[CMI-SSA] manifestações passe livre SSA

ibsen em riseup.net ibsen em riseup.net
Segunda Setembro 13 11:22:03 PDT 2004


Está tudo diferente este ano.Os grêmios dos maiores colégios secundarista de
escola pública, hoje, são controlados por
partidos:ICEIA(APS/PT),CENTRAL(PMDB),Severino Vieira(PMDB),Bom
Fim(UJS),CEFET(P-SOL).Está muito mais difícil do que no ano passado de ter
grandes manifestações.Justamente devido a participação dos partidos que não
está havendo uma maior adesão às manifestações.Eu tenho maior interesse em
participar das mobilizações do que fazer cobertura, mas, de preferência, os
dois.Podemos passar nos colégios do nosso bairro, conversar com pessoas que
já conhecemos ou não para ficarmos informados e publicarmos o que está
acontecendo.

Citando Manoel <manoel em riseup.net>:

> Algumas notícias para o acompanhamento das manifestações por passe livre.
> Partidário ou não, esperteza, malandragem ou justiça, o que quer que
> seja, nós temos que cobrir isso. Apenas as figuras marcadas do movimento
> no ano passado estão falando; se antes elas é que não tinham voz, penso
> que precisamos uregentemente abrir espaço para outras vozes roucas e
> tímidas...
> 
> []'s
> Manolo
> 
> ++++++++++
> 
> 14/08/2004 
> Outras notícias de Local >> 
> 
> Greve 
> Estudantes da Ufba fazem nova passeata no Centro 
> 
> Manifestantes ainda não responderam a documento elaborado pelo reitor
> 
> Regina Bochicchio
> 
> Os estudantes grevistas da Universidade Federal da Bahia (Ufba) saíram
> novamente em passeata pelo Centro da cidade, durante a manhã de ontem.
> Desta vez, além de protestar contra a reforma universitária, comemoraram
> o primeiro aniversário da chamada Revolta do Buzu, manifestação de
> secundaristas que travou o trânsito da cidade durante semanas. A luta foi
> pela diminuição da passagem do transporte coletivo em Salvador.
> 
> A passeata repetiu o percurso da quarta-feira (Reitoria, Avenida Sete,
> Piedade, Nazaré, Dique, Lapa) e, segundo a PM, houve a participação de
> 300 pessoas. Entretanto, os estudantes contabilizam 600 participantes na
> mesma caminhada, que também contou com a presença de secundaristas e
> pré-vestibulandos.
> 
> Em relação às negociações com a Reitoria, a situação continua a mesma.
> Eles permanecem no prédio e realizam plenárias. Ontem, formaram grupos de
> trabalho para discutir a situação dos transportes. Na próxima
> segunda-feira, abordarão assuntos relativos à saúde - o que já efetiva
> parte da última negociação com o reitor Naomar Almeida.
> 
> Integrantes do Conselho de Entidade de Base (Cebs) se reuniram ontem à
> tarde e, na quarta-feira, às 9h, realizam assembléia geral para fazer um
> balanço da greve. Hoje, ao meio-dia, haverá ato público na Reitoria. Para
> eles, o reitor Naomar Almeida está retardando a convocação do Conselho
> como estratégia de esgotar o movimento. Mas enfatizam que há sinalização
> de que o movimento cresça nacionalmente, por isso estão fortes e na
> ativa.
> 
> O reitor Naomar Almeida - que esteve em Brasília na quinta-feira para
> tratar, entre outras coisas, da ampliação do orçamento da Universidade -
> lembrou que, até hoje, os estudantes não responderam ao documento
> intitulado Resposta da Reitoria à Reivindicação dos Estudantes. O
> documento teria sido produzido com empenho pelo reitor e pró-reitores.
> Porém, os estudantes não o responderam.
>   Naomar Almeida disse também que espera que a greve termine antes da
> completa efetivação da pauta reivindicada dos grevistas, pois muitos
> pontos demandam tempo e verba. Um exemplo seria a construção do PAF 3
> (Pavilhão de Aulas 3), que, para ser construído, demandaria de seis meses
> a um ano. "Esperamos que, se a greve for por esse principal motivo, eles
> a suspendam com a demonstração do início do investimento". Para isso,
> lembra o reitor, é preciso autorização do MEC e liberação dos recursos.
> 
> RESTAURANTE - Outro ponto é a implantação do Restaurante Universitário
> (RU). O reitor diz que a proposta dos estudantes "tecnicamente não é
> defensável", já que, no passado (início da década de 80), a Ufba teria
> ativado um "mega restaurante", que, porém, não chegava a produzir mais de
> duas mil refeições diárias. Além disso, o deslocamento até Ondina, de
> alunos de campus como Canela e São Lázaro, para almoço, não seria viável.
> "Por isso estamos propondo uma rede de restaurante de médio-porte
> espalhados pelos campus". 
>   O reitor disse ainda que um quarto dos 48 itens da pauta de
> reivindicações dos estudantes não dizem respeito à Reitoria. E que os
> outros dois terços já foram encaminhados. "Na segunda-feira, estaremos
> instalando a comissão de negociação que estará se reunindo com o
> Consepe", disse. "A greve, ao que parece, se concentrou na ocupação da
> Reitoria. Estamos encaminhando as pautas deles, mas eles não nos
> responderam até hoje", concluiu o reitor. 
> 
> 03/09/2004 
> Outras notícias de Local >> 
> 
> Transportes 
> De volta às ruas, pelo passe livre 
> 
> Estudantes levantam bandeiras pela gratuidade no transporte coletivo e
> protestam contra reforma universitária
> 
> Cleidiana ramos
> 
> O movimento estudantil está de volta às manifestações públicas. Ontem,
> secundaristas e universitários levaram para as ruas do Centro as
> bandeiras em defesa de passe livre no transporte público de Salvador e
> protesto contra a reforma universitária nos moldes propostos pelo MEC.
> 
> A caminhada foi organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE),
> União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e Associação Baiana
> Estudantil Secundarista (Abes). "Da forma como está sendo proposta, a
> reforma universitária não atende os alunos da escola pública, que
> representam apenas 5% dos estudantes das universidades públicas",
> destacou Nestor Neto, presidente licenciado da Abes.
> 
> Segundo Neto, o protesto também marca a volta da luta pelo passe livre,
> iniciada no ano passado com o movimento que ficou conhecido como "Revolta
> do Buzu", quando os estudantes se rebelaram contra o aumento da tarifa de
> transporte de R$ 1,30 para a atual de R$ 1,50.
> 
> "Esse momento de campanha eleitoral para a prefeitura e a Câmara
> Municipal é ideal para retornarmos às ruas. Queremos mostrar a quem for
> assumir lugar nessas duas instituições que os estudantes continuam
> politizados e conscientes dos seus direitos", acrescentou Neto.
> 
> Gustavo Moura, presidente do grêmio estudantil União Revolucionária, que
> funciona no Colégio Severino Vieira, disse que a caminhada de ontem é a
> marca de novos movimentos que vão ser realizados pelos estudantes na
> defesa do passe livre. "Essa é uma reivindicação justa numa cidade com
> alto índice de desemprego, afinal os estudantes de escola pública fazem
> sacrifício para pagar a passagem, daí que não surpreende o aumento de
> evasão escolar", acrescentou.
> 
> Ele disse que os estudantes estão dispostos a voltar às ruas para
> defender suas reivindicações. "Vamos para a luta e reunir todas as nossas
> forças políticas, sejam elas partidárias ou apartidárias", completou.
> 
> O início da concentração foi no Campo Grande. De lá os estudantes
> caminharam pelas ruas do Centro até chegar à Praça Municipal. Ao final da
> passeata conseguiram se reunir com representantes da Secretaria Municipal
> de Transportes e ficou acertado que será agendada uma nova reunião para a
> discussão de uma proposta de projeto de lei sobre o passe livre, que será
> apresentada pelos estudantes". Esse projeto de lei será elaborado a
> partir da discussão com toda a comunidade estudantil", informou Daniele
> Costa, vice-presidente da UNE na Bahia.
> 
> Um ano de "Revolta do Buzu"
> 
> SANDRO LOBO
> 
> Em 2003, durante quase um mês, entre agosto e setembro, milhares de
> estudantes fizeram Salvador parar em protesto contra o aumento da
> passagem. Conhecido como "Revolta do Buzu", o período de enfrentamento
> com a polícia, empresários de transportes e administração municipal
> começou com o fechamento da Estação da Lapa, em 22 de agosto, quando se
> aventava a hipótese de reajuste da tarifa para R$ 1,65.
> 
> A manifestação começou com pouco mais de 150 alunos e logo ganhou apoio
> da população. Uma semana depois, os estudantes secundaristas de escolas
> públicas paravam o subúrbio por seis horas. No centro, não havia
> transporte coletivo circulando pelo Campo Grande, Estação da Lapa, Vale
> dos Barris, Dique do Tororó e São Raimundo.
> 
> Da Avenida San Martin, um grupo de estudantes partiu em direção ao
> Curuzu. Outro grupo saiu da Ribeira, ocupou as ruas da Calçada e invadiu
> o Barbalho, juntando-se a outro grupo que vinha da Liberdade. Da Piedade,
> saiu uma das maiores manifestações de estudantes já vistas por aqui: mais
> de 5 mil jovens que paralisaram, durante oito horas, o centro da cidade,
> e, mais tarde, a Estação da Lapa.
> 
> Àquela altura, a prefeitura já ansiava pelo fim do movimento. Os
> estudantes exigiram que o secretário municipal assumisse publicamente a
> tarefa de elaborar imediatamente a portaria que deu origem ao decreto que
> amplia o uso do smart card aos domingos e feriados, durante todo o ano.
> 
>             03/09/2004 
>             Outras notícias de Local >> 
> 
>             Cidade 
>             Estudantes protestam e causam transtornos à população 
> 
>             Atualizada às 14h37
> 
>             Luiza Torres e Jair Fernandes
>             do A Tarde On Line
> 
>             Cerca de 150 estudantes secundaristas realizaram uma
> manifestação na Av. ACM, em frente ao Iguatemi, no horário de almoço
> desta sexta-feira, 3. O trânsito foi interrompido durante mais de uma
> hora, atrasando a vida de quem estava de carro ou ônibus. O objetivo da
> ação foi exigir da prefeitura de Salvador a gratuidade no transporte
> coletivo urbano para alunos do ensino médio e fundamental. 
> 
>             O protesto começou às 7h30 da manhã, no Colégio Estadual
> David Mendes, no Pau da Lima. De lá, foram sendo arrebanhando novos
> manifestantes dos colégios Aplicação Teixeira de Freitas e Anísio
> Teixeira e do Bolívar Santana. Os estudantes passaram pelo bairro do Vale
> dos Rios e chegaram à Av. Paralela por volta das 9h30, onde ocuparam uma
> das faixas, até o Iguatemi, com o acompanhamento da Polícia Militar.
> 
>             "Esta é a única maneira que temos para reivindicar nossos
> direitos", afirma Elton Freitas, 18 anos, aluno 3º ano do ensino médio e
> diretor do Grêmio do Colégio Estadual David Mendes.
> 
>             Rodrigo Pereira, 18, do Colégio Estadual Severino Vieira,
> lembra que na Revolta do Busú, ano passado, a prefeitura prometeu assumir
> a responsabilidade de confeccionar o cartão de meia passagem, criar um
> Conselho dos Transportes e colocar à disposição da população a planilha
> de gastos do transporte público. Segundo o estudante, as únicas promessas
> cumpridas foram a validade do smart card aos sábados, domingos e feriados
> e o congelamento do preço da tarifa. "Só terminaremos estes protestos
> quando for aprovado o nosso projeto de passe livre", promete o estudante
> Eduardo Souza, 20. 
> 
>             Ainda na manhã desta sexta-feira, 3, estudantes secundaristas
> e universitários fizeram uma manifestação no Centro da cidade. Saíram do
> Colégio Central, no bairro de Nazaré, e seguiram até a Praça Municipal.
> Além do pedido do passe livre, protestavam contra a Reforma
> Universitária. 
>            
> 
>       04/09/2004 
>       Outras notícias de Local >> 
> 
>       Transportes 
>       Estudantes param trânsito no Iguatemi 
> 
>       Manifestação por passe livre começa às 7h30 em Pau da Lima, chega
> ao meio-dia à ACM; ao final, volta pra casa de graça
> 
>       Jair Fernandes
> 
>       Depois da "Revolta do Buzu", entre agosto e setembro do ano
> passado, os motoristas de Salvador ficaram avisados. Dali em diante, a
> qualquer hora do dia, o trânsito poderia virar um caos por causa de
> estudantes secundaristas, que iriam fazer a vez dos agentes da Secretaria
> de Engenharia de Tráfego (SET) e controlariam a passagem dos carros e
> ônibus. 
> 
>       Ontem, eles repetiram a dose. Sob o sol do meio-dia, deixaram tudo
> travado durante cerca de uma hora e meia em um dos pontos mais críticos
> do trânsito de Salvador - a Avenida ACM, na região do Iguatemi. 
> 
>       Feito postes à frente dos automóveis ou sentados no meio da pista,
> cerca de 150 adolescentes, mesma quantidade que iniciou a "Revolta do
> Buzu" no ano passado, mostraram que querem andar de graça nos ônibus.
> "Estamos na luta para implementar o passe livre aqui. E essa é a única
> maneira que temos para reivindicar nossos direitos", afirmou Elton
> Freitas, 18 anos, aluno do 3º ano do ensino médio e diretor do Grêmio do
> Colégio Estadual David Mendes. 
> 
>       O protesto começou às 7h30 da manhã, no Colégio Estadual David
> Mendes, no Pau da Lima. De lá, novos manifestantes foram sendo
> arrebanhados nos colégios Aplicação, Teixeira de Freitas e Anísio
> Teixeira e no Bolivar Santana. Os estudantes passaram pela região do São
> Rafael e Vale dos Rios, e chegaram à Avenida Paralela por volta das 9h30,
> onde foram caminhando em uma das faixas até o Iguatemi. 
> 
>       Os manifestantes reclamaram que, nestas eleições municipais, os
> candidatos não têm propostas para melhorar a educação pública, e não
> estão comprometidos em atender às reivindicações de estudantes. Segundo
> Rodrigo Pereira, 18, aluno do Severino Vieira, alguns candidatos a
> vereador chegaram a prometer o passe livre, mas não apresentaram nenhum
> projeto específico sobre o assunto. 
> 
>       "Passamos na frente deles e criamos o projeto de lei", anuncia
> Pereira, que comanda o recolhimento de assinaturas para a aprovação do
> texto escrito com a ajuda de estudantes de Direito. O projeto diz que "em
> nenhuma hipótese poderá ser instituído o aumento de tarifas de transporte
> urbano em conseqüência da implementação deste benefício". O terceiro
> artigo fala em quatro viagens por dia, todos os dias de semana, no
> transporte coletivo gerenciado pela Secretaria Municipal de Tranportes
> Urbanos (SMTU) para alunos do ensino fundamental e médio. 
> 
>       Pereira lembra ainda que, na "Revolta do Buzu", a prefeitura
> prometeu assumir a responsabilidade de confeccionar o cartão de
> meia-passagem, criar o Conselho dos Transportes e colocar à disposição da
> população a planilha de gastos do transporte público. De acordo com o
> líder estudantil, as únicas promessas cumpridas foram a validade do smart
> card aos sábados, domingos e feriados e o congelamento do preço da
> tarifa. 
> 
>       Segundo o secretário de Transportes, Ivan Barbosa, trata-se de uma
> proposta meramente político-partidária, inviável e injustificável.
> Através de texto enviado pela assessoria de imprensa do órgão, Barbosa
> defende que um acordo feito com as entidades estudantis, a SMTU e o
> Setps, garante aos alunos direito à meia-passagem durante todo o ano.
> "Essa é uma regalia extensiva, inclusive, ao período de férias escolares"
> diz. Apesar de demonstrar ser impossível a concessão de passe livre, o
> secretário se didpôs a receber os estudantes em reunião marcada para
> próxima quinta-feira (dia 9). 
> 
>       GRITO - Os motoristas mais indignados desceram do carro para tentar
> convencer os estudantes a desocuparem a pista. Em vão: eles diziam que só
> sairiam às 14 horas, o que foi cumprido, com o acompanhamento da polícia,
> que preferiu o caminho da negociação. "Esse é um ato de desobediência
> civil, e estamos tentando negociar", disse o major PM Vieira.
> 
>       "Se meu carro estivesse aqui na frente e houvesse alguém sentado na
> frente, eu passaria por cima. Ia ficar alguém morto", anunciou, exaltada,
> Maria do Carmo Oliveira Costa, 45 anos, produtora de eventos. "Lugar de
> protesto é porta da escola. Vocês só vão conseguir minha antipatia",
> esbravejou a motorista. Após desocuparem a pista, sentiram o gostinho de
> viajar de graça. Policiais pediram aos motoristas de ônibus que abrissem
> a porta dianteira dos veículos. Pedido atendido, volta para casa sem
> gastar nem um centavo.
> 
>       (Colaborou Luiza Torres)
> 
>       09/09/2004 
>       Outras notícias de Local >> 
> 
>       Cidade 
>       Estudantes voltam às ruas para pedir passe livre 
> 
>       Do A Tarde On Line
> 
>       Atualizada às 17h36
> 
>       Uma manifestação de estudantes da rede Estadual terminou em tumulto
> com a polícia na manhã desta quinta-feira, na região do Iguatemi. Os
> alunos saíram do viaduto Dona Canô, por volta das 10h30, na avenida
> Paralela, em direção ao Iguatemi, pedindo passe livre nos ônibus urbanos.
> 
> 
>       O grupo interrompeu o tráfego e pararam alguns ônibuss por alguns
> minutos. A Polícia Militar chegou ao local para conter o protesto.
> 
>       Alguns alunos disseram ter sido agredidos pelos PMs no local. "Mais
> de 60% das pessoas que estavam na manifestação sofreram agressões", conta
> o secundarista Pablo Alexandre Meneses de Souza, 21.
> 
>       Sem uniforme colegial, José Eduardo Souza, 20, foi detido pelo
> agentes militares e levado para a 7ª Delegacia de Polícia de Salvador,
> onde um grupo espera a liberação do colega.
> 
>       Souza está no distrito desde às 12 horas e foi preso porque estava
> sem farda escolar, segundo a versão dos estudantes. "A polícia é racista.
> Só porque ele é negro e não estava uniformizado é transgressor", destaca
> Souza. 
> 
>       A reportagem do A Tarde On Line entrou em contato com a polícia
> militar, mas não obteve retorno. 
> 
>       10/09/2004 
>       Outras notícias de Local >> 
> 
>       Violência 
>       Estudantes enfrentam pancadaria 
> 
> 
>
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>       Confira a galeria de fotos 
>
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> 
>       Secundaristas levam protesto à região do Iguatemi e são recebidos
> pela truculência de agentes do Juizado e da PM
> 
>       Regina Bochicchio e Cleidiana ramos
> 
>       Parecia até reedição da "Revolta do Buzu". Estudantes das escolas
> estaduais Davi Mendes Pereira, Colégio de Aplicação Anísio Teixeira,
> Bolivar Santana e Vale dos Lagos resolveram na manhã de ontem parar o
> trânsito pelo passe livre. A diferença é que a manifestação acabou na 7ª
> Delegacia da Polícia Civil, devido as agressões sofridas por José Eduardo
> Souza Machado, 20 anos, segundo ele, por comissário do Pró-Menor (Juizado
> de Menores). Os PMs foram acusados de agressão, mas nenhum deles prestou
> queixa. Eram 20h50 quando o rapaz deu entrada no exame de corpo de delito
> no Instituto Médico-Legal (IML), depois de passar sete horas dentro da
> delegacia. 
> 
>       Tudo começou por volta das 10 horas, na Avenida Paralela, por onde
> caminharam. Ás 11h30 os estudantes chegaram até o Iguatemi,
> "acompanhados" da PM e Kombi do Pró-Menor. Lá, o Batalhão de Choque. A
> manifestação correu normal até que cinco estudantes tentaram parar o
> trânsito. A PM tentou impedir a ação, segundo os estudantes, lançando mão
> de "fantas". O repórter-fotográfico de A TARDE, Carlos Casaes, foi
> arrastado por agentes do Juizado na tentativa de ficarem com o seu
> equipamento. Uma menina foi levada para a Kombi do Juizado juntamente com
> José Eduardo.
> 
>       "Os comissários do Juizado me engarguelaram e jogaram dentro da
> Kombi. Um deles começou a bater em mim, dando socos na cabeça, estômago e
> pernas e disse: cala a boca, filho da p.", conta o rapaz. Conseguiu fugir
> pela janela, ajudado pelos amigos. Mas a PM o prendeu, levando-o para a
> 7ª Delegacia, por volta de 13 horas. Lá, Eduardo prestou depoimento e
> esperou. Na porta da 7ª, os nove amigos (todos alunos do Colégio Davi
> Mendes) esperaram até as 20 horas, quando Eduardo foi liberado. O rapaz
> terminou o ensino médio ano passado. Agora é aluno do Liceu de Artes e
> Ofícios como agente social.
> 
>       Segundo a Delegada Izaltina Fausto dos Santos, o rapaz foi
> apresentado pela PM na condição de desobediência civil. A PM negou as
> agressões. Ela lavrou os termos circunstanciais do caso, mas a liberação
> do garoto demorou. Questionada, a delegada disse que faltavam cumprir
> "trâmites legais", mas não detalhou. O fato é que o garoto foi liberado
> quando um representante do Juizado apareceu. Assessores do PT e
> representantes do Fórum de Combate à Violência acompanharam o caso e
> darão o suporte necessário.
> 
>       No meio dos estudantes, as informações eram desencontradas sobre o
> número de colegas que acabaram levados para o Juizado. "Tinham umas cinco
> meninas no carro", disse uma estudante.
> 
>       O juiz Salomão Rezedá, titular do Juizado da Infância e Juventude,
> disse que a equipe do Pró-Menor foi chamada pela Superintendência de
> Engenharia de Tráfego (SET). "A justificativa é que havia crianças em
> situação de risco, se atirando na frente de ônibus na Avenida Paralela".
> 
>       À tarde ocorreu uma reunião entre estudantes e o secretário dos
> Transportes, Ivan Barbosa. Os jovens saíram da sala com uma promessa de
> que o assunto vai ser analisado. Os estudantes voltam a se reunir no dia
> 16, às 9 horas no auditório do Colégio Senhor do Bonfim, nos Barris.
> 
>       Promessa de mais protestos
> 
>       Segundo o juiz Salomão Rezedá, a orientação era para que eles
> fizessem a verificação da denúncia de que havia adolescente em situação
> de risco. As agressões que lhe foram relatadas por A TARDE, de acordo com
> Rezedá, configuram ultrapassagem de limites. "Vamos apurar, através de
> processo administrativo, as responsabilidades e tomar todas as
> providências cabíveis", disse o juiz. De acordo com ele, quatro garotos
> chegaram a ficar nas dependências do Juizado, mas foram liberados com a
> chegada dos familiares. 
> 
>       Além da Paralela e Iguatemi, o Centro da cidade foi palco da
> manifestação. "Ficou decidido que serão feitas manifestações zonais e uma
> plenária reunindo UNE, Ubes e Abes, na próxima quinta-feira às 14 horas.
> Vamos também discutir sobre o lucro das empresas de transporte, o que é
> fundamental para mostrarmos que é possível o passe livre", destacou
> Augusto Vasconcelos, presidente da União da Juventude Socialista (UJS).
> 
>       De acordo com Vasconcelos, uma pesquisa da Associação Nacional de
> Transportes Terrestres (ANTT), mostra que 25 milhões de brasileiros não
> utilizam transporte coletivo por falta de recursos. "Várias cidades do
> Brasil como Rio de Janeiro, Londrina dentre outras já instituíram o passe
> livre que é fundamental para que os estudantes possam ir para a escola",
> disse Vasconcelos. 
> 
>       Galeria de fotos (Carlos Casaes):
> 
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> ---
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> Checked by AVG anti-virus system (http://www.grisoft.com).
> Version: 6.0.735 / Virus Database: 489 - Release Date: 6/8/2004





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