[CMI Galiza] Sobre editorias ou analeses
Pedro
pirgez icmail.net
Terça-Feira, 9 de Agosto de 2005 - 15:14:06 PDT
Hola
Coincidindo en linhas xerais co contido do texto, eu si que lhe atopo o
tufo "moralista", especialmente condensado nos dous ultimos párrafos. No
resto, coido que se resume aceitadamente, e ademais con asequibilidade
inusitada asequibilidade en Mundo ("... ya no hay drogas por aquí ..."
;-D), o proceso de reformulación no que está sumido o movemento na Galiza.
Pola minha banda podemos polo como editorial tal e como está.
¿que tal na portada o primeiro párrafo e enlaces aos outros artigos
propostos?
- Pátria ou Morte: deconstruindo o mito do varom guerrilheiro ->
http://galiza.indymedia.org/gz/2005/07/4228.shtml
- UMHA DETENÇOM ANUNCIADA ->
http://galiza.indymedia.org/pt/2005/07/4176.shtml
- É IMPORTANTE ANALISAR ESTE ARTIGO DE RÉPLICA A OUTRO DE LUPE CES ->
http://galiza.indymedia.org/gz/2005/08/4271.shtml
¿que tal todo baixo un título: "Em debate: estratégia do antagonismo na
Galiza"?
A movida está asegurada...
>GUsto do texto, dis que peca de "moralista",
>eu diría que peca de certa "inxenuidade"...
>Poderiase compretar cunhas ligazomns...
>Que vos parece?
>Arriscamonos?
>Sempre podemos ponher "em debate"...
>
>
>
>
>>Olá,
>>
>>A voltas co tema, venho de escrever o textinho de cá embaixo: qué vos
>>parece? Em princípio ia colga-lo a título pessoal, mas pensei que o mesmo
>>podia servir de introduçom ao tema. Confesso que lhe noto ao texto um
>>certo tono "moralista" do que nom gosto. Nom sei, ai queda polo de agora.
>>Se alguem se anima a mudar algo ou a pulir o que fôr, adiante, que para
>>isso está.
>>
>>Abraços,
>>Mundo
>>
>>
>>estratégias do antagonismo na Galiza :: nem repressom policial, nem
>>suicídio activista !
>>
>>Logo da impressionante vaga de mobilizaçons que tem sacudido Galiza nos
>>últimos anos (da greve geral do 15-J até as manifestaçons contra a guerra
>>do 15-F, e mesmo depois, passando pola loita contra a LOU, o Prestige,
>>etc, etc), o movimento tem entrado numha fase de crise e reformulaçom
>>estratégica. Nestes momentos, como em tantos outros que historicamente se
>>tenhem dado (a finais do setenta e princípios dos oitenta, por nom ir mais
>>atrás), a multitude de actores que integram a política do movimento
>>dirime-se na já conhecida disjuntiva estratégica que se abre entre a
>>gestiom dos éxitos mobilizadores e a radicalizaçom das esigências de
>>câmbio político.
>>
>>Num régime poliárquico (que nom necessariamente democrático) ou de
>>múltiples poderes concorrentes, os dispositivos eleitorais do governo
>>representativo operam à perfeiçom e ai estam os sucessivos câmbios de
>>governo e alternáncias políticas para o pôr de manifesto. Velaqui, pois,
>>umha primeira linha de tensom que qüestiona hoje às e aos activistas do
>>movimento. Como fazer fronte à tensom centrípeta que os novos responsáveis
>>do poder institucional vam inducir nas redes coas que até bem pouco
>>conviviam no seo do movimento ? Moit*s d*s manifestantes de onte som o
>>governo de hoje. E assi, todo aponta a que a retórica do "agora somos
>>força de governo" vai ir em aumento. Perante isto nom cabe mais que um
>>enéssimo esforço por afirmarmo-nos na nossa própria autonomia.
>>
>>De feito, seguindo a sua própria lógica, as instáncias nom eleitivas dos
>>poderes do Estado (policia, juices, etc.) semelham ter comprendido bem as
>>novas condiçons contextuais e fam progressar com éxito a sua estratégia da
>>tensom. Neste senso, o caso de Briga apresenta-se-nos em toda a sua
>>natureza exemplarizante. A persecuçom de Briga (umha organizaçom de um
>>seitor tam significativo do antagonismo na Galiza como é o
>>independentismo) nom é inocente, nem é um problema exclussivo dos seus
>>integrantes ou do independentismo no seu conjunto. A jurisprudência
>>relativa às liberdades civis e políticas avança graças ao isolamento
>>intencionado dos colectivos, procurando despertar a concurrência que desde
>>sempre existe e existirá (legitimamente) no seo do movimento.
>>
>>Neste orde de cousas, também é responsabilidade do conjunto de
>>organizaçons e colectivos que integramos o antagonismo galego pensar as
>>próprias estratégias no cadro dos interesses comuns do movimento, a
>>empezar por nom contribuir a fazer aumentar os riscos de participaçom
>>política aos que se está a aplicar o Estado. A solidariedade com Briga,
>>por exemplo, deveria ser tam evidente como nom caer na trampa da
>>estratégia da tensom. Com independência do que se poida pensar sobre tal
>>ou qual acçom públicamente qualificada como "violenta", é responsabilidade
>>de cada colectivo calcular o impacto que as suas acçons podem ter para o
>>conjunto do movimento.
>>
>>E isto nom só polos interesses de tod*s, mas também polos próprios
>>interesses de cada quem. Nenhum colectivo ou seitor do movimento tem
>>capazidade para agir isoladamente contra o Estado. O mais que previssível
>>descenso da participaçom nas mobilizaçons nom vai fazer outra cousa que
>>reforçar este facto. Daquela, entendemos que hoje mais que nunca é
>>necessária a co-responsabilidade no sostemento das condiçons gerais de
>>participaçom política. A procura de espaços comuns e de concordáncia nos
>>repertórios da acçom colectiva, pensar em como ajudar aos colectivos mais
>>febles semelha o único jeito de fazer fronte ao (comprensível) esgotamento
>>do que tenhem sido estes anos de continuado activismo. A tentaçom de sacar
>>partido de umha maior resistência à repressom (já fôr por umha maior força
>>ou por escapar aos objectivos prioritários do Estado) está chamada ao
>>fracasso de antamao. O que o movimento necessita som activistas e nom
>>mártires; cooperaçom e nom hegemonia; calma e nom precipitaçom; sentidinho
>>e nom delírios de grandeza...
>>
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