[Cmi-vitoria] proposta txt dem. da mídia

Tatiana Gomes Rosa tatianagomesrosa em yahoo.com.br
Quarta Outubro 12 22:16:43 PDT 2005


Propostas de texto:

 

      Tá aí aglissom, agora é com vc, tentei montar um texto acessível, agradável e expositivo (para explorar a semana de comunicação e apresentar a ONG), expositivo tb para os leitores que queremos atingir - bem como disseram vc e a Gabriele , nada é para nós - é que será divulgado em A4, penso que terá que ser um texto reduzido, foram três textos e surgiu a idéia dessa montagem...

Entro em contato com vc hoje a tarde. 

BJUS. Tati.

 

 

 

 

Comunicar é seu direito. Exija-o!

 Por Aglisson

 

Pare um pouco e reflita sobre um assunto importante: você acredita em 

tudo o que dizem nos jornais? Você tem noção do quanto a população participa na criação desses jornais? Você acha que tem voz nos noticiários da TV e do rádio?O Brasil possui um dos melhores jornalismos do mundo, porém ainda está muito distante de consolidar um dos principais direitos humanos: o direito à comunicação. Em poucas palavras, isso quer dizer que a maioria esmagadora dos meios de comunicação (jornais, rádios e emissoras de TV) ainda está concentrada nas mãos de poucos grupos, que utilizam esses meios como instrumento de manutenção do poder nas mãos das elites. Isso quer dizer também que a população não tem acesso aos meios para expressar suas idéias. É como se meia dúzia de pessoas representasse toda a sociedade, enquanto quem quer gritar acaba tendo de ficar calado.Vários exemplos práticos podem ser utilizados: a antiga luta dos grupos indígenas e quilombolas do norte do Estado contra as atitudes desumanas da famosa Aracruz Celulose não são publicados na mídia, não
 aparecem nos jornais nem na televisão. O espancamento de um jovem em um carnaval fora de época nem sequer é noticiado. Manifestantes que protestam na Feira do Verde em Vitória são tratados como marginais, mas nada é divulgado pelos jornais. 

Por que? Estariam esses jornais atendendo a interesses empresariais? A 

resposta pode ser dramática...

Esses motivos são mais do que suficientes para que a população se 

mobilize, com urgência, pela democratização dos meios de comunicação no Brasil (sim, eles não têm sido nada democráticos). Você pode participar a partir de medidas simples: criar um jornal em sua comunidade, lutar pela criação de uma rádio comunitária, enviar cartas aos jornais exigindo temas de interesse de seu grupo...

Em Vitória, diversas atividades estão programadas para a 3ª Semana pela Democratização da Comunicação, de 17 a 21 de outubro. Trata-se de uma iniciativa de diversas entidades e pessoas, com o objetivo de chamar a atenção para a questão da comunicação em nosso Estado. Serão realizadas palestras, oficinas de rádio, jornal impresso, além de um ato público previsto para 15h do dia 17, na Praça Oito, centro da cidade.Realidade: As mais recentes pesquisas sobre os meios de comunicação no Brasil revelam uma realidade que precisa ser discutida: os veículos (rádios, jornais, emissoras de TV) estão concentrados nas mãos de poucos empresários, o que contribui para a distorção das notícias que chegam até nós, a população.

Para se ter uma idéia: apenas seis redes privadas nacionais de 

televisão aberta e seus 138 grupos regionais afiliados controlam 667 veículos de comunicação: 294 emissoras de televisão VHF (que abrangem mais de 90% das emissoras nacionais), 15 emissoras UHF, 122 emissoras de rádio AM, 184 de rádio FM e 50 jornais diários. Embora essa pesquisa tenha sido realizada em 2002 pelo Epcom - Instituto de Estudos e Pesquisa em Comunicação, pouco mudou em relação a esse quadro.Trata-se de uma situação que precisa ser modificada. Isso pode ser feito com a criação de meios que divulguem a realidade da população, de fato. Realmente está na hora de você enxergar um jornal com outros olhos, como dizem nas propagandas de TV.

 

 

DIREITO À COMUNICAÇÃO

Por Carlos Calenti

Segundo o IBGE, o Brasil tem cerca de 50 milhões de famílias. Apesar 

disso, apenas 6 delas dominam todos os meios de comunicação de massa do país; os jornais, as revistas, as TV’s e as rádios comerciais. 

E é muito claro que, hoje em dia, o que pauta a maior parte das 

discussões que acontecem na sociedade é o que está nas páginas desses mesmos jornais ou na tela dessas mesmas TV’s. Por isso, essas tais seis famílias (que são obviamente ricas, muito ricas) fazem questão de passar qualquer informação pelo lado que lhes interessa, o lado da elite,tentando a todo custo alienar quem é privado de voz para gritar. Quem realmente precisa ser ouvido. 

Que somos NÓS, o povo. 

Nós temos DIREITO À COMUNICAÇÃO, direito de dizer e pautar as nossas 

necessidades, as nossas culturas, tantas e tão diferentes que elas são no Brasil. O nosso país tem um território imenso, com diversos sotaques, ritmos, maneiras de ver e sentir o mundo. Não podemos aceitar que se mostre apenas um jeito de viver, dia após dia. Não podemos deixar que alguém fale por nós. 

NÓS TEMOS QUE FALAR. GRITAR se for preciso. Essa é uma das condições para que a nossa sociedade seja realmente justa e democrática. Temos que pressionar o governo para que haja espaço para todos dizermos. Afinal, é urgente lembrar que rádios e TV’s são concessões públicas, ou seja, é o Estado que permite ou não que elas funcionem. E essa permissão deveria ser dada para quem está a serviço de uma coletividade mais igualitária, não para empresas preocupadas somente com um lucro maior.Mas eles não perdem por esperar. Por todo o país e mundo pipocam iniciativas destoantes; são rádios livres, TV’s e rádios comunitárias, zines, páginas na internet e centenas de outras idéias. Assim como nós do CMI – Centro de Mídia Independente – todos preocupados em reverter a forma como se estrutura a comunicação no planeta. 

Se você também não concorda com essa situação, junte-se a qualquer 

dessas alternativas. 

Ou melhor, crie a sua.

Não apenas odeie a mídia. SEJA A MÍDIA.  

Ajude a engrossar esse coro!

 

        

 

 PROPOSTAS:

 

 

Direito à comunicação

Por Aneleh

        Segundo o IBGE, o Brasil tem cerca de 50 milhões de famílias. Apesar disso, apenas 6 delas dominam todos os meios de comunicação de massa do país- os jornais, as revistas , as TVs e as rádios comerciais.Esta hegemonia é estrategicamente utilizada como instrumento de manutenção do poder das elites e de controle da sociedade através da manipulação de notícias veiculadas por essa mídia corporativista que ainda é a principal fonte de (dês) informação da população brasileira Está claro que os interesses da minoria dominante vai sistematicamente contra os interesses da sociedade, viola diariamente os direitos humanos e constrói valores e culturas que servem aos interesses privados em detrimento dos populares.

        Inspirado no modelo europeu e norte americano, o Estado brasileiro quem detém o monopólio das telecomunicações, ou seja, tem o poder de controlar o poder de concessões de TV e rádio(dois dos principais veículos de comunicação abrangente à população), diferenciando assim aqueles que estão autorizados a falar e condenados a ouvir. O rádio e a TV, enquanto meios de transmissão, estruturam o conteúdo técnico da sociedade do espetáculo. Estão diretamente vinculados ao conjunto do processo produtivo através do sistema publicitário. Mobilizam signos e formas simbólicas, que conformam o espetáculo sob todas as suas formas simbólicas, que conformam o espetáculo sob todas as suas formas particulares: informação ou propaganda, publicidade ou consumo direto de divertimentos. Articulam poderosamente o mundo do trabalho, do consumo da cultura e da cultura, desempenhando uma função estratégica fundamental na constituição do modelo presente na vida social dominante. Estes fatos colocam em
 discussão a liberdade de imprensa garantida na legislação  do regime democrático liberal, pois á medida que a liberdade de produção de conteúdo se encontra subordinada a uma estrutura de mídia, cujo controle está distante da maior parte da sociedade, ameaça a possível diversidade de opiniões e pontos de vista. Portanto, o monopólio e o oligopólio em todas ou quaisquer partes dos ramos institucionais, empresariais das comunicações é impedimento e barreira para o exercício do direito humano à comunicação.

        A comunicação é um direito do ser humano que deve ser tratado no mesmo nível e grau de importância que os demais direitos humanos. O direito de comer, trabalhar, de morar, de obter uma ecologia sustentável e ter acesso à cultura educação, de criar e resistir à ideologia dominante. Ou simplesmente, o direito de poder se expressar e afirmar um pouco do que é para a coletividade. Antes de receptáculos da (des)informação,agora produtores e produtoras de mídia. O direito humano á comunicação incorpora a inalienável e a fundamental liberdade de expressão e o direito á informação, ao acesso pleno as condições de sua produção, e avança para compreender a garantia de diversidade e pluralidade de meios conteúdos, a garantia de acesso eqüitativo as tecnologias de informação e da comunicação, a socialização do conhecimento a partir dum regime equilibrado que expresse a diversidade étnica, regional, cultural, sexual, portadores de necessidades especiais ou mobilidade reduzida e, que atue
 na educação em direitos humanos na difusão de informações sobre questões políticas, sociais, econômicas, sociais e culturais de maneira veraz e ética, em processos institucionais que tenham efetiva participação da sociedade, o controle social. A importância do direito humano á comunicação está ligada ao papel da comunicação na construção de identidades, subjetividades e do imaginário da população, bem como na conformação das relações de poder.

 

 

 

TEXTO:

Comunicar é seu direito. Exija-o!

Por Tatiana

 

        Pare um pouco e reflita sobre um importante assunto, você acredita em tudo o que te dizem os jornais? Você acha que tem voz nos noticiários da TV ou nas rádios?

        Segundo o IBGE o Brasil tem cerca de 50 milhões de famílias. Apesar disso, apenas 6 delas dominam 90%  das empresas de comunicação do país, sabe-se que o nosso país está entre os detentores dos melhores jornalismos do mundo mas, no entanto, como tantos outros, está distante duma verdadeira democratização de seus meios de informação.Fontes que deveriam estar a serviço da população pois é o Estado nacional brasileiro que detêm o aval para concessões de serviços de telecomunições em nosso país, poderia propiciar uma adequação melhor para a programação da TV brasileira, a serviço da população, mas ficamos rendidos  com a discriminação , é o Estado que permite que elas funcionem, deveriam estar a favor da coletividade não a grupos restritos; devemos falar, gritar se for preciso, pois são essas são as condições para que realmente possamos almejar uma sociedade mais justa e democrática.

        Temos direito a comunicação, direito de dizer e pautar as nossa necessidades, nossas manifestações culturais, tantas e tão diferentes que elas são que num vasto território de diversos sotaques, ritmos, distintas maneiras de ver e sentir o mundo, não podemos ficar reféns dum engenhoso e ambicioso aculturamento. Não podemos deixar que falem por nós, não podemos aceitar que ditem regras para o nosso convívio.

        Realmente está na hora de enxergarmos o nosso meio com outros olhos, por todo o país e mundo eclodem iniciativas destoantes ao modelo imposto, todos nós devemos nos empenhar em reverter esta dominação em nosso espaço.

        Se você também não concorda com essa situação organize- se. 

        Junte- se a nós, ou melhor crie a sua rede em sua comunidade ou escola; Não apenas odeie a mídia. Seja a mídia.

Ajude a engrossar esse coro.


		
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