[imc-portugaliza] ponto 2.8/2.9 princípios de funcionamento
noos fera
noosfera em ny.com
Domingo Abril 11 09:04:01 PDT 2004
olá
gostava de voltar a pedir @s membr em s do colectivo que considerássem a hipótese de, tal como vem pedido em http://docs.indymedia.org/view/Global/ImcWomynProposal , considerarmos se haverá consenso do colectivo em expressar por escrito a imtenção do CMI ptgz de combater nomeadamente a descriminação da mulher, as suas manifestações sintomáticas dentro da rede indymedia e, portanto, estimular activamente uma maior participação de companheiras tanto no open posting como nas listas de discussão e no manejo técnico dos assuntos relacionados com a manutenção do site.
a proposta é discutir-se (não só o problema da mulher):
A. How does the makeup of your collective reflect the diversity of the local community (e.g. in realtion to gender-, sexual-, spiritual-, and/or cultural-identity)?
digo já o que vejo, que somos todos mais ou menos:
branc em s, média -classe, idade dos 20 aos...quê?no máximo alguém terá 50, deve ter andado tudo no liceu ou semelhante, muitos fizeram a universidade ou estâo a fazê-la, tudo ateus ou pagã(o)s desportiv em s, na portugaliza para 13 homens temos 3 mulheres ( contei com a susana, não contei com a nahema (lilith), contei com o papaghaio e o camaleon apesar da situação ser dúbia) o que vem seja como for a dar à volta dos malfadados 20 por cento do costume para mulheres, acho eu, zero por cento para "estrangeir em s" e etnias (contando comigo e a minha avó tupi, zero vírgula qualquer coisa, havia ainda a considerar @s trisnet em s d em s cristã(o)s nov em s, mas que se lixe, isso somos tod em s), zero anciã(o)s, zero adolescentes, zero crianças, zero reclus em s (considerei o grupo reclus em s aparte por ser um grupo cujo acesso ao indymedia é mesmo muito difícil se não totalmente impossível).
B. If your group currently does not represent the diversity of the local community, particularly in relation to groups who are underrepresented in mainstream society and denied access to vehicles of expression, what steps will be taken to address this on an ongoing basis?
ouvi dizer que as crianças poderão vir a ter um indyzinho, não sei se era o Jó a brincar, eu achei a idéia excelente. Na medida do possível, vão aparecendo notícias que chamem a atenção para factos consumados da descriminação e violência contra a mulher aceites socialmente como normais e que têm de deixar de o ser.
não podemos ir buscar quaisquer grupos pelas orelhas e obrigá-los a passar a frequentadores dos cafés internet, mas se pudéssemos organizar uma distribuição sistemática daquilo que poderá vir a chamar-se indyzine nas prisões e iniciar uma campanha que chame a atenção para a necessidade humana d em s reclus em s terem hoje em dia acesso à net, seria óptimo.
C. What steps will be taken to involve individuals in workfields new to them? What measures will be taken to overcome a gendered work division?
Parece-me sintomático que eu, por exemplo, fuja bastante com o rabinho à seringa de tarefas que impliquem mexer com coisas técnicas e que ninguém insista comigo para o fazer. pela parte que me toca, acho que é importante mexer-me no sentido de equilibrar a minha contribuição técnica do site com a de todos os homens. às tantas vou precisar de ajuda. enfim, são coisas que é preciso verbalizar.
eu sei que é uma chatisse termos mais isto para discutir agora que se está a chegar ao fim da cantata, mas é importante.
e acho que era d'homem (eh eh) incluirmos quaisquer conclusões sobre uma acção activa nesse sentido aqui nesta parte, estou a por o carro à frente dos bois, mas faço também saber que sou subjectiva e sugiro já que digamos:
2.8 (Princípios de funcionamento)
>
>2.9 O CMI Portugaliza compromete-se com os seguintes princípios:
>- Trabalhar de forma não hierárquica;
>- Rejeitar todas as formas de discriminação e dominação
encetando acções que facilitem a participação no indymedia a grupos normalmente descriminados nos media mainstream e a uma participação equilibrada das mulheres.
>- Compreender que a luta por um mundo melhor toma várias formas. O enfoque do
>Indymedia Portugal é na política, nas acções e nas campanhas de base;
>- Não ter ligações a partidos políticos ou ONGs comprometidas com o poder
>(toda a gente é livre de pertencer ao colectivo, ao partido ou à ONG que
>quiser. O CMI não poderá, nunca, ser porta-voz desse colectivo, desse partido
>ou dessa ONG. É nesse sentido que não pode ter ligações. O CMI pode ter pessoas
>que militam em partidos. Não podem é estar no CMI como representantes do
>partido). Nenhuma pessoa que integre o CMI poderá actuar em sua representação
>sem o prévio consentimento do colectivo editorial.
>- Defender e promover uma sociedade livre e libertada. Consequentemente,
>defender a liberdade das redes de comunicação e informação, defender uma
>sociedade livre de patentes, defender e promover o uso de tecnologias não
>destrutivas e ao alcance de tod em s e defender o uso, em particular, de
>tecnologias de informação de fonte aberta.
>- Perceber que a pressão contra-informativa não levará, por si só, a uma
>mudança radical. Como colectivo, a nossa atitude é afirmativa
>e, onde necessário, confrontacional.
>Inerente aos meios de comunicação empresariais está uma forte tendência de
>defesa das estruturas do poder capitalista
e patriarcal,
sendo uma ferramenta
>importantíssima na propagação destas estruturas por todo o mundo. Ao contrário
>deles, que tentam esconder essa tendência, o CMI Portugaliza não pretende
>atingir uma posição objectiva e imparcial: nós fazemos saber que somos
>subjectiv em s.
beijos
noosfera
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