santana , Professora Adjunta IV , Instituto de Saúde
>
> Coletiva
> 96. Joge Guedes, Faculdade Medicina
>
> Aé 6a feira, 13/8, às 10hs.
> ----------
> 3. Resposta do Prof. "Jorge Guedes" <jorge.carvalho.guede em terra.com.br>
>
> At 19:13 12/8/2004 -0300, you wrote:
> Prezado Professor Baqueiro:
>
> Achei interessante a sua réplica, um tanto quanto "blasée", mas sem
> dúvida
> inteligente. Não obstante, permito-me discordar dela por algumas razões:
>
> - Estabelecer um paralelo entre a atual Reitoria da UFBA e o Pentágono,
> e as lutas dos anos 60 e 70 com o movimento atual me parece um mais que
> óbvio exagero (viés literário ou político?). Afinal, não se trata da
> Guerra
> do Vietnã (nem do Iraque), nem de um movimento contra uma ditadura
> militar
> que "prendia e arrebentava".
> - O atual Reitor foi empossado a partir da luta dos três segmentos da
> Comunidade Universitária, e foi democraticamente eleito, como o mais
> votado
> por esses segmentos. Difere, portanto, do Reitor imposto Vargens; e mesmo
> do
> Reitor Heonir Rocha.
> - Os estudantes tiveram a possibilidade de manifestar livremente seu
> pleito junto a um Conselho Universitário; a proposta defendida (de
> maioria
> dos estudantes?) foi votada e derrotada. A menos que se considere que a
> composição desse Conselho injusta e antidemocrática (o que eu não
> considero), o "recado" também é claro, só que o vetor de imposição de
> silêncio aponta para outra direção.
> - Embora a expressão "politicamente correto" esteja desgastada por usos
> vários, baseia-se na concepção do ser político, ou seja, na capacidade
> de
> interlocução e no respeito mútuo entre seres políticos, apesar de
> diferenças
> de gênero, opção sexual, étnicas, etc.. Desejo, portanto, e atuo para que
> os
> movimentos sociais sejam politicamente "corretos"; e democráticos (a
> democracia é relativa?). Continuo não entendendo a legitimidade da
> violência, seja ela de Estado ou não.
> - Curiosamente, uma parte dos professores que apoiam os atos dos
> estudantes, pelo menos na minha faculdade, nunca se expressou durante a
> Ditadura Militar, ou quando a Polìcia Militar invadiu o Hospital das
> Clínicas, jogando bombas de gás lacrimogênio nas enfermarias. Naquela
> época,
> os movimentos sociais tinham riscos...Aconteceu, sim, Professor, de
> estudantes e professores perderem cargos, serem agredidos, presos,
> torturados e mortos naqueles anos. Não foram só provocações.
>
> Por fim, Professor, tenho também um sentimento de Dejá-vu diante do
> movimento atual. Sobretudo um sentimento de nostalgia, frente a uma
> fração
> de nossa juventude que se pretende revolucionária, mas acredita que os
> partidos políticos estão fora de seus movimentos, e que desconhece a
> história da UFBA pela qual lutam.
> Manifesto-me contra a ocupação da Reitoria.
> Jorge Guedes- Professor- Faculdade de Medicina.
>
> ------------
>
>
>
> LUIZ MOTT
> Cx.Postal 2552 - 40022.260, Salvador, Bahia
> Fone/Fax: (71) 328.3782 - 328.2262 - 9989.4748
> www.luizmott.cjb.net www.ggb.org.br
>
> Professor Titular de Antropologia, UFBa
> Comendador da Ordem do Rio Branco
> Ex-Membro do Conselho Nacional de Combate a Discriminação da Presidência
>
> da República e da Comissão Nacional de Aids do Ministério da Saúde
>
> Per scientiam ad veritatem, justitiam et felicitatem.
_______________________________________________
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http://lists.indymedia.org/mailman/listinfo/cmi-ssa
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