[CMI Galiza] Sobre editorias ou analeses
Mundo
mundus bluewin.ch
Segunda-Feira, 8 de Agosto de 2005 - 15:28:33 PDT
Olá,
A voltas co tema, venho de escrever o textinho de cá embaixo: qué vos parece? Em princípio ia colga-lo a título pessoal, mas pensei que o mesmo podia servir de introduçom ao tema. Confesso que lhe noto ao texto um certo tono "moralista" do que nom gosto. Nom sei, ai queda polo de agora. Se alguem se anima a mudar algo ou a pulir o que fôr, adiante, que para isso está.
Abraços,
Mundo
estratégias do antagonismo na Galiza :: nem repressom policial, nem suicídio activista !
Logo da impressionante vaga de mobilizaçons que tem sacudido Galiza nos últimos anos (da greve geral do 15-J até as manifestaçons contra a guerra do 15-F, e mesmo depois, passando pola loita contra a LOU, o Prestige, etc, etc), o movimento tem entrado numha fase de crise e reformulaçom estratégica. Nestes momentos, como em tantos outros que historicamente se tenhem dado (a finais do setenta e princípios dos oitenta, por nom ir mais atrás), a multitude de actores que integram a política do movimento dirime-se na já conhecida disjuntiva estratégica que se abre entre a gestiom dos éxitos mobilizadores e a radicalizaçom das esigências de câmbio político.
Num régime poliárquico (que nom necessariamente democrático) ou de múltiples poderes concorrentes, os dispositivos eleitorais do governo representativo operam à perfeiçom e ai estam os sucessivos câmbios de governo e alternáncias políticas para o pôr de manifesto. Velaqui, pois, umha primeira linha de tensom que qüestiona hoje às e aos activistas do movimento. Como fazer fronte à tensom centrípeta que os novos responsáveis do poder institucional vam inducir nas redes coas que até bem pouco conviviam no seo do movimento ? Moit*s d*s manifestantes de onte som o governo de hoje. E assi, todo aponta a que a retórica do "agora somos força de governo" vai ir em aumento. Perante isto nom cabe mais que um enéssimo esforço por afirmarmo-nos na nossa própria autonomia.
De feito, seguindo a sua própria lógica, as instáncias nom eleitivas dos poderes do Estado (policia, juices, etc.) semelham ter comprendido bem as novas condiçons contextuais e fam progressar com éxito a sua estratégia da tensom. Neste senso, o caso de Briga apresenta-se-nos em toda a sua natureza exemplarizante. A persecuçom de Briga (umha organizaçom de um seitor tam significativo do antagonismo na Galiza como é o independentismo) nom é inocente, nem é um problema exclussivo dos seus integrantes ou do independentismo no seu conjunto. A jurisprudência relativa às liberdades civis e políticas avança graças ao isolamento intencionado dos colectivos, procurando despertar a concurrência que desde sempre existe e existirá (legitimamente) no seo do movimento.
Neste orde de cousas, também é responsabilidade do conjunto de organizaçons e colectivos que integramos o antagonismo galego pensar as próprias estratégias no cadro dos interesses comuns do movimento, a empezar por nom contribuir a fazer aumentar os riscos de participaçom política aos que se está a aplicar o Estado. A solidariedade com Briga, por exemplo, deveria ser tam evidente como nom caer na trampa da estratégia da tensom. Com independência do que se poida pensar sobre tal ou qual acçom públicamente qualificada como "violenta", é responsabilidade de cada colectivo calcular o impacto que as suas acçons podem ter para o conjunto do movimento.
E isto nom só polos interesses de tod*s, mas também polos próprios interesses de cada quem. Nenhum colectivo ou seitor do movimento tem capazidade para agir isoladamente contra o Estado. O mais que previssível descenso da participaçom nas mobilizaçons nom vai fazer outra cousa que reforçar este facto. Daquela, entendemos que hoje mais que nunca é necessária a co-responsabilidade no sostemento das condiçons gerais de participaçom política. A procura de espaços comuns e de concordáncia nos repertórios da acçom colectiva, pensar em como ajudar aos colectivos mais febles semelha o único jeito de fazer fronte ao (comprensível) esgotamento do que tenhem sido estes anos de continuado activismo. A tentaçom de sacar partido de umha maior resistência à repressom (já fôr por umha maior força ou por escapar aos objectivos prioritários do Estado) está chamada ao fracasso de antamao. O que o movimento necessita som activistas e nom mártires; cooperaçom e nom hegemonia; calma e nom precipitaçom; sentidinho e nom delírios de grandeza...
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Datum: lunes, 08 de agosto de 2005 22:52
Betreff: Re: [CMI Galiza] Sobre editorias ou analeses
>Levo moito tempo pensando na posibel construcçom dunha central...
>com este tema tan recurrente e peliagudo
>e nom saco nada em limpo,
>por iso o de ter um novo apartado,
>pode "facilitar" nom perder estes contidos
>
>> Nom sei... Desde logo, após o que está a acontecer ultimamente arredor do
>> mundo independentista bem pagaria umha central. Mas como abordar o tema
>> sem
>> se meter num lio ?
>>
>> Abraços,
>> Mundo.
>>
>> Datum: lunes, 08 de agosto de 2005 20:05
>> Betreff: [CMI Galiza] Sobre editorias ou analeses
>>
>>
>>>
>>>Acabo de ler isto:
>>>
>>>por qué non o pasades á central?
>>>outro, 03.08.2005 - 22:17 (Id: 3362)
>>>Fai tempo que non sacades nada os de indymedia. Por qué non poñedes este
>>>artigo por exemplo? Ou o de Lupe Ces? Bótase en falta algo de información
>>>e análise en frío das cousas, estes son dous bos exemplos.
>>>
>>>Referise a
>>>
>>>Pátria ou Morte: deconstruindo o mito do varom guerrilheiro
>>>María Galindo , 31.07.2005 05:06, (Id: 4228)
>>>Nom lhe corresponde ao aparato repressor do estado, que tem ademais as
>>>mans manchadas de sangue, opinar. Por isso estimo a necessidade urgente
>>> de
>>>questionar "a luita armada" desde o território da esperança de construir
>>>umha outra sociedade.
>>>
>>>Os dos textos tenhen moita miga, realmente do melhor que pasou
>>> ultimamente
>>>polo "newsware"... non sei se realmente tenhen cabida no central. Ou
>>>"noutro" apartado, estan os destaques, poderiamor facer un novo apartado
>>>de "analeses" (o mir esta preparado para iso) para que estes analeses non
>>>se perderan...
>>>
>>>ahi fica isto
>>>Chau!
>>>
>>>--
>>>Javier Palacios Moradillo
>>>
>>>CSA "A Cova dos Ratos": 986 - 49 33 81
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