[Cmi-vitoria] propaganda x eucalipto
aneleh em riseup.net
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Quarta Junho 21 15:27:50 PDT 2006
Pessoal, não sei se já leram sobre isso. Caso não, dêem uma olhadinha neste
texto.
Justiça: eucalipto tem lado negativo
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Ubervalter Coimbra
As empresas que degradam o meio ambiente com os plantios de eucalipto, os
governos que as bajulam e, até os "cientistas" que os defendem, terão que
botar as barbas de molho com decisão da juíza federal Clarides Rahmeier, da
Vara Ambiental de Porto Alegre: nas publicidades, não poderão mostrar apenas
o lado positivo destes plantios.
A decisão da juíza é inédita e foi tomada em Ação Civil Pública promovida
pelo Núcleo Amigos da Terra Brasil e a União Pela Vida, entidades
ambientalistas sediadas em Porto Alegre. Argumentaram as ONGs que a
propaganda firma a convicção de que somente existem vantagens nesse tipo de
monocultura, o que não é correto.
Na decisão, a juíza Clarides Rahmeier determina que a Agência de Fomento/RS,
a Caixa Estadual S.A., o Estado do Rio Grande do Sul e o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terão que suspender a circulação
de qualquer propaganda onde o apelo publicitário seja a mensagem
estritamente positiva do plantio de monoculturas de árvores. O Estado deverá
também viabilizar a contra-propaganda ao que já divulgaram, através de peças
aprovadas pela magistrada.
Embasou a decisão da juíza o reconhecimento de há polêmica no entendimento
técnico-científico sobre o plantio de eucalipto, pínus e acácia negra.
A decisão da Justiça Federal gaúcha é extraordinariamente importante para o
Espírito Santo. Pois vale para o nosso Estado, onde a Aracruz Celulose
principalmente, e o governo do Estado, suplementarmente, divulgam que os
plantios de eucalipto são a salvação da lavoura.
Mas tais monoculturas não são o que eles dizem: degradam o meio ambiente
(destroem a biodiversidade e, os agrotóxicos utilizados contaminam e matam
gente: depositados no solo, na água e nas plantas matam animais e plantas
por longos períodos).
E, são desgraça social (os principais prejudicados são os quilombolas, os
índios e os pequenos proprietários, que tiveram suas terras tomadas pela
Aracruz Celulose e, a quase totalidade deles, sequer pode produzir alimentos
para subsistência, quanto mais para colocar na mesa do brasileiro).
E, ainda, as monoculturas nada rendem para o Brasil: os lucros vão para o
exterior.
Em que pese os malefícios para amplos setores da sociedade e para o meio
ambiente, as empresas que produzem celulose querem ampliar os plantios no
País de 5 para 11 milhões de hectares. Contam com o aval dos governos da
União e de diversos estados, como do Espírito Santo, Bahia, Minas Gerais e
Rio Grande do Sul.
Mas, felizmente, com a decisão da Justiça Federal gaúcha, os malefícios
destas monoculturas terão agora que ser apontados nas peças de propaganda
das empresas.
E se espera que não mais façam corações e mentes!
Contato: ubervalter em seculodiario.com
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