[CMI Galiza] Mensagem enviada por Marco Ferrari
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Sábado, 3 de Fevereiro de 2007 - 19:38:03 PST
MENSAGEM enviada por Marco Ferrari (premionacionaldeliteratura ig.com.br)
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‘Feijó e Sarmiento esclarecem que a Língua Portuguesa nasce da Galega, ou Oliveira Martins ou Leite de Vasconcelos, ou Mattoso Câmara Jr., sendo que já Nunes de Leão ou o Marquês de Santillana falavam da Língua Portuguesa ou Galega; e ainda Teófilo Braga reconhece que Portugal nasce de um retalho da Galiza”
José Luis Fontenla in “O mito de Babel”
Como estes nomes de realce ninguém conhece no Brasil (salvo em claustros de pós-graduação, mestrado e doutorado quando são relacionados em estudos superiores da Língua Portuguesa) e pelo tanto esses conceitos nada lhes significa como de representatividade nenhuma, estranho, contraditório, esquisito e complicado (nos) resulta, em principio, pretender que com todas essas ausências e a infinidade de lacunas que esse tema cria (ria), seja compreendida fora da órbita do estabelecido na Espanha e Portugal à questão da Língua Galega na origem da nossa Língua Vernácula.
Devemos entender que, enquanto nesses dois paises tal relação faz parte indispensável de suas histórias, (mesmo que com interpretações e conclusões por vezes desencontradas) no Brasil não há um só livro didático que nos interligue especificamente com antecedentes do mesmo teor.
Dizê-lo, sem os excluir, equivaleria ao reconhecimento oficializado (de tantos que não o querem) de que, efetivamente, o berço da nossa língua vernácula foi a Galiza e nunca Portugal.
Daí que, os partidários desse conhecimento a nível nacional ficam abismados ao conjeturar constantemente quais são as razões dessa omissão histórica e, fundamentalmente, ao se perguntarem porquê os interessados não adotam linhas mais racionais e fáceis para fazê-lo conhecer entre nós, já que conhecidos em toda sua integridade seria fácil de assimilá-los e apoiá-lo com absoluta naturalidade.
Deve, então, o movimento reintegracionista da língua galega, a grande maioria desavisada ou pouco alertada na ineficácia de sua causa restrita a boletins locais e aos mesmos compadres de sempre, (salvaguardando as honrosas exceções que com sua atuação e exemplos a mantêm viva) iniciar de uma vez por todas procedimentos didáticos e culturais no mundo de sua língua estabelecidos por publicações informativas fáceis de entender, distribuídos nos lugares onde as comunidades se instruem em forma de livre acesso democrático, como principio de partida para integrar a Língua Galega entre os paises luso-falantes do mundo como grande parte dessa Galiza aspira.
Ainda: Jamais se pode esquecer a importância que dentro dessa dinâmica significa mobilizar missões vindas ao Brasil para divulgar tal relação histórica corpo-a-corpo pelo que isso significa, munindo-as de seriedade, interesse comum, respeito e naturalmente alcance.
O que não pode continuar mais é a xuntada de plenipotenciários no seu nome deitando falação em círculos acadêmicos exclusivos para si e entre si, totalmente inoperantes se esse objetivo é o proselitismo dessa causa principalmente no Brasil.
Como nem nos jornais, revistas nem a mídia de grande circulação aparecem atuando tais enviados culturais, sua presença fica apontada só em memorandos de Centros acadêmicos, enquanto 189.980.000 de patrícios ficam a ver caravelas (desde a época do mesmíssimo Cabral).
Encerro este prelúdio com uma pergunta que não é desafio senão penosa constatação:
Pode alguém afirmar neste Brasil continental ter lido ou visto num desses nos últimos 500 anos que a nossa Língua Vernácula tem como berço genuíno a Galiza?
E até o próprio Barreto (que posso considerar como o bastão do meu livro pelo que nos mandou a aprender em seu elucidativo trabalho “O Brasil fala a Língua Galega”) emprega termos, situações e posições que a imensa maioria dos brasileiros sequer ouviu mencionar nenhuma vez.
Que significam para 189. 800.000 deles exatamente os termos que ele empregou e seguem:
“Estado-Nação”, Sociolingüística, antanho, Otero Pedrayo, Fernandez Rei, Casa de Avis, regime franquista, Mondego, Constituição espanhola de 1978, Estatuto da Comunidade Autônoma da Galiza, etc...
Idioma Galego: Nossa Língua Portuguesa
O Brasil fala a Língua Galega
Quando decidi escrever um livro que deveria titular Idioma Galego: Nossa Língua Portuguesa com a intenção de plasmar pela primeira vez no Brasil todos os acontecimentos históricos que desde seu princípio autêntico englobassem os fatos acontecidos até culminar com a consolidação formal da nossa língua vernácula, (contrapondo a idéia instituída até os nossos dias que esta nascera na Galiza e não em Portugal) não imaginava os enormes obstáculos, contrariedades e dificuldades que encontraria nessa intenção.
Em princípio, para começá-lo, só contava com a versão sucinta e básica que se transmite didaticamente a partir do ensino médio e que, linha mais, linha menos, restringe-se exclusivamente ao episódio do casamento das filhas do rei Fernando da Espanha.
Como é sabido, esta relata a união do fidalgo da Borgonha Henrique com Teresa, filha adotiva do monarca que, em função desse enlace, recebera como dote terras localizadas ao sul rio do Minho* abrangidas com o nome de Condado Portucalense.
Como essa versão resultava-me ineficiente confrontada com algumas informações mais sólidas que já eram do meu conhecimento e que recolhidas e ordenadas seriam levadas ao livro, motivaram-me a bater em portas mais significativas.
Não precisei exigir tratados de história em relação específica a esse matrimônio, pois, levada tal preocupação a um historiador renomado de ascendência portuguesa a quem procurara um ano antes para lhe apresentar a idéia do meu livro, o catedrático da USP professor Manuel Dias Nunes quem me recebeu contente pelo projeto e bem disposto ajudar-me “no que precisar”, apresentou-me desde seu inicio dados realmente assombrosos que diferem por completo da versão oficial que transcorre no ensino médio: Nunca existiu um “condado Portucalense e à época, o rei Fernando VI não era monarca de Espanha nenhuma, pois, a tal Espanha sequer existia”.
A seqüência histórica fidedigna transcorrida no período que relaciona o (nosso) tema e vem a continuação, não existe em nenhum livro didático do Brasil.
Por esta razão a coloco para que seja compreendido o seguimento tormentoso que deu origem à nossa língua vernácula.
Este claro, naturalmente que, se as suas generalidades não admitem contestação racional, os pormenores que me escaparam como as sutilezas para lográ-los não me competem apontar. Chegará o dia que alguém (galego ou brasileiro) com maiores méritos, brios e tempo ao observar suas omissões, apontando-as faça uma versão mais light.
Durante a guerra pela coroa de Castela entabulada entre Pedro I e Enrique II culminada durante a monarquia de Fernando e Isabel (“A Católica”) advinda da usurpação do trono da rainha Joana casada com seu tio Afonso V de Portugal, inicia-se o período trágico conhecido como “Doma e castração da Galiza” que a sua vez incluiu na sua colonização cultural.
A derrota de Pedro I a quem se haviam aliados combatentes da Galiza para apoiá-lo foi à escusa desse genocídio que incluiu desterro, condenações à morte, suplantação de sua nobreza por seus iguais castelhanos, troca forçada que também atingiu todos os segmentos da Igreja galega onde se suplantaram seus membros por falantes exclusivos da língua de Castela.
E é precisamente (como já foi relatado) dessa forma cruenta que, enquanto outras línguas tendiam a se estruturar e criar normas como idiomas específicos de cada país, o Galego, já tão rico como Língua de diversas Cortes afasta-se de sua erudição e, proscrito, só é conservado no ambiente familiar e campesino da Galiza.
E, ao igual que aconteceria com Portugal posteriormente que se viu na necessidade de negar a Galiza como berço da sua Língua, repito, a visão espanhola necessitou negar a existência do reino da Galiza para justificar uma visão coerente como nação histórica.
As próprias folhas da história dizem-nos da inexistência da “Hispánia”.
Observando a historiografia e a hagiografia, teremos que Leão nunca foi um reino senão a capital do reino da Galiza, nem tampouco o era Astúrias; o equívoco proposital se dá aproveitando que os reis da Galiza residiam em Uvieu.
Porém, a total ausência deste histórico castelhano (ou espanhol) não é obrigação de fazer parte dos livros didáticos nacionais, pois, a não ser na parte que corresponde a Galiza, Castela e/ou Espanha só interessa para América Ibérica. Da América Lusa, é Portugal que deve (u) contar sua ascendência.
Filo.
Naturalmente que, como se está a ver, na exclusiva versão “made in Lisboa”.
Estas “novidades” que ia descobrindo constantemente e que de fato consolidavam a identidade autêntica da nossa língua vernácula, constituiu parte do meu calvário que demoraria quase cinco anos para concluir, pois, o livro que vinha a denunciar e a chacoalhar a pasmaceira do que fora estabelecido sobre as (nossas) consciências de forma didática, absorvia-me todo meu tempo na preocupação, soçobra e angústia do que este veio a manifestar estivesse absolutamente correto.
Os obstáculos e dificuldades para obter a seqüência histórica daquilo que na versão nacional não me convencera pelo truncado, começaram a partir do mesmo instante em que me franqueavam as portas das instituições onde eu recorria em procura dos fatos que me levassem à verdade histórica: “Quais são as razões da sua pesquisa, qual era a instituição que as encarregara e, quase sempre, a qual área correspondia meu professorado”.
Quando respondia que não era portador de nenhuma credencial, que não era professor de nada e encerrava o interrogatório dizendo que não era galego, português nem brasileiro, seguiam-se aos certamente pensados “Deus-nos-acuda” os mais velhacos empecilhos ou argumentos pueris mais patéticos, advindos de “Se este não é nada de nada para quê quererá vir a contestar o estabelecido e ensinado desde há 500 anos a milhões de milhões de nós?”
Outro dos tantos caminhos e veredas transitados no afã de restaurar os fragmentos de quebra-cabeças em que se estava a converter o livro que revelaria a história da nossa língua tal como realmente aconteceu, foi recorrer a (incontáveis) teses de mestrado e doutorado com esse referencial histórico e/ou lingüístico.
Porém, o constante esquivar dos pós-graduados (ao menos daqueles que eu encontrei) do ponto de vista que eu precisava, davam geralmente um toque de indulgência através de um circunstancial galego-português que, como viria, a saber, posteriormente, segue a escola moderna daquela que criou tal expressão: Carolina Michaelis.
Esta douta lingüista portuguesa durante sua vida toda susteve que a língua portuguesa precedera à galega.
Ao final dela, abrumada pela farta documentação que lhe iam apresentando colegas, aceita de alguma maneira esse fato e, dando um toque de indulgência ao seu “e puor si muove” galileano, cria o termo galego-português e não o de português-galego como desejara.
Só que, para aqueles que um pingo é letra a ordem dos fatores altera o produto.
Assim foi que, por estas informações vindas e por vir, certamente, arrefeci meu propósito e, com mais algumas informações documentadas, vi que todas estas manobras tinham ao fim um propósito: Submerge a Galiza nas penumbras da história escrita pelos vencedores e, junto a uma dialética lingüística rebuscada através das suas tantas “especialidades”, faz começar a história da nossa língua no ano de 1139, em Portugal, aparecido do nada.
Então, no andar dessas veredas e sendas apareceu-me uma das tantas surpresas que se me revelariam em seqüências contínuas, ao descobrir (imediatamente a uma rápida posição geográfica da época) que o filho de Henrique, Afonso, fundador de Portugal, (alçado contra sua mãe em razão de ela querer passar o condado portucalense a suserania de seu amante o marquês de Trava) era galego de pura cepa e ninguém nos convidou à notícia.
Não posso deixar de dizer que entre tantas contrariedades e obstáculos achados na busca da origem verdadeira da nossa língua vernácula, foi constatar que até a “imigração espanhola” (a galega é vista como relação secundária) é utilizada para distrair a essência da questão da língua implícita nessa constante leva de imigrantes 90% galegos já que, vindos das mais recônditas aldeias rurais da galiza seu falar natural seria a língua da terra o que nunca se destacou por esse motivo.
O fato indiscutível que os trabalhos de arquivo sejam fidedignos e corretos em informações técnicas, razões sociais e econômicas e nos seus copiosos organogramas demográficos com suas mínimas incidências e melhores conclusões não os exclui de crítica, pois, tratando-se do entorno imigratório exclusivamente, em absolutamente nada a diferencia de outras aqui aportadas como a italiana, por exemplo.
Se trocassem (os) uma nacionalidade por outra sem cambiar nem uma vírgula, ninguém repararia em nenhuma mudança no quartel de Abrantes.
Porém, é (ra) questão de que tudo o que se referira à língua galega, como sua importância histórica, sua dimensão, extensão, alcance, significado e transcendência na nossa cultura não poderia sequer ser imaginada atrelada à miséria e (des) esperança dos imigrantes da Galiza. Nisso fomos e somos por ora xeroxes de Portugal que tampouco queria essa ascendência em tais termos como o afirma Barreto.
Não obstante essas assombrações que me iam aparecendo à medida que eu rezava, haver conhecido o Portal Galego da Língua (quem logo me honraria entre os colunistas permanentes de sua página principal, “Opiniom”) concedeu-me um princípio de habilitação, pois, acessando-o, consegui algum fluxo constante de referências ao meu propósito vindo de leitores, escritores e docentes.
Todavia, o fato de ser o PGL porta-voz da causa reintegracionista galega exclusivamente e por sua vez ser-lhes contestado permanentemente alguns de seus pontos de vista, advertiu-me que seria de melhor prudência tomar informações mais abrangentes de todas as fontes que estivessem ao meu alcance e, logo de sopesá-las documentadamente, inseri-las sem risco que o meu trabalho inédito viesse a ser objeto mais do que contestação, de sorna e descrédito.
E a propósito do reintegracionismo, (do qual o Portão Galego da Língua é um dos seus principais baluartes) cobrei dos seus membros diretivos através de inúmeros trabalhos e observações a necessidade de que sejam cobertos novos territórios práticos além dos seus virtuais, pois, de continuar a circunscrever tais anseios em permanentes polêmicas localizadas na sua geografia asfixiando sua divulgação, a pretensão de que o mundo lusófono os acompanhe, apóie e venha adotá-los se estará a fazer bem dificultoso.
Principalmente de parte do Brasil que, como se sabe, ignora a verdade por que ninguém se propôs a contá-la.
Sugeria paralelamente a essas advertências missões de intercâmbio cultural independente conosco, desatreladas de xuntas direcionadas de antemão, ensinando, informando e esclarecendo as razões dessa causa que tanto nos irmana, sendo difundida através de publicações simplificadas e, fundamentalmente, palestras e dissertações realizadas em locais de ensino médio, em entidades democráticas que diga à nossa língua compartilhada, à sua história e a literatura em comum, em sedes do legislativo municipal, estadual e federal, contando com a mídia séria que divulga opiniões e propostas de interesse social, abrindo destacados espaços de reportagem, depoimentos e debates.
Isto dizia (e prossigo dizendo) devendo levar exatamente o sentido oposto que a imensa maioria dos professores galegos enviados aqui a “relacionar e enlaçar laços comuns entre Galícia e o Brasil” através do ensino da língua espanhola, a quase totalidade deles egressos da Universidade de Santiago de Compostela reciclados no seu Centro (Instituto) de Línguas Minoritárias, onde são orientados a falar com total abrangência das generalidades da Galiza, porém, sem tocar em absoluto de maneira informativa, didática nem elucidativa a terra como berço da nossa língua vernácula.
Tal advertência era sempre acompanhada pelos Programas de que eram e são munidos a axuntada desses professores e que, o PGL, muitas vezes (tal vez sem adverti-lo) relacionava com datas e locais onde são ministradas essas dissertações acadêmicas, como dos Centros Universitários cujos formados pleitearão mestrado e doutorado visando repetir incansavelmente que a nossa língua teve como berço Portugal.
E foi nessa ocasião que chegou circunstancialmente às minhas mãos um trabalho do professor Julio César Barreto Rocha que ele denominara “O Brasil fala a Língua Galega” que lhe demandara quatro páginas, e cujas manifestações me indicaram por fim qual seria a linha que deveria estabelecer para que esse descrédito que tanto me preocupara não encontrasse a menor guarida.
Assim sendo, as informações com que ilustrava o professor Barreto sua asseverativa de que a língua “portuguesa” que fala o Brasil deveria ser chamada de galega através de suas reflexões “Séculos obscuros da Galiza”, “Pátria de Camões” e “Grandes Descobrimentos”, levaram-me a converter essas suas quatro páginas em aproximadamente sessenta, agregadas depois de mais de um ano de pesquisa, pois, descobri alarmado que se no próprio Portugal certamente ninguém se atreveria a contestar que a língua portuguesa procedia exclusivamente da “Pátria de Camões” e menos então à glória Dos Grandes Descobrimentos, como transpô-las à secas para os leitores do Brasil conscientizados e criados ao largo de cinco séculos que falavam português, referendados pelo “O maior Museu da Língua Portuguesa do mundo” onde a Galiza ao que interessa sequer é mencionada e, recentemente, a escola de samba campeã do carnaval carioca ganhou esse título louvando à “Pátria da nossa língua nacional: Portugal?”.
Mas, o pior, (afrontando ainda mais a constante luta pela restauração da verdade histórica) viu-se hoje, 27 de janeiro, como relatam os jornais e as informações que nos outorga a internet nas suas “Notícias Nacionais” ao acessar no Google “Imortais da Academia Brasileira de Letras vão à avenida Sapucaí no carnaval de Rio a louvar a última flor do Lácio” que nos legou a nossa Língua Portuguesa”.
Precisamente aqueles que deveriam guardar e transmitir a verdadeira origem da nossa língua vernácula da qual eles são (em tese) seus sacerdotes e guardiões...
Assim, se prosseguimos adotando tal conduta em referência à nossa língua vernácula segundo a historiografia que nos legaram e esses “imortais” preservam, seguiremos dependendo de um histórico artificial tão lacunoso como confuso que nunca nos identificará realmente:
A Galiza que é reino desde o ano 411 que é a Espanha surgida no século XIX que é a romana Itália do Lácio do século II que em si é Portugal.
Portugal fundado pelo galego Afonso Henriques em terras do condado Portucalense que ficava na Galícia, porém era português desde 1107 ano do seu nascimento, mesmo que a Portugal ele o fizera nascer em 1139, trinta e dois anos antes dele próprio haver nascido.
Leiamos textualmente:
“Aula de cidadania”.
“Fala Mangueira / Fala Flor do Lácio / Lusamérica Latina em pó / o que pode esta língua? / Minha pátria é minha língua / Mangueira meu grande amor / meu samba vai do Lácio / e colhe a última flor”.
O desfile começa na origem da nossa língua: a região italiana do Lácio, terra do latim a língua mãe do português”. Quase todos os imortais da Academia Brasileira de Letras confirmaram sua presença no carnaval da Mangueira. Eles vão desfilar na última alegoria Estação Primeira da Luz em meio de livros que homenageiam escritores como Euclides da Cunha, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Graciliano Ramos e Maria Clara Machado (?) entre outros”.
Voltemos às origens (da questão):
Ainda faltava o ponto menos nítido para encaixar essa questão de tanta relevância como destacara Barreto: “Os séculos obscuros da Galiza”.
Imaginei que Portugal não os tivesse (levados em conta ou) presentes na relação de sua historiografia por tal vez nada lhe significar, e na história oficial da Espanha sequer fossem mencionados (a não ser com alguma conotação de agressão ou traição à linha ascendente da monarquia atual que a governa) e, prossegui supondo que, entre os próprios galegos, a xuntada desses acontecimentos se narrados seriam acomodados “à la española”.
Aqui chegado não quero mais cansar, deixando a apreciação dos valores do meu livro àqueles que me honrem ao lê-lo.
Quero sim dizer que pedi as minhas filhas as estilistas de Moda Márcia e Verônica, criadoras do encantador lingerie, “À Dor, Amores”, que sempre usam a passarela dos desfiles apresentando paralelamente uma questão social e a forma de solucioná-la, (como veremos a seguir e que através da www.uol.com.br e www.terra.com.br / “À Dor, Amores” Semana da Moda São Paulo, 2006, foram para o mundo todo) que, no próximo desfile da Semana de Moda que elas fizerem parte, recreiem no marco de suas criações, o tema “Brasil fala a Língua Galega” que é levantar a questão da ser ela o berço autêntico da nossa língua vernácula, à vez de consolidar o apóio àqueles galegos que desejam ver sua língua inserida entre ao paises Lusófonos, direito que lhe é devido por ser a Galiza a mátria comum de todos eles.
Nem falemos do orgulho que sentirão os milhões de galegos dispersos pelo globo e os descendentes de sua diáspora!
Se bem é certo que se encantaram com a idéia de divulgar a questão através da passarela, (já que acompanharam passo a passo o feitio do meu livro e se solidarizaram por completo com a Galiza e a enormidade do seu significado para elas como brasileiras) comentaram-me que a questão estava por ora em pé aguardando pareceres e subsídios no retorno desta idéia, pois, mesmo se chegasse a ser consolidado este projeto deverá estar aberto democraticamente àqueles simpatizantes que por ventura possam ajudá-lo com as melhores contribuições, sugestões e aportes para seu maior e melhor brilho, por aqui, pela Internet ou correspondência desde quaisquer partes do mundo.
Vamos, pois à primeira idéia de como será constituído e realizado o Desfile:
Em princípio imaginamos um grande telão muito iluminado à entrada da passarela com os dizeres da contracapa do meu livro:
“Gallaciae Seu Portucalensi Provinciae”
Inscrição descoberta em Bracara Augusta (então a Galiza, hoje Braga, Portugal) realizada no séc. III d.C.
Guimarães Rosa que se afirmava criara palavras sertanejas, na realidade as copiava do Idioma galego.
O fundador de Portugal, Afonso Henriques, seu 1º Rei nasceu na Galiza.
Os pilotos das caravelas de Pedro Álvares Cabral eram todos galegos.
Em quanto a Língua local da Galiza tem mais de 2500 anos, Portugal existe há 800 anos.
O fundador da Bahia, capital Salvador, Diego Álvares Cabral mais conhecido historicamente como Cacique Caramuru era galego.
O galego Joan Faras que entre a tripulação de Pedro Álvares Cabral era chamado de Mestre João, era médico formado, matemático, astrônomo e físico. Usando essas ciências exatas como um excepcional navegador. Uma das primeiras coisas que realizou utilizando este mister foi estabelecer que o solo que estava a pisar e que outro galego fundaria como a Bahia, foi sua latitude: 17 graus.Todavia, o que de mais transcendente fez esse filho da Galiza pela terra onde arribara, foi precisar e descrever uma nova constelação que batizou como Cruzeiro do Sul. A mesma constelação que posteriormente viria tomar para si a Bandeira do Brasil.
Rosalia de Castro a mais importante poeta de todos os tempos do Idioma Galego: Nossa Língua Portuguesa era galega.
Saudades: Do galego (português arcaico) Dicionário Aurélio, pág. 1538.
Em letras algo menores seguirá parte do texto de “O Brasil fala a Língua Galega”
“A língua Portuguesa, como já se sabe de longuíssima data não é originária de Portugal. Ela veio do norte de suas fronteiras de hoje e é bem anterior ao Estado Português. Nasceu numa terra que antigamente denominava-se Gallaecia e hoje é a Galiza. Pelo tanto, a língua aí criada deve se chamar Galega. Durante mil anos interessou a Portugal ignorar a Galiza e a sua língua, pois, fazendo-o, sustentava-se a inverdade que a Língua “Portuguesa” nascera em Portugal, jactando-se de serem portadores do “Idioma de Camões”, logrando a união dos seus habitantes ao redor desse mito e a identidade que pressupõe um Estado como Nação. Concretizava-se assim tal posicionamento de levar “seu” idioma às mais distantes terras do planeta. Deve-se, pois, elevar-se à verdade com todas as letras, verdade que consiste em revelar que o idioma que eles transportavam consigo era realmente o Idioma Galego e nunca uma língua própria, deixados para trás triturados pela histórica pressão castelhana que determinou a “Doma e castração da Galiza esmagando os verdadeiros pais da língua”
A seguir, quatro modelos, vestindo camisas com as bandeiras da Galiza seguindo sua seqüência e sua representatividade, pois, é imprescindível que o público passe a entender sua relação e concomitância histórica.
Bandeira do Reino Suevo da Galiza 411 Bandeira de Portugal 1139
Brasil Galego 1500 Galiza
Eis minhas filhas e minha mulher durante o Desfile da Semana de Moda de São Paulo 2006
Planeta Galego faise eco da nota enviada por Marco Ferrari, o Venres, Marzo 31, 2006- 12:20,descendente da galega sobre a acción de denuncia efectuada durante un recente e importante desfile polas súas fillas, Márcia e Verônica Amores, modelos e estilistas no Brasil, contra a corrupción nese país.
Como se transmite uma idéia quando se tem vergonha na cara, talento, consciência cívica e coragem
No nosso país, nesta época e suas circunstâncias, criar uma idéia e transportar seu conteúdo (em princípio abstrato) para ser apreciada, sopesada e, por sua vez, fincada na consciência da sociedade como um todo e conseguir retransmiti-la com eficácia visando sua adoção, demanda a observância de alguns parâmetros iniludíveis, pois, a mesma, cansada de sugestões válidas como pensamento, mas hirtas desde seu nascedouro ou perecíveis durante seu transcurso, exige novas (diferentes e arrojadas) formas de linguagem ao alcance de todos e que, sendo compreendidas e
assimiladas por todas suas camadas iniciarão o princípio de sua verdadeira consolidação e proselitismo.
Criar um pensamento renovador ou a perspectiva de uma miragem esperançosa quando se têm suficientes cabide$ para oferecer a marqueteiros de escândalos subvencionados por “amicis della cosa nostra \"e operários colocados em postos estratégicos de decisão e alcance de caudais é fácil. Difícil, muito difícil é conseguir fazê-lo quando só se têm autênticos amigos, dignidade, civismo, ética, determinação, talento, criatividade e coragem.
Por isso, ver as imagens que pela Terra e Uol percorreram o mundo \"www.terra.com.br\" e \"www.uol.com.br\" Modas/ Casa de Criadores/ À Dor Amores do dia Domingo 19 de março de 2006 (o segundo Evento de Modas mais importante do país) estampadas nas fotos principais encerrando o desfile, Margarida e suas filhas, estas duas últimas vestindo camisetas com os dizeres \"A corrupção política promove a miséria e a violência\" na frente, e às costas, \"Campanha para que essa prática vire crime hediondo\" pôs toda a platéia presente aplaudir de pé por longos minutos e, certamente, ao coração de milhões de internautas do mundo todo na mesma sintonia vibratória dessa mensagem universal.
Relataram as estilistas à imprensa que, o sentindo das máscaras é o protesto da mulher anônima como representatividade humana, abstraída de posição social, cor, raça e religião através da linguagem que elas mais conhecem. O protesto adquire uma dimensão sem precedentes já que foi brandido no âmbito feêrico da Moda, ambiente onde a mulher emite sua opinião de gostos do vestido compartilhando-o com toda a comunidade feminina e, repassa todos seus acontecimentos aos seus maridos, (Vice) Presidente, Senadores, Deputados, Ministros do Judiciário, Desembargadores, Procuradores e Juizes que legislam e ministram sobre as leis através dos interesses e clamor da sociedade, como naturalmente também o fazem as companheiras de todos os representantes das forças vivas mais representativas.
Esperamos com tudo isto que, a diferença da Campanha do Desarmamento que custou arredor de 500 milhões aos cofres públicos resultando essa pretensão elitista bem pior como emenda do que o próprio soneto, (haja vista o aumento das chacinas como antes jamais se viu no país, o assassinato de inúmeros policiais militares e civis, ataques a Delegacias e Cabines, o incremento de assaltos, roubos e seqüestros e, o aumento constante do crime organizado de todo tipo enfrentando o Estado e suas Forças Armadas mesmo no coração de suas Bases) enraíze em todas nossas consciências frutificando (esta vez) em resultados de câmbios e esperanças verdadeiras e não demagógicas e de palanques.
Eu particularmente, ao fim, posso partir: Já escrevi um livro, plantei árvores e fiz filhos. Vale dizer filhas.
Aquelas mesmas que, chorando compulsivamente através de suas máscaras nem bem concluíram o desfile me abraçando disseram-me: \"O senhor, viu, pai, como foi recebido a nossa mensagem?\"
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Virgulando Casa de Criadores: Idéias e crítica no 1º dia do evento
Grife protesta contra a corrupção em desfile
Marco Ferrari, Buenos Aires, 07/ 09/ 1944.
Escritor. Cronista. Poeta. Pesquisador. Crítico de Literatura.
Tradutor da Língua Espanhola para o português, especializado em léxico e cariz da América Latina. Membro nº 3130 da UBE União Brasileira de Escritores.
Criador do mais importante Prêmio Literário do Brasil, o Prêmio Nacional de Literatura, pleiteado ante o Ministério da Cultura alegando \"Ser o Brasil o único país do mundo que não possuía um galardão que designasse o melhor escritor nacional”. Aprovado pela Comissão de Incentivo à Cultura - CNIC - do Ministério da Cultura em 27/08/1996. DOU. Diário Oficial da União, 27/08/96. Novamente aprovado a efeitos de Captação de Recursos Complementares em 1997.DOU.Nº93,19/05/1997.
* Rio Minho: Terra minha, rio minho, fonte minha.
O Rio Minho tem sua nascente na Serra de Meira na Galiza, na província de Lugo, e a fonte de seu olho de água é chamada de Fonteminha.
Idioma Galego: Nossa Língua Portuguesa
170 páginas
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