[CMI-SSA] como preparar um jornal

Manoel manoel em riseup.net
Segunda Agosto 29 16:02:55 PDT 2005


Gente,

um bom texto sobre preparação de jornais e material impresso.

[]'s
Manolo

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Grupo de Trabalho de Impressos 
http://docs.indymedia.org/view/Local/CmiBrasilImpressos

Baseado no texto O que precisa para um jornal impresso? escrito pelo CMI Floripa. 

O Coletivo de Impressos basicamente diagrama e editora o conteúdo do sítio do CMI para que e posteriormente providenciam a impressão e distribuição desse material, fechando assim o ciclo que vai da publicação de conteúdo no CMI ao retorno dessa informação para as ruas. 

O Grupo de Trabalho de Impressos ainda mantém uma página de impressos no sítio do CMI Brasil. 

Este documento tentará servir como um guia para a edição, publicação e distribuição de um jornal impresso, dentro da forma de organização e dos princípios do Centro de Mídia Independente. Não é necessário seguir a risca, essa é a maneira que o coletivo de Florianópolis encontrou para organizar seus trabalhos. Cada localidade compreende melhor a sua situação e seus limites, capacidades, interesses, vontades, concepções e tudo o mais. 


Índice 

  a.. Grupo de Trabalho de Impressos 
  b.. Índice 
  c.. O projeto 
  d.. Como financiá-lo 
    a.. Para fazer o jornal 
      a.. Coletivo Editorial 
      b.. Reuniões periódicas 
      c.. Discussões sobre pautas 
      d.. Dividir os trabalhos para a cobertura das pautas (fotografia, textos) 
      e.. Diagramação 
      f.. Gráfica 
    b.. Para conseguir manter o jornal 
      a.. Vender o jornal 
      b.. Vender cotas 
      c.. Eventos 
      d.. Distribuir o jornal 

O projeto 
Desde o início de sua formação, o CMI Floripa procurou romper os limites da internet, participando de uma rádio livre e produzindo muitos CMIs na Rua. Acreditamos que é completamente possível, e até simples, manter um bom projeto fora da internet em funcionamento. Queremos aprofundar a distribuição do conteúdo crítico do CMI e torná-lo, de fato, uma alternativa para as pessoas que procuram informações nos jornais ligados ao poder político e econômico. A concepção editorial é aprofundar a discussão sobre os temas. Não em sua totalidade, pois a falta de espaço físico não permite escrevermos tudo o que gostaríamos. Porém, acreditamos que uma das principais formas da grande mídia modificar uma informação é publicando-a pela metade, cortada, sem um mínimo contexto, sem uma análise política. Porém, decidimos que o jornal precisava ter uma aparência agradável, que convide à leitura. Optamos pela fusão entre textos proporcionalmente longos e a busca de uma estética interessante. Além de matérias, mais ou menos objetivas, que respondam perguntas básicas do jornalismo como ´por quê´, ´quem`, ´quando´, ´onde´, ´como´, ´que´, vamos ampliar as pesquisas e debates para uma sétimo pergunta: "e daí?" Para isso, desenvolveremos análises críticas e, de fato, independentes, a fim de ajudar pedagogicamente os movimentos a aprender com os seus próprios erros, inclusive os nossos. 


Como financiá-lo 
Este é um assunto que pode gerar controvérsias, pois se trata de dinheiro e venda. Mas vamos lá. Nós confirmamos a tese de que informação não deve ser tratada com mercadoria. É necessário que procuremos formas de distribuir informação sem envolvê-la no processo em que um produto dá o "salto mortal" que o transforma em algo comercializável. Mas então precisamos considerar duas coisas. Primeira: estamos dentro de um modo de produção em que o capital é o centro de todas as relações. Ou melhor, o capital é uma forma de relação que controla todas as outras. Tudo o que podemos imaginar, todas as ferramentas que precisamos para difundir informação e debate, têm seus preços. E talvez uma das ferramentas mais caras seja a internet. O sítio www.midiaindependente.org não é gratuito. A porcentagem de pessoas que usam internet é muito pequena no Brasil. Quer dizer, a internet não é gratuita, provavelmente muito mais cara do que um jornal impresso. 

Infelizmente, para sair da internet temos uma série de custos. Porém, achamos fundamental a atuação do CMI além do sítio. Considerando que os voluntários e as voluntárias do CMI não podem pagar por uma publicação com recursos do seu próprio bolso; considerando que o CMI não pode visar lucro para seus voluntários e suas voluntárias: o jornal será vendido pelo custo de R$1. O dinheiro que sobrar da venda será revertido para o próprio coletivo, como, por exemplo, levar as matérias do jornal gratuitamente através do CMI na Rua (jornal muro/poste), além de outras atividades do coletivo. Garantimos, assim, que a informação não se restrinja à venda do jornal. 

Embora seja polêmico, é sempre mais justo dividir os custos do jornal entre muitas pessoas do que entre poucas. 

Mas mesmo com essa proposta ideal bem definida, nos deparamos com um problema concreto: não tínhamos dinheiro para bancar o primeiro número. A solução que tivemos depende essencialmente das relações que o coletivo tem em sua cidade. Nós escolhemos a dedo os sindicatos que circulamos com tranqüilidade e organizações políticas que teriam interesse em ver suscitar na cidade um jornal de esquerda, mesmo que não fosse partidário ou marxista. Na verdade nossa intensa participação na "Revolta da Catraca", de junho e julho de 2004, produzindo milhares de CMIs na Rua (perto de 10 mil), e cobrindo quase todos os movimentos na cidade, fez com que, à essa altura do campeonato, praticamente todos os grupos e sindicatos nos conhecessem. Gostaríamos de frisar a importância que teve para nós entrar nos debates em todos os meios de esquerda, não significando em hipótese alguma que deixamos de nos posicionar criticamente. Com isso em mente, e sem o jornal nas mãos, não poderíamos pedir apoio a não ser dos grupos que realmente confiam ou apreciam o nosso trabalho. E para não parecer que se tratava de esmola, bolamos o seguinte: venda de cotas. Os sindicatos comprariam 100, 200 cópias pelo preço de R$ 1,00 cada. Outra forma justa de conseguir grana pro primeiro número é apoio de pessoas que vivem em países com uma moeda que se sobrepõe à usada por aqui e que estão a fim de contribuir. Por último, é fundamental estender o alcance deste trabalho. Vamos aproveitar a Rede CMI Brasil e difundi-los através de todos os coletivos que se interessarem. Nesse caso, ao invés de passarmos pelo preço de venda, cobramos metade do preço (R$ 0,50) para que os coletivos possam distribuir e ter algum retorno para as suas próprias atividades. Deixamos claro que essa foi a nossa proposta para lançar a primeira edição, pois reafirmamos a necessidade de autogerir o jornal e não depender de doações para poder editar uma nova. 

Baseados nessa concepção, depois de meses, bolamos um projeto para um jornal impresso, com as seguintes características: 


  a.. 1. Periodicidade: mensal 
  b.. 2. Formato: tablóide, papel jornal 
  c.. 3. Número de páginas: oito 
  d.. 4. Tiragem: cinco mil cópias 
  e.. 5. Preço: R$ 829,00 
1. Num primeiro momento pensamos em lançar o jornal a cada dois meses, para sermos mais "realistas". É claro que um jornal mensal significa mais esforço, é mais difícil. Porém, não pode ser possível que sejamos incapazes de levar este projeto adiante, pelo menos não de acordo com as possibilidades levantadas. O CMI Floripa ganhou certo destaque na cidade, ficou consideravelmente conhecido, o que nos fez pensar que um jornal mensal conseguiria ser sustentado. Além do mais, uma edição a cada mês não é nada "de outro mundo". Por esse motivo, adotamos a idéia - inicial - de lançar um número a cada mês. Isso pode mudar, para mais do que um por mês, ou um a cada dois meses. Tudo vai depender do desempenho. 

2. Tablóide é um formato de jornal menor que o "standard", medindo XX x XX cm. Exemplos de Standard: Estado de S.Paulo, Brasil de Fato, A Notícia. Exemplos de tablóides: O Estado, Diário Catarinense, Clarin, New York Times. Escolhemos este formato por apenas um único motivo: a gráfica não rodava com papel standard. O standard é melhor para diagramar imagens e textos, já que permite muito mais espaço. Leia mais sobre o tablóide no confuso: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tabl%C3%B3ide 

PAPEL JORNAL 

3. Oito páginas significam duas folhas. É um número razoável para começar e também vai depender do desempenho o acréscimo de outras. Aumentando para 12 o preço não muda tanto, mas preferimos não arriscar. Oito páginas significam mais ou menos oito temas, ou seis temas. Assim podemos tentar seguir a linha editorial escolhida, de aprofundar os temas, cada um ganhando em geral uma página completa. 

4. Como vocês podem ver, fazer um pré-projeto e um segundo pré-projeto é importante para encarar os problemas que, com certeza, aparecerão. O nosso plano imediato é imprimir cinco mil cópias do jornal por mês. Consideramos que, por ter um conteúdo não apenas local, ele deve sair desta pequena cidade e ser lido em muitas outras. Cinco mil, na verdade, é um pequeno número mesmo para cá, mas vamos com calma que em algum tempo conseguimos aumentar esta tiragem. Por enquanto vamos reservar um bom número de jornais para fora da cidade, a serem distribuídos por outros coletivos CMI e outras pessoas que se interessarem. No entanto, resolvemos fazer um teste e imprimir, inicialmente, três mil cópias. Se precisarmos, se vendermos tudo, podemos fazer o restante. Se não, é melhor garantir o dinheiro para o próximo mês. 

5. As cinco mil cópias nos custariam R$ 829,00. Bolamos planos para conseguir este dinheiro antes de termos o jornal em mãos. Para isso era preciso contar com os grupos que nos apóiam e confiam em nosso trabalho. Fizemos os seguintes planos: colher assinaturas. Vender para os coletivos do CMI pela metade do preço para que estes possam divulgar o jornal e também coletar algum fundo pro próprio coletivo. Vender cotas para sindicatos. Cada um compraria um número x para distribuir para os filiados e nos pagaria adiantado para poder imprimir. Conseguimos mais do que os R$ 829,00, mas, como visto no número 3, decidimos manter um caixa para garantir a próxima edição. As três mil cópias nos custaram R$ 560,00. 



Para fazer o jornal 

Coletivo Editorial 
No começo da formação do coletivo de Floripa, pensávamos que todas as pessoas do coletivo deveriam aprovar tudo que fosse feito. Os Grupos de Trabalho criariam, mas tudo deveria passar pelo crivo do coletivo. Após quase um ano de experiência, vimos como isso mais se assemelha ao centralismo do que ao consenso. Além de criar uma burocracia que complica todas as iniciativas. Considerando que nem todas as pessoas estão interessadas em todos os tipos de trabalho; considerando que seria impossível todas as pessoas tomarem decisões no mesmo ritmo, o que implica o mesmo ritmo de trabalho para todo mundo; considerando que o CMI é uma Rede de produção, discussão e, sobretudo, prática: sugerimos que a produção dos Grupos de Trabalho sejam transparentes, sempre, e que as pessoas que não são dos GTs específicos (porque assim não o querem) possam, apenas, sugerir e perceber se algo está fora da Política Editorial do CMI, o que é improvável, já que em cada GT existem pessoas profundamente envolvidas com o CMI e os seus princípios. 

É fisicamente inviável todas as pessoas do coletivo decidirem sobre cada linha do jornal. A construção de uma edição é repleta de problemas, necessita mudar tudo mil vezes, acrescentar um novo texto no meio de uma madrugada, retirar parágrafos e fotos no meio de outra. Se cada decisão desse tipo precisar passar por todas as pessoas, o processo se torna burocrático e não sai. 

A solução que achamos foi criar um Coletivo Editorial, inspirado na organização do coletivo editorial do sítio, que discuta e, essencialmente, trabalhe no jornal. Assim como em todos os outros GTs, qualquer pessoa do CMI Floripa pode participar do Coletivo Editorial de O Independente. Mas não se trata de um "conselho político", se trata de um grupo de trabalho prático. Cabe ao resto do coletivo, em prazo determinado, checar improváveis desvios na Política Editorial e sugerir algo. Para evitar desentendimentos como: "o jornal representa todas as pessoas do coletivo", os artigos e matérias são assinados e, se o autor ou a autora quiserem, colocaremos o endereço para contato. 

Cabe ao Coletivo Editorial ajudar a desenvolver oficinas de capacitação para pessoas interessadas em escrever e fotografar, mas que ainda não têm experiência ou não se sentem à vontade. Assim, descentralizamos o trabalho e incentivamos as pessoas a se envolverem. 


Reuniões periódicas 
Cabe ao coletivo editorial de O Independente se reunir toda semana para discutir os temas, a distribuição de trabalho, e outras questões relacionadas ao jornal. Essas discussões servirão para escolher o que entra no jornal, quem escreverá, quem irá correr atrás dos contatos. 

Também são reuniões de discussão política sobre conjuntura, sobre o que foi noticiado em outros meios, e, consequentemente, quais temas merecem ou precisam da nossa atenção. Esses debates servem para aprofundarmos nossos conhecimentos políticos e também para estudar a melhor forma de passarmos uma notícia, qual ângulo, sob qual perspectiva, entre outros temas. 


Discussões sobre pautas 
A discussão sobre pautas deve estar dentro da concepção do jornal: publicar majoritariamente notícias, em sua maioria locais, mas também nacionais e internacionais. O Independente é um jornal que deve se dedicar à cidade em que se encontra, mas deve abrir a perspectiva para lutas, ou acontecimentos relevantes à luta, de todo o mundo. Cabe ao Coletivo Editorial escolher as pessoas convidadas para escrever artigos, pensar em possíveis sessões de debates etc. 

Deve-se ficar claro que antes de fechar uma edição já se deve pensar na próxima. Não podendo, assim, haver um "relaxamento" que pode pôr em risco o lançamento da próxima edição. Estamos trabalhando com assinaturas semestrais, o que nos lança um grande desafio, de manter uma publicação periódica e com uma boa estrutura. 


Dividir os trabalhos para a cobertura das pautas (fotografia, textos) 
Decididos os temas, o Coletivo Editorial deve distribuir o trabalho e estipular prazos para sua finalização. Por enquanto o jornal O Independente é mensal, o que já facilita a compreensão de tempo. É aconselhável que o conteúdo esteja pronto uma semana antes do prazo para sua publicação. Isso facilita a diagramação, já que os textos e fotos podem vir a ser modificados, reduzidos, ampliados, para adaptação técnica estética. É completamente possível e compreensível que algum acontecimento urgente faça com que o conteúdo do jornal seja modificado. Nesse caso, ele já estar praticamente pronto só ajuda readequá-lo. 


Diagramação 
Infelizmente, ainda não temos ninguém que se sinta à vontade para criar um projeto gráfico para o jornal. Tivemos sorte por duas pessoas de outros coletivos (Vitor, RJ e grazi, SP) terem se envolvido com o projeto e terem feito com muita competência esta parte. Enquanto isso, membros do coletivo CMI Floripa irão tentar aprender essa estranha tarefa, que é deixar os textos agradáveis e a estética funcional. 

Compreendemos que diagramar o jornal não é apenas encaixar os textos e as fotos em algum quadrado. É preciso compreender a concepção editorial do projeto e casar a disposição dos elementos gráficos ao texto. 

Com o primeiro fechamento das matérias e artigos, uma semana antes do prazo para publicação do jornal, a diagramadora ou o diagramador deve estar junto ao resto do coletivo editorial para adaptar o espaço, sugerir caixas, retrancas, subtítulos, fotos etc. 


Gráfica 
Tudo bem, você chegou até aqui. Tem um ótimo trabalho editorial, uma boa equipe de reportagem não-profissional, mas profundamente exigente com a qualidade da informação. O projeto gráfico ficou excepcional e os sindicatos, onde trabalham alguns camaradas, te ajudaram. E agora? 

Bem, já era saudável ter alguém responsável pela procura de uma gráfica que tenha bons preços. No geral todas elas têm uma tabela mais ou menos parecida, mas com algum esforço você pode descobrir onde o jornal do sindicato tal é feito. Aproveite os contatos. 

Não cometa o nosso erro. Antes de partir para a diagramação, pergunte na gráfica quais as medidas do formato que vocês escolheram. Nós decidimos pelo tablóide. Fechamos o jornal e, lá na gráfica, fomos descobrir que o formato usado é o tablóide "nacional". Um outro tamanho, não muito diferente do tablóide internacional, mas o suficiente para prolongar o trabalho por mais um dia inteiro. Além das medidas, pergunte tudo, tudo. Se lê em .pdf, se é preciso espelhar o documento, se a impressão é em fotolito ou digital. Depois é só pegar as cópias, checar se vale a pena, se o papel é bom, se a tinta sai em demasia. 


Para conseguir manter o jornal 

Vender o jornal 
Está claro que temos que manter o máximo de autonomia, inclusive financeira para manter O Independente vivo. Se iremos conseguir vender as cópias necessárias todo mês, não sabemos. Tampouco podemos fechar a possibilidade de apoios, já que um dos nossos projetos é vender cotas mensais para todos os sindicatos e associações - mesmo que não tão próximas, já que agora já temos um exemplar em mãos para que confiem no projeto. De qualquer forma, precisamos de um esforço tremendo, invariavelmente chato, de tentar difundir, disseminar O Independente. Quando dizemos isso não significa que queremos disputar mercados. Não é sobre isso que a discussão está posta. O CMI não permite isso, não queremos isso. O que queremos é ser uma alternativa visível e viável. Facilitar a distribuição para todas as pessoas. 

Todos voluntários/todas voluntárias que tenham vontade podem carregar cópias nas suas mochilas e pastas e devem oferecer para todo mundo, sempre lembrando que precisamos de suporte para existirmos. E que só assim podemos ser uma alternativa concreta aos jornais capitalistas. É uma situação realmente chata, geralmente uma pessoa envolvida com ativismo político que visa superar o capitalismo não é muito interessada em vender. Mas é isso aí. Vamos tentar fazer essa discussão da forma mais sincera: fale para a pessoa, poxa, se ela é politicamente contra o Diário Catarinense, A Notícia, Folha de S.Paulo, ajude este jornal se fortalecer. Não tem nada moralmente deplorável nisso. 


Vender cotas 
Como dito anteriormente, uma das formas mais simples de venda e distribuição é a venda de cotas. Conseguimos um bom número de dinheiro e a garantia de que o jornal cairá nas mãos de círculos diversos. Seria ideal vender as cotas para todas as associações de moradores e moradoras e sindicatos, grêmios estudantis, entidades. Isso, além de, claro, maneiras diferentes, como em pontos a seguir. 


  a.. Pra organizações, associações e sindicatos - oferecer cotas a serem compradas todos os meses, de 100, 200 números pela metade do preço. Para todas as iniciativas dessas organizações de compra em bloco para distribuição sem cobrança, cobraremos apenas metade. 

  a.. Para coletivos do CMI - oferecer cotas a serem compradas todos os meses, de 100, 200 números (ou o que for de interesse) pela metade do preço. Para ajudar os coletivos divulgar o Centro de Mídia Independente e produzir seus próprios materiais. Todo este texto é fundamentado nisto: dar um ponto de partida para que a Rede CMI Brasil se fortaleça também nos jornais impressos. 

  a.. Para pessoas isoladas - compra avulsa, R$ 1,00 ou assinaturas semestrais R$ 10,00. Ou mesmo compra de cotas para distribuir: este ponto é completamente delicado. Para as pessoas que temos confiança e sabemos que não venderá as cópias, cobraremos a metade do preço. Se o desejo for vender o jornal, cobraremos o preço total R$ 1,00, impedindo que esta pessoa ganhe dinheiro em cima do CMI (o preço do jornal está na capa). 

Eventos 
Temos experiências muito boas com eventos para divulgar nossos projetos. A Rádio de Tróia 102.9 FM Livre conseguiu um lucro de R$ 1,500 em uma festa na UFSC; a Campanha pelo Passe-Livre realizou inúmeros shows que divulgaram o projeto. Esse tipo de atividade não serve apenas para distribuir os jornais, mas para tornar o CMI cada vez mais público. 

Exemplos de atividades que podemos fazer: 


  a.. 1.Hora Feliz, na UFSC; 
  b.. 2.shows em qualquer lugar que seja interessante; 
  c.. 3.festa grande na UFSC. 
Existem muitas pessoas do coletivo já envolvidas com esse tipo de trabalho, ou com alguma experiência. Os voluntários do CMI que também são membros da Rádio de Tróia têm muita prática nestas festas na universidade. Não é tanto trabalho e dá um retorno saudável. 


Distribuir o jornal 

  a.. voluntários e voluntárias - Além do ponto já mencionado, de que todo mundo no coletivo pode ter cópias para vender para as pessoas do seu bairro, sua família, amigos e amigas, conhecidos e conhecidas etc., é possível buscar outras duas formas básicas: 

  a.. banquinha do CMI - Há um longínquo tempo tínhamos também este projeto: duas vezes por semana fazer uma banquinha do CMI na Esquina Democrática (calçadão da Felipe Schmidt). Serviria para falar sobre o CMI, ler notícias como numa rádio ao vivo, distribuir material, vender as camisetas e os jornais. Nunca chegamos a implementá-lo, mas agora temos uma necessidade prática pra isso. Será um espaço muito interessante para fazer discussões sobre mídia, política, sociedade, e tantos outros temas que surgirem. 
A banquinha pode ser feita não apenas na Esquina Democrática. Essa idéia depende da iniciativa das pessoas interessadas em buscar outros bairros, outros lugares: UFSC, durante o Projeto 12h30, ou permanentemente no campus. 


  a.. banca de jornal - O Sr. Arthur, da banca que fica ao lado do Camelódromo, me informou que é possível contactar o distribuir de jornais locais menores para as bancas de jornal. Aparentemente os donos e as donas de bancas de jornal não fazem essa função de distribuição. Não podemos perder esta hipótese de mente, analisar se vale a pena, pois envolve lucro para alguém - pesar isto dentro dos princípios do CMI, do jornal e dentro das possibilidades de visibilidade que podemos alcançar. Está em aberto. 
-------------- Próxima Parte ----------
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