[CMI Galiza] 29/30
Antón Gómez Reino Varela
zgenot yahoo.es
Quarta-Feira, 27 de Junho de 2007 - 02:47:43 PDT
se vos parece podemos adiar o editorial sobre a tortura para o marco do día 7 de julho e a marcha a Lama. Vos diredes?
Polo de agora as MariBolheras enviam este texto sobre a jornada de este fimde.
A intro é minha (bastante espesa como a néboa de esta manha...) é obviamente pode ser enmendada sem rubor ;-)
pd: havía que subi-lo quanto antes.
pd2: em quanto estejam as actividades do nucleo prekario para o fimde imos engadindo, nom?
---------------------------------------
A construçom revolucionaria é umha sutil conjugaçom de desejos e práticas. A concretizaçom do desordem das linhas forças da sociedade espectacular (capitalista) deve preceder a autoorganizaçom dos desejos. Neste marco de actuaçom este fim de semana volverá a ter lugar um evento (neste caso de dous días) no que tratarám de ponher-se em marcha revindicaçons radicais sobre os géneros, as sexualidades e a precarizaçom da existência.
A FAMÍLIA NUCLEAR É RADIACTIVA
Com motivo do 28 de Junho, dia da libertaçom de maricas, bolhos, bis, trans e outras dissidentes sexuais queremos realizar um exerciço de força, vida e desejo: na cidade da Corunha terá lugar umha manifestaçom, seguida dumha grande festa no Campo da lenha. Todo isto no marco dumhas jornadas mais amplas nas que diversas activistas e colectivos galegos explorarám as relaçons existentes entre sexualidades, géneros, mercado e precariedade.
O 28 de junho de 1969 a polícia irrompia no bar gai Stonewall Inn de Nova Iorque. A resistência a serem arrestados provocou umha revolta que se traduziu em vários dias de distúrbios, polícias e manifestantes feridos, dúzias de veículos policiais queimados e algo muito mais importante: o nascimento do movimento de libertaçom gai.
Stonewall foi umha revolta. Foi umha revolta, sobretodo, contra a suposta existência dumha sexualidade natural: a multitom de grupos activistas que surgirom ao calor daqueles meses tinham-no mui claro: queriam ir além; entendiam a sexualidade como um espaço permanentemente por reinventar mais alá das categorias de género ou opçom sexual; ligando isto a umha experiència mais ampla de libertaçom e de transformaçom radical da sociedade.
Frente às políticas de integraçom no regimem heteronormativo apostamos pola desobediência. A heterossexualidade nom é só umha mera opçom sexual: articula-se como um autêntico regimem político que se reproduze socialmente provocando exclussons e opressons significativas. A homofobia, a lesbofobia e a transfobia seguem vivas. As nenas marimachos e os nenos mariquitas seguem a sofrer abusos e vejaçons por parte dos seus companheiros nos colégios. Seguem a sofrer a violenta experiência dum desejo afectivo e sexual que nom encontra ligaçons no seu entorno. Abocad s ao abismo, à soidade e precariedade afectiva, ao suicídio.
Ademais, @s "diferentes" ,seguem a ser assasinad s em muitos lugares por desafiar as normas de género.
Mesmo em contextos como o nosso, onde os espaços de toleráncia ganhados nos últimos anos pareciam abrir novas vias para umha transformaçom e experimentaçom radical das sexualidades, emergem com força, por umha parte, as políticas homófobas e machistas da Nova Direita, em defessa dos "Valores Familiares". Por outra parte, o "gai" cristaliza como umha mera marca no mercado global, como umha forma de consumo sofisticada e cool. Queremos desvincular-nos da mercantilizaçom do "gai", do chamado dia do "orgulho", do euro rosa, dos desfiles comerciais sponsorizados por multinacionais, dos modelos neoliberais e classistas que nos tentam impór. Rechaçamos convocatórias como a do Europride em Madrid que, desde posturas acomodatícias e desideologizadas vendem-nos umha integraçom social ilusória em favor da nossa obediência e o nosso consumo. Reivindicamos umha diversidade de corpos e formas frente aos rígidos modelos publicitários, que encerram o desejo numha ditadura.
A heterossexualidade normativa, absolutamente onipresente em todo o social -educaçom, modelos, televisom, literatura, publicidade, etc- também está a provocar umha certa homonormatividade tolerada: aquela que simula os modelos de relaçom da hetero, o da parelha estável, monogámica, casada, consumidora e hipotecada. Plantejamos que hai outros modelos de vida, de afectos e prazeres.
As nossas sexualidades, sempre rechaçadas, anatemizadas, ridiculizadas, controladas, medicalizadas, ou "toleradas" som umha expressom de ingovernabilidade. E emergem com todas aquelas que sofrem estas ou outras formas de exclussom: mulheres, migrantes, precári s, sem papéis, discriminadas por qualquer causa: façamos causa comum, a sua normalidade é bem aburrida: nom deixemos as nossas vidas nas suas mans.
ligaçom ano passado (http://galiza.indymedia.org/gz/2006/06/7513.shtml)
Por que nom faltar? (http://galiza.indymedia.org/gz/2007/06/11544.shtml)
Maribolheras http://maribolheras.blog.com/
Lerchas http://lerchas.blogspot.com/
Mulheres Transgredindo http://mulheres.causaencantada.org/
Andaina http://www.andainamulleres.org/
directorio activista queer (http://galiza.indymedia.org/pt/2005/08/4379.shtml)
---------------------------------
¡Descubre una nueva forma de obtener respuestas a tus preguntas!
Entra en Yahoo! Respuestas.
-------------- próxima parte ----------
Um anexo em HTML foi limpo...
URL: http://lists.indymedia.org/pipermail/imc-galiza/attachments/20070627/4706a2b6/attachment.htm
Mais informações acerca da lista imc-galiza