[cmi-ssa] Fwd: texto aborto

Ramiles ratomiles em riseup.net
Quarta Maio 13 12:35:27 PDT 2009


aí a imagem que eu falei que tinha.
vejam o que acham
abraços


matheus sampaio wrote:
> (Para informações sobre a lista, veja o rodapé desta mensagem.)
>
>
>
>
>   
>
> ------------------------------------------------------------------------
>
>
>
> ---------- Forwarded message ----------
> From: *matheus sampaio* <matheusmsampaio em gmail.com 
> <mailto:matheusmsampaio em gmail.com>>
> Date: 2009/5/12
> Subject: texto aborto
> To: cmi-ssa-request em lists.indymedia.org 
> <mailto:cmi-ssa-request em lists.indymedia.org>
>
>
> Aí , galera. Não mandei logo depois da reunião, porque ainda não tenho 
> net em casa,
>
> dependo da net da facul, era pra ter mandado ontem, mas não tive 
> tempo. Taí pra
>
> fazer as modificações se forem necessárias. descobri agora pq não tava 
> conseguindo mandar.
>
>
> Sugestões de títulos: "O aborto dos fatos", "Acriminalização e o 
> aborto dos fatos", "O aborto dos fatos de fato"
>
>             Enquanto a maioria dos brasileiros se diz contra o aborto 
> e quem interrompe ou se coloca a favor é condenado ao inferno (em 
> todos os sentidos), o que se observa na prática é que o discurso 
> dominante, na verdade, esconde a face hipócrita de quem o utiliza. 
> Sempre são os outros que são condenados, mas a depender das 
> circunstâncias, a vida gerada passa a ser um problema e precisa ser 
> eliminada.  E quanto ao aborto em caso de gravidez por estupro? Já é 
> tão aceito socialmente que as pessoas não têm medo de se declarar 
> publicamente a favor. Uma criança deve ser assassinada só porque não 
> foi gerada dentro da normalidade de uma família? Devemos eliminar uma 
> vida só para manter as conveniências sociais da mulher que cumpre sua 
> função de moça de família, que mantém sua honra de mulher? Por que na 
> verdade, se formos analisar, é esse o papel que cumprem esses valores.
>
>            O que confirma essas contradições são pesquisas realizadas 
> em universidades brasileiras, nos últimos vinte anos, que têm 
> demonstrado que a maioria das mulheres que interrompe a gravidez é 
> casada, que já é mãe, trabalha fora e tem, em média, entre 20 e 29 
> anos. É católica e tem alguma escolaridade - completou ao menos os 
> oito anos do ensino fundamental. A decisão pela interrupção da 
> gravidez é tomada com o parceiro. Como é uma prática ilegal, ela faz 
> uso de métodos caseiros, como ingestão de chás e ervas, misturados com 
> Cytotec.
>
>          Estima-se que no Brasil sejam realizados, todo ano, 
> aproximadamente 1 500 000 abortos. Porém, considera-se esse dado como 
> “conservador”, pois o cálculo é feito baseado nos dados das mulheres 
> que são atendidas no SUS por terem complicações de um aborto mal 
> feito. Então não se leva em conta os abortos feitos por mulheres das 
> classes mais altas, que têm condição de pagar um serviço melhor e 
> manter tudo às escondidas.
>
>         É com base nesses dados que percebemos que são graves os 
> problemas gerados por uma legislação punitiva. Esse sistema não impede 
> que ocorram abortos, só contribui para gerar, como se não bastasse, 
> mais opressões sobre as mulheres de classes populares. Clínicas 
> clandestinas que fazem um aborto seguro cobram um preço altíssimo 
> pelos serviços, o que obriga as mulheres de baixa renda a recorrerem 
> aos mais bizarros métodos (até agulha de tricô, há muitos relatos) e a 
> verdadeiros açougues humanos que são muitas dessas “clínicas” 
> clandestinas. O aborto mal feito já é a terceira maior causa de 
> mortalidade feminina, além das seqüelas que essas mulheres sofrem pela 
> impossibilidade do acesso a um atendimento de qualidade.
>
>         A que ponto de opressão nós chegamos? Não bastam as violências 
> construídas pela nossa sociedade predominantemente machista? A mulher 
> não tem poder de decisão sobre o seu próprio corpo, ele é controlado 
> pelos que se dizem esclarecidos, em nome do progresso e do bem da 
> humanidade.
>
>        Será que não bastam todas as condenações e punições seja pelo 
> moralismo da nossa sociedade, pela falta de condições de acesso a um 
> atendimento adequado , ou pelas circunstâncias que a levaram a tomar a 
> decisão, muitas vezes abandonada pelo parceiro a mulher deve ser 
> condenada a cumprir pena?
>
>         Dessa forma, a legislação definida por alguns que detêm o 
> poder, baseada nas problemáticas e abstratas definições de quando 
> começa a vida, reivindicadas como verdadeiras por diversas religiões, 
> ideologias e ciências, só está contribuindo para que as vidas reais e 
> concretas sejam ameaçadas. Manter o quadro atual só é fechar os olhos 
> para essa situação.
>
>       
>
>
> ------------------------------------------------------------------------
>
> _______________________________________________
> Lista do CMI Salvador.
>
> Por favor, lembre-se de adequar o campo "Assunto:" ao conteúdo da mensagem e observar se o campo "Para:" contém o endereço "cmi-ssa em lists.indymedia.org".
>
> Página de informações da lista: http://lists.indymedia.org/mailman/listinfo/cmi-ssa
> Para sair da lista, mande mensagem vazia para cmi-ssa-unsubscribe em lists.indymedia.org.
> Página wiki do CMI Salvador: http://docs.indymedia.org/view/Local/CmiSalvador

-------------- Próxima Parte ----------
Um anexo não texto foi limpo...
Nome  : Cópia (1) de aborto01.jpg
Tipo  : image/jpeg
Tam   : 44258 bytes
Descr.: não disponível
Url   : http://lists.indymedia.org/pipermail/cmi-ssa/attachments/20090513/83397ccc/attachment.jpg 


Mais detalhes sobre a lista de discussão CMI-SSA