[CMI Galiza] editorial 25-J
mundus bluewin.ch
mundus bluewin.ch
Terça-Feira, 10 de Julho de 2007 - 23:45:40 PDT
Uf, uf, uf... Já nom dou abondo...
A ver se me explico bem sem parecer um troll ;-)
Nom coido que haja nenhuma necessidade de imperfeiçom teórica, embora de dar coas termologias sinxelas que rebaixem as componhentes estéticas mais disonantes (por exemplo, adjectivamos de "ingovernável" a "maquina de guerra" estamos a fazer estética, nom contido, umha imperfeiçom teórica que sem dúvida soa bem --elemento estético-- embora difumina o significado do conceito originário): do que se tratar aqui, já postos a falar no terreo do conhecimento teórico, é da sÃntese simbólica de contidos teóricos (o "symbolic package" do que fala a escola goffmaniana).
Neste senso, entendo que poida haver seitores do movimento que tenham chegado a tales nÃveis de desenvolvimento do seu auto-referencialismo polÃtico tan brutais que nom saibam nem reconhecer já o que os levou a ser indepes (suponho que seria o "galeguismo", claro que o mesmo participam do mesmo aparelho categorial da direita espanhola e já só aspiram a "romper España").
Para mim, galeguismo é umha palavra de mÃnimos (tam de mÃnimos que mesmo gentes do PP podem ser galeguistas). Galeguismo, goste-se ou nom, é a única possibilidade de sair do nacionalismo como ideologia da modernidade defendendo a nossa singularidade qualesquer, a nossa galeguidade (palavro que de seguro soa ainda pior que galeguismo, embora nom haja outro precissamente por isto mesmo: por ser a nossa singularidade irreductÃvel).
Nom acho que pode levar a rejeitar galeguismo que nom seja a estética, certamente sobada polo poder, que dimana esta palavra. E desde logo, polos meus mortos (perdoade o dramatismo, mas, já postos a fazer enjuiçamentos subjectivos, nom podo deixar de ter presente a quem na minha famÃlia defendeu o galeguismo nas prissons franquistas antes de que a sociedade do espectáculo vinhera a fazer uso da intifada hormonal do kaleborrokismo galaiko ad maiorem gloria do discurso fraguiano anti-secessionista), nom só nom podo considerar que seja o pior da modernidade, embora o melhor. Nom penso, aliás, que seja cousa de ver aqui quem é o mais radikal dos radikais... (a radikalidade como identidade nom me interessa, sei bem onde há antagonismo e onde patologias identitárias.
Com todo, se galeguista molesta poderiamos ponher MNLG, que nom vem ser o mesmo exactamente, ainda que seguramente vai num senso semelhante e de seguro que nom fai sofrir aos radikais... Nom sei se me explico, mas nom acho outra alternativa que dizer as cousas como som e nom se deixar abafar. Mirando, embora de ser construtivo, se calhar o mesmo se poderia recorrer a algumha fórmula que comprendera libertaçom nacional, a nom discriminaçom de nascimento, ou assi. Mas nom vejo de que jeito explicar todo isto sem recorrer ao symbolic package.
Um último apontamento: nom coido que toda a audiência do indymedia, para a que deveriamos estar a escrever, seja o interlocutor imaginário ao que está escrevendo Tone. Nom é cousa de fazer do IMC parte do MNLG (o que por certo é um debate tristemente ancorado na memória de este colectivo editorial). Outras neste colectivo temos outros interlocutores imaginários que som multitudes e nom plebes independentistas. Multitudes que seguramente sabem o que é ser galeguista, mesmo quando tenhem votado ao PP (si, si... ou é acreditamos na representaçom mais que os própios representantes?).
Polo que fai ao ponto 2, o que precissava era o câmbio do lugar do pronome. Mesmo se nom adoito ser moi atinado coido que se diz "pode que se bote em falta" e nom "pode que bote-se em falta". Ainda que nom sou filólogo...
3. Melhor deixar momento, logo...
4. De novo o de galeguismo. Sinto-o, mas por mais que o penso nom acho alternativas... Coido aliás que cómpre ter clara a distinçom entre galeguismo (o movimento) e outros conceitos como independentismo, regionalismo, autonomismo (que nom autonomia), etc... ligados todos eles a estratégias de libertaçom nacional. Pessoalmente acho que o nom é cousa de situarmo-nos tacticamente num continuum de radikalidade em relaçom ao processo geo-histórico de construçom estatal (o state-building), embora de reivindicar o feito de nascer em Galiza como umha singularidade qualesquera ("ser galego nom por só ser galego, embora por ser igual que qualesquera outra pessoa que tenha qualesquera outras coordenadas espaço-temporais de nascimento").
5. Okis
6. Nada de jus solis, precissamente todo o contrário: este afirma-se como tal nom momento em que territorializa, algo que só é possÃvel no momento em que a indefensom da nossa mai no acto do nosso nascimento nos insire baixo o poder soberam da patria potestas. O mesmo que có de território, acho que as modificaçons de Tone intentam conciliar um devir que arraiga na deriva independentista do galeguismo (dito seja co maior dos respeitos pola sua trajectória polÃtica --aqui cada quem temos a nossa e todas igual de valiosas) e que nom alcança à ruptura coa territorializaçom da modernidade. Nom é viver baixo a opressom espanhola o que nos fai antagonistas, embora o nascimento. O problema na pós-moderindade é que por ter acadado a migraçom um outro nÃvel, o nascimento como categoria só alcanza a ser emancipatória fora da forma-Estado: isto é afirmaçom autónoma da nossa galeguidade fronte à lógica da "naturalizaçom" (em rigor "artifÃcio") do jus solis. Ser realmente antagonista nom é apostar polo jus solis fronte ao jus sanguinis, embora superar todo marco institucional de jure para afirmarmo-nos na autonomia da produçom institucional do movimento. Umha estratégia que realice (e nom que administre) o direito a migrar e a ser acolhido na sociedade de passo (nom necessariamente "de chegada") require daquela o abandono de toda forma biopolÃtica, para fazer do zoe, da nossa condiçom radical como espécie integrada num ecosistema o elemento nuclear da instanciaçom de umha polÃtica do desejo.
7. Okis
Remato nom sem engadir a minha preocupaçom polos esforços que nos pode estar a suponher este tipo de redacçom colectiva. Nom sei se procedimentalmente temos dado com umha fórmula ajeitada e pessoalmente estou moi canso nesta recta de "fim de curso". Espero que se entenda o meu esforço, embora o meu cansáncio (e as derivas subseguintes) e confio em que cheguemos a ter momentos pontuais de encontro que nos permitam dar coas fórmulas para gestionar mais agilmente a redaçom de editoriais. Sabido é que os mails os carga o dianho.
Fique aqui, já que logo, um inmenso abraço que nos faça sentir a corporeidade da que andamos faltos no virtual, todo o amor, todos os beijos e todo o melhor ;-) dos rolhos do mundo; o gesto da irmandade que já os velhos galeguistas identificarom junto à Liberdade e a Igualdade na genealogia revolucionária do poder constituinte.
Agarimosamente,
Mundo.
----Message d'origine----
De: zgenot yahoo.es
Date: 10.07.2007 11:02
Objet: Re: [CMI Galiza] editorial 25-J
Idem, nom com bom, se nom com o melhor dos rolhos ;-).....
o certo é que sabÃa de todas estas (tremendas... ej natio...) imperfeiçons teóricas, pero creio que no campo pedagógico, as vezes cumpre tratar de fazer ver as verdades a medias, antes de que estas, ditas de sopetom soem excesivamente fortes e acabam por solidificar reificadores argumentos (existe algo máis maniqueo que o uso neurótico da/do natio...). Neste campo, de novo num extrano jogo no entrecampo existente entre as realidades teóricas e as medias verdades estratégicas, creio que nom estava de máis (re)adaptar certos usos e palavras para que o discurso anime ao debate e nom reforçe as paisons tristes. De aqui vem, em parte o meu rechaço (neste editorial..) cara a certas acepçons (galeguismo, natio,....) que embora comprendo perfeitamente, nom estou certo de que seja assim em grande parte da parroquia polÃtica que construe/visita/participa do IMC. Explico-me abaixo....
"mundus bluewin.ch" <mundus bluewin.ch> escribió:
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Perfecto polo que fai aos enlaços, mas algumhas precissons teóricas coas emendas de Tone (vaiam co melhor dos rolhos, siuplau! :-)
1. Entendo qeu se diga parte dos movimentos, embora eu falava de galeguismo como transversalidade particular ao movimento, fugindo precissamente da reificaçom dos movimentos (ao estilo da teoria liberal que fala dos "novos movimentos sociais" no canto de reconhecer o fio emancipatório no que se insire um processo de subjectivaçom particular, a saber: o de ter nascido em Galiza). Entendo perfeitamente e parece-me acertadÃsima esse empregrar um conceito outro que nom reifique `os movimentos´. Pero nom poderÃamos atopar um termo melhor que esse `galeguismo´ que -polo menos a mim- lembra-me ao pior da modernidade?
2. ... pode que se bote em falta... eu creio que totalmente.... a data é simplesmente um momento de selvagem patriotismo absolutamente baleira de debate participativo e construçom dum comúm além as birras e as bandeirolas...
3. voltaria a momento: empregava-o no senso do momento gramsciano, nom coido que se trate de un "tempo concreto". No seu lugar, um "espaço-tempo" quiçás, mas isto é complicar o discurso sem fundamento teórico. Concordo; simplesmente cambiei `momento´ por nom redundar pois aparecÃa dúas vezes nás frases anteriores...Além está claro que momento da-lhe umha profundidade muito máis ajeitada...
4. Nom entendo o do território: precissamente o que a dimensom galeguista do movimento (o essa parte galeguista dos movimentos, se se preferir) fai nom é organizar o território, embora desterritorializar a territorializaçom imposta pola forma-Estado. Idem. Concordo; pode que neste caso máis ainda. Pero o termo galeguismo parece-me semioticamente desacertado. Nom atopamos outro significante que empregar?? ,-)
5. Para adiante com esse "Qualquera pode entender..." moito mais inclussivo! :-)
6. Viver???!!! Precissamente e o nascer, o natio, de onde vem nacionalismo!!! Viver é bios, biopoder, biopolÃtica... e já que logo territorializaçom baixo os dispositivos autoritários da forma-Estado. Aliás, o viver desmarca-se precissamente de umha naçom da multitude na que cabe pensar umha Galiza anterior e umha Galiza/ulterior. Eu sou galego e "vivo" (aqui sÃ, já nom como bios!) em Galiza porque nascim em Galiza embora nom resida em Galiza. Eis o grande termo para a polémica. Coido que pode ser realmente complexo marcar com diafána precissom este `ius solis´ tam perniciosamente empregado por muitas. Nom pouco habitualmente tenho ouvido coisas do estilo `acostar-me com um espanhol, que nojo!´ ou `é que eu com algúm que nom seja galego nom estarÃa...´ ou o insulto menosprecio, triste, espúreo e -teóricamente- baleiro racismo ao fim e ao cabo. Porém muita de esta gente lé estes editoriais e participa do movimento `galeguista´ hoje. Nom é ofrecer-lhes -baixo o seu idiota e demagogico argumento- ponhendo o énfase e as bases ontológicas exclusivamente no natio?
Igual estou equivocadx, pero creio que fia falha umha desmitificaçom que, se bem nom caia no erro semantico/teórico/gramatical si desmonte certos mecanismos reificadores tam extendidos neste intermezzo modernidade-posmodernidade no que algumhas andam inmersas....
7. Para adiante coa "autonomia do movimento" (melhor que com "diversas formas")
;-)
Grande e inmenso abraço a todxs e ao nosso infatigável Tone, moito especialmente,
Mundo.
Máis grande ainda o meu abraço, ácidos os beijos a todas especialmente ao nosso bemquerido Mundo, petonets on tu vulguis ;-) seguimos passeninho e devagar...
Tone
----Message d'origine----
De: zgenot yahoo.es
Date: 09.07.2007 18:34
À: <imc-galiza lists.indymedia.org>
Objet: Re: [CMI Galiza] editorial 25-J
vaia com a improvisaçom ;-)
sem ánimo de polemiçar e a risco de cair na deformaçom teórica do enviado pola minha bemquerida fusta eis umhas sugerencias a ver que tal....
Achega-se o 25 de Julho. Para parte dos movimentos um momento de encontro; pode que bote-se em falta o momento para o debate e desenho de estratégias de loita. Desde o colectivo editorial indymediaGZ somos conscientes da importáncia que este tempo concreto tem e gostariamos de abrir o espaço editorial a um debate inteligente sobre o que pode ser a reivindicaçom sobre a organizaçom do territorio Galiza hoje. Qualquera pode entender que nestes tempos globais conceitos como Estado, soberania, autodeterminaçom, etc tenhem mudado o seu significado, mas em quê medida? Para significar que outra cousa? Quales seriam, nesta redefiniçom do discurso galeguista (o discurso que reivindica a dignidade de viver na Galiza), as possÃveis soluçons institucionais à qüestom nacional (independência, federalismo, diversas formas de autonomÃa de movimento, etc.)? Quê significam em derradeira instáncia estes mesmos conceitos-soluçom e como se ligam aos conceitos que podem dar expressom hoje ao que segue a ser um feito (nascer/viver na Galiza é nascer/viver baixo umha forma de opressom que cómpre erradicar)? Quales podem ser os jeitos e ferramentas de loita mais atinados? Onde ubicar o recurso à violência? Quales podem ser as suas implicaçons tácticas no contexto actual? Paga a pena alimentar a estratégia da tensom coa que o Estado tem tentado historicamente inducir comportamentos das redes do movimento? Aqui vam algumhas das qüestons, que nom esgotam nem moito menos o tema. A cada quem, embora, de engadir o qeu se lhe ocorrer. Que comece o debate daquela!
bjs
Tone
"mundus bluewin.ch" <mundus bluewin.ch> escribió:
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rapidissima improvisaçom para o dia da mátria....
bjs,
m.
O 25 de Julho e além
Achega-se o 25 de Julio. Para o galeguismo um momento de encontro, debate e desenho de estratégias de loita. Desde o colectivo editorial indymedia somos conscientes da importáncia que este momento tem e gostariamos de abrir este espaço editorial a um debate inteligente sobre o que pode ser a reivindicaçom galeguista hoje. Entendemos que nestes tempos globais conceitos como Estado, soberania, autodeterminaçom, etc tenhem mudado o seu significado, mas em quê medida? Para significar que outra cousa? Quales seriam, nesta redefiniçom do discurso galeguista (o discurso que reivindica a dignidade de nascer na Galiza), as possÃveis soluçons institucionais à qüestom nacional (independência, federalismo, etc.)? Quê significam em derradeira instáncia estes mesmos conceitos-soluçom e como se ligam aos conceitos que podem dar expressom hoje ao que segue a ser um feito (nascer na Galiza é nascer baixo umha forma de opressom que cómpre erradicar)? Quales podem ser os jeitos e ferramentas de loita mais atinados? Onde ubicar o recurso à violência? Quales podem ser as suas implicaçons tácticas no contexto actual? Paga a pena alimentar a estratégia da tensom coa que o Estado tem tentado historicamente inducir comportamentos das redes do movimento? Aqui vam algumhas das qüestons, que nom esgotam nem moito menos o tema. A cada quem, embora, de engadir o qeu se lhe ocorrer. Que comece o debate daquela!
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