[CMI Galiza] Mensagem enviada por Marco Ferrari

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Domingo, 28 de Janeiro de 2007 - 10:11:55 PST


MENSAGEM enviada por Marco Ferrari (premionacionaldeliteratura  ig.com.br) 
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                                            Idioma Galego: Nossa Língua Portuguesa

                                                      O Brasil fala a Língua Galega


Quando decidi escrever um livro que deveria titular Idioma Galego: Nossa Língua Portuguesa com a intenção de plasmar pela primeira vez no Brasil todos os acontecimentos históricos que desde seu princípio autêntico englobassem os fatos acontecidos até culminar com a consolidação formal da nossa língua vernácula, (contrapondo a idéia instituída até os nossos dias que esta nascera na Galiza e não em Portugal) não imaginava os enormes obstáculos, contrariedades e dificuldades que encontraria nessa intenção.

Em princípio, para começá-lo, só contava com a versão sucinta e básica que se transmite didaticamente a partir do ensino médio e que, linha mais, linha menos, restringe-se exclusivamente ao episódio do casamento das filhas do rei Fernando da Espanha. 
Como é sabido, esta relata a união do fidalgo da Borgonha Henrique com Teresa, filha adotiva do monarca que, em função desse enlace, recebera como dote terras localizadas ao sul do Minho abrangidas com o nome de Condado Portucalense. 

Como essa versão resultava-me ineficiente confrontada com algumas informações mais sólidas que já eram do meu conhecimento e que recolhidas e ordenadas seriam levadas ao livro, motivaram-me a bater em portas mais significativas. 

Não precisei exigir tratados de história em relação específica a esse matrimônio, pois, levada tal preocupação a um historiador renomado de ascendência portuguesa a quem procurara para apresentar-lhe a idéia do meu livro, o catedrático da USP professor Manuel Dias Nunes, ilustrou-me com a informação de que jamais houve um “condado” Portucalense e que, à época desse episódio, tal rei Fernando (VI disse-me o professor) não era rei de Espanha nenhuma, pois, Espanha nem existia.

(?)...

Aí foi que se iniciou o meu via crucis, calvário que demoraria quase cinco anos para concluir (o livro).

Os obstáculos e dificuldades para obter a seqüência histórica daquilo que na versão nacional não me convencera pelo truncado, começaram a partir do mesmo instante em que me franqueavam as portas das instituições onde eu recorria em procura dos fatos que me levassem à verdade histórica: “Quais são as razões da sua pesquisa, qual era a instituição que as encarregara e, quase sempre, a qual área correspondia meu professorado”.

Quando respondia que não era portador de nenhuma credencial, que não era professor de nada e encerrava o interrogatório (velado ou escancarado) dizendo que não era galego, português nem brasileiro, seguiam-se aos certamente pensados “Deus-nos-acuda” os mais velhacos empecilhos ou argumentos pueris mais patéticos, advindos de “Se este não é nada de nada para quê quererá vir a contestar o estabelecido e ensinado desde há 500 anos a milhões de milhões de nós?”  

Outro dos tantos caminhos e veredas transitados no afã de realizar meu livro foi recorrer a teses (incontáveis) de mestrado e doutorado com esse referencial histórico e/ou lingüístico. 
Porém, o constante esquivar dos pós-graduados (ao menos daqueles que eu encontrei) do ponto de vista que eu precisava, davam geralmente um toque de indulgência através de um circunstancial galego-português que, como viria a saber posteriormente, segue a escola moderna daquela que criou tal expressão: Carolina Michaelis.
Esta douta lingüista portuguesa durante sua vida toda susteve que a língua portuguesa precedera à galega.
Ao final dela, abrumada pela farta documentação que lhe iam apresentando colegas, aceita de alguma maneira esse fato e, dando um toque de indulgência ao seu “e puor si move” galileano, cria o termo galego-português e não o de português-galego como desejara.

Só que, para aqueles que um pingo é letra a ordem dos fatores altera o produto.

Assim foi que, por estas informações vindas e por vir, certamente, arrefeci meu propósito e, com mais algumas informações documentadas, vi que todas estas manobras tinham ao fim um propósito: Submerger a Galiza nas penumbras da história escrita pelos vencedores e, junto a uma dialética lingüística rebuscada através das suas tantas “especialidades”, começar a história da nossa língua no ano de 1139, em Portugal.
 
Então, no andar dessas tantas veredas e sendas, assombrei-me ao notar que, o filho de Henrique, Afonso, fundador de Portugal, (alçado contra sua mãe em razão de ela querer passar Portocale a suserania de seu amante o marquês de Trava) era galego de pura cepa e ninguém nos tinha contado...

Não posso deixar de dizer que, entre tantas contrariedades e óbices achados em busca da origem verdadeira da nossa língua vernácula, foi constatar que a “imigração espanhola” (a galega é vista como relação secundária) é utilizada para distrair a essência da questão. E se bem é certo que todo o entorno desses imigrantes é verdadeiro e correto em informações técnicas, razões sociais e econômicas e nos seus copiosos organogramas demográficos com suas mínimas incidências e melhores conclusões, em absolutamente nada a diferencia de outras aqui aportadas como a italiana, por exemplo. 
Se trocassem (os) uma nacionalidade por outra sem cambiar (mos) nem uma vírgula, ninguém repararia em nenhuma mudança no quartel de Abrantes.

Não obstante essas assombrações que me iam aparecendo à medida que eu mais rezava, haver conhecido o Portal Galego da Língua (quem logo me honraria entre os colunistas permanentes de sua página principal, “Opiniom”) concedeu-me um princípio de habilitação, pois, acessando-o, consegui algum fluxo constante de referências ao meu propósito vindo de leitores, escritores e docentes.

Todavia, o fato de ser o PGL porta-voz da causa reintegracionista galega exclusivamente e por sua vez ser-lhes contestado alguns de seus pontos de vista, advertiu-me que seria de melhor prudência tomar informações mais abrangentes de todas as fontes que estivessem ao meu alcance e, logo de sopesá-las documentadamente, inseri-las sem risco que o meu trabalho inédito viesse a ser objeto mais do que contestação, de sorna e descrédito.

E a propósito do reintegracionismo, (do qual o Portão Galego da Língua é um dos seus principais baluartes) cobrei dos seus membros diretivos através de inúmeros trabalhos e observações que, eles próprios deveriam chacoalhar a certa pasmaceira que (eu) vinha observando no tratamento dessa questão, pois, continuando a circunscrever tais anseios de reintegração em permanentes polêmicas localizadas na sua geografia asfixiando sua divulgação, a pretensão de que o mundo lusófono (preponderantemente o Brasil) conhecendo-os, os assimilasse e apóie não seria conseguido. Quem pretende conquistar o mundo globalizado constantemente bombardeado com argumentações imprecisas ou confusas, deve expandir suas fronteiras com porta-vozes que alcancem todas as camadas sociais com pessoas e métodos de fácil compreensão, e em locais de acesso democrático livre. 

Isto dizia (e prossigo dizendo) ao notar que aqueles que faziam alguma referência piedosa (quando era inevitável pelo seguimento abordado) eram professores galegos, xunta vinda a “relacionar e enlaçar laços comuns entre Galícia e o Brasil”, a quase totalidade deles egressos da Universidade de Santiago de Compostela onde foram orientados no seu Instituto de Línguas para falar com total abrangência das generalidades da Galiza, porém, sem tocar em absoluto de maneira informativa, didática nem elucidativa a terra como berço da nossa língua vernácula. 
Tal advertência era sempre acompanhadas pelos Programas que detalhavam suas dissertações, unicamente realizadas em Centros Universitários. O resto (concluía eu) era confraternização de praia, samba e sessões de macumba genuína.

Continuando: 

Eu não estou a dizer que até então o conteúdo do livro não estivesse correto. Devia sim, repito, levar em conta que nada lhe seria escusado ou ponderado a um “atrevido” que como disse, não era galego, português nem professor de nada.

E foi nessa ocasião que chegou circunstancialmente às minhas mãos um trabalho do professor Julio César Barreto Rocha que ele denominara “O Brasil fala a Língua Galega” que lhe demandara quatro páginas, e cujas manifestações me indicaram por fim qual seria a linha que deveria estabelecer para que esse descrédito que tanto me preocupara não encontrasse a menor guarida.

Assim sendo, as informações com que ilustrava o professor Barreto sua asseverativa de que a língua “portuguesa” que fala o Brasil deveria ser chamada de galega através de suas reflexões “Séculos obscuros da Galiza”, “Pátria de Camões” e “Grandes Descobrimentos”, levaram-me a converter essas suas quatro páginas em aproximadamente sessenta, agregadas depois de mais de um ano de pesquisa, pois, descobri alarmado que se no próprio Portugal certamente ninguém se atreveria a contestar que a língua portuguesa procedia exclusivamente da “Pátria de Camões” e menos então a glória Dos Grandes Descobrimentos, como transpô-las à secas para os leitores do Brasil conscientizados e criados ao largo de cinco séculos que falavam português, referendados pelo “O maior Museu da Língua Portuguesa do mundo” onde a Galiza ao que interessa sequer é mencionada e, recentemente, a escola de samba campeã do carnaval carioca ganhou esse título louvando à “Pátria da nossa língua nacional: Portugal?”.

Mas, o pior, afrontando a verdade e a integridade histórica da (nossa) luta, viu-se precisamente hoje, 27 de janeiro, como relatam os jornais e as informações que nos outorga a internet nas suas “Notícias Nacionais” ao acessar no Google “Imortais da Academia Brasileira de Letras vão à avenida Sapucaí no carnaval de Rio”:

Leiamos textualmente: “Aula de cidadania”. 

“Fala Mangueira / Fala Flor do Lácio / Lusamérica Latina em pó / o que pode esta língua? / Minha pátria é minha língua / Mangueira meu grande amor / meu samba vai do Lácio / e colhe a última flor”.
O desfile começa na origem da nossa língua: a região italiana do Lácio, terra do latim a língua mãe do português”.  Quase todos os imortais da Academia Brasileira de Letras confirmaram sua presença no carnaval da Mangueira. Eles vão desfilar na última alegoria Estação Primeira da Luz em meio de livros que homenageiam escritores como Euclides da Cunha, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Graciliano Ramos e Maria Clara Machado (?) entre outros”.

Voltando a falar com propriedade, seriamente, ainda faltava mais, o maior complicador para ilustrar sua postura: “Os séculos obscuros da Galiza”, destaque cuja referência na verdade desconhecia.

Quais seriam eles e que significado teriam de tanta gravidade  como indicava Barreto?

Imaginei que Portugal não os tivesse (bem) presentes na relação de sua historiografia por tal vez nada lhe significar, e na história oficial da Espanha sequer fossem mencionados (a não ser com alguma conotação de agressão ou traição à linha ascendente da monarquia atual que a governa) e, prossegui supondo que, entre os próprios galegos, a xunta desses acontecimentos se narrados seriam acomodados “à la española”. 

Aqui chegado não quero mais cansar, deixando a apreciação dos valores do meu livro àqueles que me honrem ao lê-lo.

Quero sim dizer que pedi as minhas filhas as estilistas de Moda Márcia e Verônica, criadoras do encantador lingerie, “À Dor, Amores”, que sempre usam a passarela dos desfiles apresentando paralelamente uma questão social e a forma de solucioná-la, (como veremos a seguir e que através da www.uol.com.br e www.terra.com.br  /  “À Dor, Amores” Semana da Moda São Paulo, 2006, foram para o mundo todo) que, no próximo desfile da Semana de Moda que elas fizerem parte, recreiem no marco de suas criações, o tema “Brasil fala a Língua Galega” que é levantar a questão da  ser ela o berço autêntico da nossa língua vernácula, à vez de consolidar o apóio àqueles galegos que desejam ver sua língua inserida entre ao paises Lusófonos, direito que lhe é devido por ser a Galiza a mátria comum de todos eles.

Nem falemos do orgulho que sentirão os milhões de galegos dispersos pelo globo e os descendentes de sua diáspora!

Se bem é certo que se encantaram com a idéia de divulgar a questão através da passarela, (já que acompanharam passo a passo o feitio do meu livro e se solidarizaram por completo com a Galiza e a enormidade do seu significado para elas como brasileiras) comentaram-me que a questão estava, por ora, em aberto, aguardando pareceres no retorno desta idéia, pois, mesmo se chegasse a se consolidar este projeto de divulgação, estará aberto para aqueles simpatizantes que, por ventura, possam ajudá-lo com as melhores contribuições, já que, certamente haverá muitíssimos dos que (não) são galegos ou descendentes que aderirão a esta idéia de forma direta e, indiretamente, ajudando com sugestões de criação e cenários aqui, pela Internet ou correspondência, desde quaisquer parte do mundo.

A esta altura do nosso comum entusiasmo lhes pedi que deixassem para mais à frente tal preocupação prematura, pois, entendi que à época apareceriam entre tantos milhões de galegos 700 deles aportando 10 euros cada um, uma instituição da Galiza ou, quiçá um galego só, que gratifique seu coração com a honra que lhe proporcionará ver a sua Galiza difundida pelo mundo, dizendo quais foram as razões pelas quais a gaita celta se fez galega e navegou destemida os mares.

Vamos, pois à primeira idéia de como será constituído e realizado o Desfile:
 
Em princípio imaginamos um grande telão muito iluminado com os dizeres da contracapa do meu livro:

“A língua Portuguesa, como já se sabe de longuíssima data não é originária de Portugal. Ela veio do norte de suas fronteiras de hoje e é bem anterior ao Estado Português. Nasceu numa terra que antigamente denominava-se Gallaecia e hoje é a Galiza. Pelo tanto, a língua aí criada deve se chamar Galega. Durante mil anos interessou a Portugal ignorar a Galiza e a sua língua, pois, fazendo-o, sustentava-se a inverdade que a Língua “Portuguesa” nascera em Portugal, jactando-se de serem portadores do “Idioma de Camões”, logrando a união dos seus habitantes ao redor desse mito e a identidade que pressupõe um Estado como Nação. Concretizava-se assim tal posicionamento de levar “seu” idioma às mais distantes terras do planeta. Deve-se, pois, elevar-se à verdade com todas as letras, verdade que consiste em revelar que o idioma que eles transportavam consigo era realmente o Idioma Galego e nunca uma língua própria, deixados para trás triturados pela histórica pressão castelhana que determinou a “Doma e castração da Galiza esmagando os verdadeiros pais da língua”






                                    “Gallaciae Seu Portucalensi Provinciae”

  Inscrição descoberta em Bracara Augusta (hoje Braga) realizada no séc. III D.C

 Guimarães Rosa que se dizia criara palavras sertanejas, na realidade as copiava do Idioma galego.
 O fundador de Portugal, Afonso Henriques, seu 1º Rei nasceu na Galiza.
Os pilotos das caravelas de Pedro Álvares Cabral eram todos galegos.
Em quanto a Língua local da Galiza tem mais de 2500 anos, Portugal existe há 800 anos. 
O fundador da Bahia, capital Salvador, Diego Álvares Cabral mais conhecido historicamente como Cacique Caramuru era galego.
O galego Joan Faras que entre a tripulação de Pedro Álvares Cabral era chamado de Mestre João, era médico formado, matemático, astrônomo e físico. Usando essas ciências exatas como um excepcional navegador. Uma das primeiras coisas que realizou utilizando este mister foi estabelecer que o solo que estava a pisar e que outro galego fundaria como a Bahia, foi sua latitude: 17 graus.Todavia, o que de mais transcendente fez esse filho da Galiza pela terra onde arribara, foi precisar e descrever uma nova constelação que batizou como Cruzeiro do Sul. A mesma constelação que posteriormente viria tomar para si a Bandeira do Brasil.

                                                      

Rosalia de Castro a mais importante poeta de todos os tempos do Idioma Galego: Nossa Língua Portuguesa era galega.

Saudades: Do galego (português arcaico) Dicionário Aurélio, pág. 1538.














A seguir, quatro modelos, vestindo camisas com as bandeiras da Galiza seguindo sua seqüência histórica e sua representatividade:


                      
Bandeira do Reino Suevo da Galiza 411                           Bandeira de Portugal 1139

                      
   
  


 



                  Brasil 1500                                                                                 Galiza
                                                                                                      
     














Eis minhas filhas e minha mulher

Planeta Galego faise eco da nota enviada por Marco Ferrari, o Venres, Marzo 31, 2006- 12:20,descendente da galega sobre a acción de denuncia efectuada durante un recente e importante desfile polas súas fillas, Márcia e Verônica Amores, modelos e estilistas no Brasil, contra a corrupción nese país.


 Como se transmite uma idéia quando se tem vergonha na cara, talento, consciência cívica e coragem

No nosso país, nesta época e suas circunstâncias, criar uma idéia e transportar seu conteúdo (em princípio abstrato) para ser apreciada, sopesada e, por sua vez, fincada na consciência da sociedade como um todo e conseguir retransmiti-la com eficácia visando sua adoção, demanda a observância de alguns parâmetros iniludíveis, pois, a mesma, cansada de sugestões válidas como pensamento, mas hirtas desde seu nascedouro ou perecíveis durante seu transcurso, exige novas (diferentes e arrojadas) formas de linguagem ao alcance de todos e que, sendo compreendidas e 
assimiladas por todas suas camadas iniciarão o princípio de sua verdadeira consolidação e proselitismo. 

Criar um pensamento renovador ou a perspectiva de uma miragem esperançosa quando se têm suficientes cabide$ para oferecer a marqueteiros de escândalos subvencionados por “amicis della cosa nostra\" e operários colocados em postos estratégicos de decisão e alcance de caudais é fácil. Difícil, muito difícil é conseguir fazê-lo quando só se têm autênticos amigos, dignidade, civismo, ética, determinação, talento, criatividade e coragem. 

Por isso, ver as imagens que pela Terra e Uol percorreram o mundo \"www.terra.com.br\" e \"www.uol.com.br\" Modas/ Casa de Criadores/ À Dor Amores do dia Domingo 19 de março (o segundo Evento de Modas mais importante do país) estampadas nas fotos principais encerrando o desfile, Margarida e suas filhas, estas duas últimas vestindo camisetas com os dizeres \"A corrupção política promove a miséria e a violência\" na frente, e às costas, \"Campanha para que essa prática vire crime hediondo\" pôs toda a platéia presente aplaudir de pé por longos minutos e, certamente, ao coração de milhões de internautas do mundo todo na mesma sintonia vibratória dessa mensagem universal. 

Relataram as estilistas à imprensa que, o sentindo das máscaras é o protesto da mulher anônima como representatividade humana, abstraída de posição social, cor, raça e religião através da linguagem que elas mais conhecem. O protesto adquire uma dimensão sem precedentes já que foi brandido no âmbito feêrico da Moda, ambiente onde a mulher emite sua opinião de gostos do vestido compartilhando-o com toda a comunidade feminina e, repassa todos seus acontecimentos aos seus maridos, (Vice) Presidente, Senadores, Deputados, Ministros do Judiciário, Desembargadores, Procuradores e Juizes que legislam e ministram sobre as leis através dos interesses e clamor da sociedade, como naturalmente também o fazem as companheiras de todos os representantes das forças vivas mais representativas. 

Esperamos com tudo isto que, a diferença da Campanha do Desarmamento que custou arredor de 500 milhões aos cofres públicos resultando essa pretensão elitista bem pior como emenda do que o próprio soneto, (haja vista o aumento das chacinas como antes jamais se viu no país, o assassinato de inúmeros policiais militares e civis, ataques a Delegacias e Cabines, o incremento de assaltos, roubos e seqüestros e, o aumento constante do crime organizado de todo tipo enfrentando o Estado e suas Forças Armadas mesmo no coração de suas Bases) enraíze em todas nossas consciências frutificando (esta vez) em resultados de câmbios e esperanças verdadeiras e não demagógicas e de palanques. 

Eu particularmente, ao fim, posso partir: Já escrevi um livro, plantei árvores e fiz filhos. Vale dizer filhas. 

Aquelas mesmas que, chorando compulsivamente através de suas máscaras nem bem concluíram o desfile me abraçando disseram-me: \"O senhor, viu, pai, como foi recebido a nossa mensagem?\" 


Ver a noticia en webs brasileiros:

•	Virgulando Casa de Criadores: Idéias e crítica no 1º dia do evento
•	Grife protesta contra a corrupção em desfile

(Fotos: Marcelo Pereira/Terra Brasil)




Marco Ferrari, Buenos Aires, 7 de setembro de 1944.
Escritor, Pesquisador, Crítico Literário.
Tradutor da Língua Espanhola para o português especializado em léxico e cariz da América Latina.
Membro Nº 3130 da UBE -União Brasileira de Escritores –
 Criador do mais importante prêmio literário do Brasil, o Prêmio Nacional de Literatura, pleiteado ante o Ministério da Cultura alegando que “O Brasil é o único país  do mundo democrático que não possui um galardão literário que designe anualmente o melhor escritor nacional. Aprovado pela Comissão de Incentivo à Cultura 
CNIC - do Ministério da Cultura em 27/08/1996. DOU. Diário Oficial da União, 27/08/1996. Novamente aprovado a efeitos de Captação de Recursos Complementares    
m 1997. DOU. Nº 93, 19/05/1997. 









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