[CMI Galiza] [Fwd: [alternativasnomadas] proposta editorial indymedia (para pedro)]
mundus bluewin.ch
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Terça-Feira, 20 de Junho de 2006 - 10:24:33 PDT
O câmbio a rosa parece-me brutal: quê boa idea, meu!
Tambem deixaria o texto como está. Nom lhe vejo mácula.
Beijinhos e abraços,
Mundo.
----Message d'origine----
De: pirgez gmail.com
Date: 20.06.2006 21:17
À: <imc-galiza lists.indymedia.org>
Objet: [CMI Galiza] [Fwd: [alternativasnomadas] proposta editorial
indymedia (para pedro)]
Olá
Aí vai unha proposta de editorial que nos envían as compas de
maribolheras precárias para o 28 de junho.
Diredes. Se por min fose subíao xa a editorial rtal e como está, e
incluso pensaría a posibilidade de facer un cambio de cores na
portada
para a semana que ven, vestindo o indy de rosa.
Saúdos, Pedro
Olá pedro. Ai vai a nossa proposta de editorial. Quita ou engade o
que
queiras. Pensamos que é um momento interessante (com a regulaçom
do
matrimónio praticamente pode certificar-se a morte do movimento
gai)
para plantejar umha alternativa antagonista desde umha óptica
queer....que melhor que indymédia!
Podes atopar o cartaz da convocatória no nosso blogue, é o da velha
com
o pelo rosa: http://maribolheras.blog.com/
*28 de Junho: Subvertindo e desestabilizando identidades, irrompem
as
práticas queer*
Este 28 de junho celebramos, mais umha vez, o Dia Internacional da
Libertaçom de Gais, Lésbicas, Bissexuais e Transsexuais. Frente a
um
movimento lesbi-gai capturado nas dinámicas de gestiom
institucionais,
instalado numha agenda política reduzida à consecuçom de algumhas
reformas jurídicas, umha multitude de vozes dissidentes emergem
nas
margens do movimento LGBT: som as multitudes queer, que denunciam
a
normalizaçom da identidade lesbi-gai e a sua integraçom no
establishment. Na cidade da Corunha diversos espaços sociais, redes
e
colectivos levam trabalhando hai algum tempo na articulaçom de
expressons políticas que apostam por umha diversidade radical das
identidades sexuais, por umha forma antagónica de entender e viver
os
géneros, por umha praxe vital dirigida à reapropriaçom do próprio
corpo
e dos próprios desejos. Este magma de subverssom vital tomará as
ruas
esta próxima quarta-feira, 28 de junho. Baixo a legenda "Ama como
queiras: rompe a norma" partirá do Campo da lenha às 20'30 a 1ª
marcha
trans-lesbi-gai-queer precária, a Festa das Identidades Livres.
Quando em 1969 surge o movimento de libertaçom gai, com a revolta
de
Stonewall, a identidade gai e lésbica apostava por umha superaçom
das
categorias sexuais e de género, unida a umha transformaçom global
e
radical da sociedade. Com o passo dos anos, a identidade lesbi-gai
estabilizou-se e materializou-se num estilo de vida homogéneo,
funcional
ao mercado, onde a identidade lesbi-gai é vissível só através do
consumo. Tolera-se umha certa identidade homossexual, mas limitada
e
amordaçada por umha heterossexualidade global que, mais que umha
mera
opçom sexual, funciona como um autêntico regimem político. Regimem
ligado ao patriarcado à homofobia e ao mercado.
As identidades clássicas perderom o seu sentido: já nom nos
reconhecemos
no movimento LGBT. Nós, putas, marikons, politoxicómanos,
transsexuais
pressas, sadomasoquistas, bears, bolhos de vida precária, punkie-
femmes,
butchs, loucas de bairro, sem papéis... queers -a fim de contas-,
pouco
temos a ver com a identidade lesbi-gai normalizada. Nom nos
representa.
Nom queremos umha vida homonormativizada ao estilo “Grande-Marlaska”
.
Partimos de umha perspectiva queer: os nossos desejos, os nossos
prazeres, as nossas subjectividades desafiam frontalmente qualquer
tentativa de normalizaçom. Cagamo-nos no género e nom admitimos que
nos
digam como temos que ser. As luitas som múltiplas e todas som
nossas.
Queremos levar à prática novas maneiras de viver. Partimos da
nossa
criatividade e das nossas paixons para construirmos um mundo
melhor.
Pensamos que o termo LGBT deixa fora a muitas dissidentes sexuais
e
força as nossas identidades a ser um mero nicho de mercado.
Apostamos
por um antagonismo global, que poténcie umha multitude de
subjectividades sexuais irredutíveis, ingovernáveis,
impredizíveis.
Queremos contribuir a tezer redes desde abaixo, a criar
comunidades
ingovernáveis, a transgredir as barreiras entre identidades, a
fazer
activismo e a viver divertindo-nos. Queremos produzir novas formas
de
subjectividade: abrirmos a caixa de Pandora. Experimentar novas
formas
de viver, novos desejos. Seduze-nos a ideia de experimentar
prazeres que
ainda estám por imaginar. Queremos reinventar as nossas vidas e
fazé-lo
com todas aquelas que luitam por um mundo onde todas podamos
florecer. O
movimento LGBT já é coisa do passado: som os tempos das multitudes
queer.
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