[imc-portugaliza] sobre as cuestiões de género/ diversidade cultural
strafwetboek
strafwetboek em causaencantada.org
Domingo Abril 11 11:44:18 PDT 2004
noos fera wrote:
> olá
>
> gostava de voltar a pedir @s membr em s do colectivo que considerássem a
> hipótese de, tal como vem pedido em
> http://docs.indymedia.org/view/Global/ImcWomynProposal , considerarmos
> se haverá consenso do colectivo em expressar por escrito a imtenção do
> CMI ptgz de combater nomeadamente a descriminação da mulher, as suas
> manifestações sintomáticas dentro da rede indymedia e, portanto,
> estimular activamente uma maior participação de companheiras tanto no
> open posting como nas listas de discussão e no manejo técnico dos
> assuntos relacionados com a manutenção do site.
>
ah, noosfera! foi como telepatía então! eu acabo de enviar umha
correcção do texto refundido no que apelaba a vosa iniciativa para esta
questião ser incluída no próximo encontro de Vigo, pero será óptimo se
conseguimos resolver a través da lista! alégrame ver que esa iniciativa
existe, espero que se extenda ao resto das mulheres do colectivo! eu
quero contribuir a esta discusão dende máis de um ángulo.
em primeiro lugar é preciso indicar que a proposta de incluir estas tres
perguntas para ser discutidas no proceso de formação de novos CMI foi
proposta, discutida e finalmente aprobada o 21 de marzo de 2004 em
auséncia de bloqueios e com um grande apoio colectivo. este foi um
longo proceso que comezou coa posta em marcha da lista imc-womyn em 2001
e agora forma parte do proceso que todo novo CMI debe acometer para a
súa integração na rede Indymedia. Máis informação sobre a proposta em
portugués aquí:
http://docs.indymedia.org/view/Global/ImcWomynparaNewIMC
aclarado esto vou aportar a traducção desas perguntas para o portugués
como comentário á aportação da noosfera, para facilitar a involucração
de personas do colectivo a esta discussão
> a proposta é discutir-se (não só o problema da mulher):
>
> A. How does the makeup of your collective reflect the diversity of the
> local community (e.g. in realtion to gender-, sexual-, spiritual-,
> and/or cultural-identity)?
Como a formação do seu coletivo reflete a diversidade da sua comunidade
local (por exemplo, em relação à gênero, raça/etnia, sexualidade,
identidade cultural)?
>
> digo já o que vejo, que somos todos mais ou menos:
> branc em s, média -classe, idade dos 20 aos...quê?no máximo alguém terá
> 50, deve ter andado tudo no liceu ou semelhante, muitos fizeram a
> universidade ou estâo a fazê-la, tudo ateus ou pagã(o)s desportiv em s,
> na portugaliza para 13 homens temos 3 mulheres ( contei com a susana,
> não contei com a nahema (lilith), contei com o papaghaio e o camaleon
> apesar da situação ser dúbia) o que vem seja como for a dar à volta
> dos malfadados 20 por cento do costume para mulheres, acho eu, zero
> por cento para "estrangeir em s" e etnias (contando comigo e a minha avó
> tupi, zero vírgula qualquer coisa, havia ainda a considerar @s
> trisnet em s d em s cristã(o)s nov em s, mas que se lixe, isso somos tod em s),
> zero anciã(o)s, zero adolescentes, zero crianças, zero reclus em s
> (considerei o grupo reclus em s aparte por ser um grupo cujo acesso ao
> indymedia é mesmo muito dif&iac ute;cil se não totalmente impossível).
>
Acho que sería tão injusto não contar coa presença da Zélia do nodo
galego -que já mostrou interese em participar no encontro de Vigo- como
incorrecto contar no lado dos homems ás personas que decidirom não
continuar neste momento no colectivo, pese aos apelos que por activa e
por pasiva fixemo a maior parte de nós para que continuaram. Pendente
únicamente da análise que o papaghaio comprometeu para esta semana que
já acaba, concordo asim na descrição da -auséncia de- diversidade
presente no colectivo que fai a noosfera em resposta a esa pergunta,
agás nas porcentaxes que, atendendo a esta correcção, sitúam a presença
feminina -não necesariamente feminista- máis cerca do 40% que dese 20%
inicial que eu também atoparía insuficiente de ser o caso.
> B. If your group currently does not represent the diversity of the
> local community, particularly in relation to groups who are
> underrepresented in mainstream society and denied access to vehicles
> of expression, what steps will be taken to address this on an ongoing
> basis?
>
b) Se o teu grupo actualmente non representa a diversidade da comunidade
local, particularmente en relación aos grupos com caréncias de
representação na sociedade de masas e lhes sejam denegado o acceso ás
canles de expressão, qué pasos serão dados para resolver esto num
sentido continuado?
> ouvi dizer que as crianças poderão vir a ter um indyzinho, não sei se
> era o Jó a brincar, eu achei a idéia excelente. Na medida do possível,
> vão aparecendo notícias que chamem a atenção para factos consumados da
> descriminação e violência contra a mulher aceites socialmente como
> normais e que têm de deixar de o ser.
>
> não podemos ir buscar quaisquer grupos pelas orelhas e obrigá-los a
> passar a frequentadores dos cafés internet, mas se pudéssemos
> organizar uma distribuição sistemática daquilo que poderá vir a
> chamar-se indyzine nas prisões e iniciar uma campanha que chame a
> atenção para a necessidade humana d em s reclus em s terem hoje em dia
> acesso à net, seria óptimo.
>
é muito importante, ou así o entendo eu, ponher de releváncia a presença
das crianças, em tanto que condicionam á mulher sempre -alomenos a fase
que precede ao parto esige esa involucração directa na maior parte dos
casos- e aos homems em algumhas ocasiões, na súa involucração na
indymedia. máis acho que deberá ser iniciativa das mulheres cómo
incorporar ás crianças aos nosos procesos... a idea dum indyzinho ou
simplesmente preparar os nosos encontros tendo em conta a participação
neles das nosas crianças são bos pontos de partida. acho que integrar ás
crianças no Indymedia é um bó jeito de integrar ás mulheres coas súas
necesidades e realidades específicas também.
mas existem outras minorías culturais que formam parte do noso entorno,
e cara cuja integração deberíamos dar pasos. a poboação reclusa é um
caso paradigmático ja que a privação de liberdade implica também a
limitação das súas comunicações, o que inclúe á internet. pero existem
outras poboações presentes na nosa sociedade, com limitações menos
visíbeis pero igualmente discriminatórias que merecem ser postas em
consideração neste ponto.
no caso galego, as comunidades gitanas e recentemente as comunidades
formadas por personas das que conforman os novos flujos de migração
estão moi presentes na nosa sociedade. é especialmente relevante o caso
dos "emigrantes retornados", em especial personas argentinas e uruguayas
descendentes dos galegos das migrações masivas que situarom a grande
parte da nosa população no exterior. tanto estas nacentes comunidades,
como as que aínda existem no sul de america e nas cidades industriais de
centroeuropa e da península ibérica sumam umha terça parte da população
galega que tem em comúm graves caréncias para o acceso á tecnología que
permite participar no projecto. debemos involucrarnos na reparação
destas caréncias facendo uso de tecnologías que as tenham em conta e
participando nos procesos globais que tendem a superar as desigualdades;
estou convencido de que a participação nas discusões que tenhem lugar
nesta lista é umha forma de facelo.
máis alá desto deberemos ter em conta que as personas que formam parte
destas minorías só tenhem a posibilidade real de participar no noso
projecto facendo uso do único galego ao que podem ter acceso, que é o
que se corresponde coa actual normativa de concordia, empregada para a
escolarização e alfabetização para a totalidade da população galega. é
preciso comprender que as distintas variantes do portugués são
utilizadas na galiza polas elites intelectualizadas e significativamente
politizadas no ámbito do independentismo nos seus diversos graos.
facilitar o acceso ao Indymedia a estas comunidades discriminadas
implica disponibilizar os nosos recursos também nesa normativa, sem
esquezer involucralos no objectivo dumha futura norma galego-portuguesa
no que deberíamos implicarnos tanto galegos coma portugueses. mesmo é
posibel entender á cultura galega como umha população minorizada e que
forma parte desa diversidade; então é preciso ter en conta que a
sociedade galega se expresa nese galego de concórdia que sendo tão
artificial como calquera outra norma, é o que de facto utilizam a maior
parte das expresões culturais, económicas, políticas e sociais da
Galiza. do contrario estaremos convertindo ao nodo galego numha
abstração teórica que por dar prioridade a reflejar projecções teóricas
e políticas de futuro, impedirám reflejar nel a realidade social galega
e impedirão também incorporá a nosa esência e a nosa história aos flujos
transnacionais de comunicaçao alternativa que se fortalecem coa diversidade.
> C. What steps will be taken to involve individuals in workfields new
> to them? What measures will be taken to overcome a gendered work
> division?
>
c) Qué pasos serão dados para involucrar á gente nas áreas de trabalho
que lhes sejam desconhecidas? Qué medidas serão tomadas para superar a
divisão do trabalho por géneros?
> Parece-me sintomático que eu, por exemplo, fuja bastante com o rabinho
> à seringa de tarefas que impliquem mexer com coisas técnicas e que
> ninguém insista comigo para o fazer. pela parte que me toca, acho que
> é importante mexer-me no sentido de equilibrar a minha contribuição
> técnica do site com a de todos os homens. às tantas vou precisar de
> ajuda. enfim, são coisas que é preciso verbalizar.
>
> eu sei que é uma chatisse termos mais isto para discutir agora que se
> está a chegar ao fim da cantata, mas é importante.
>
> e acho que era d'homem (eh eh) incluirmos quaisquer conclusões sobre
> uma acção activa nesse sentido aqui nesta parte, estou a por o carro à
> frente dos bois, mas faço também saber que sou subjectiva e sugiro já
> que digamos:
> 2.8 (Princípios de funcionamento)
> >
> >2.9 O CMI Portugaliza compromete-se com os seguintes princípios:
> >- Trabalhar de forma não hierárquica;
> >- Rejeitar todas as formas de discriminação e dominação
>
>
> encetando acções que facilitem a participação no indymedia a grupos
> normalmente descriminados nos media mainstream e a uma participação
> equilibrada das mulheres.
>
>
>
>
> >- Compreender que a luta por um mundo melhor toma várias formas. O
> enfoque do
> >Indymedia Portugal é na política, nas acções e nas campanhas de base;
> >- Não ter ligações a partidos políticos ou ONGs comprometidas com o
> poder
> >(toda a gente é livre de pertencer ao colectivo, ao partido ou à ONG que
> >quiser. O CMI não poderá, nunca, ser porta-voz desse colectivo, desse
> partido
> >ou dessa ONG. É nesse sentido que não pode ter ligações. O CMI pode
> ter pessoas
> >que militam em partidos. Não podem é estar no CMI como representantes do
> >partido). Nenhuma pessoa que integre o CMI poderá actuar em sua
> representação
> >sem o prévio consentimento do colectivo editorial.
> >- Defender e promover uma sociedade livre e libertada. Consequentemente,
> >defender a liberdade das redes de comunicação e informação, defender uma
> >sociedade livre de patentes, defender e promover o uso de tecnologias
> não
> >destrutivas e ao alcance de tod em s e defender o uso, em particular, de
> >tecnologias de informação de fonte aberta.
> >- Perceber que a pressão contra-informativa não levará, por si só, a uma
> >mudança radical. Como colectivo, a nossa atitude é afirmativa
> >e, onde necessário, confrontacional.
> >Inerente aos meios de comunicação empresariais está uma forte
> tendência de
> >defesa das estruturas do poder capitalista
>
> e patriarcal,
>
>
> sendo uma ferramenta
> >importantíssima na propagação destas estruturas por todo o mundo. Ao
> contrário
> >deles, que tentam esconder essa tendência, o CMI Portugaliza não
> pretende
> >atingir uma posição objectiva e imparcial: nós fazemos saber que somos
> >subjectiv em s.
>
eu acho que o primeiro paso debe ser o compromiso de incluír algumha
conclusão desta discusão nos textos de presentação do colectivo, quizá
as que acaba de proponher a noosfera, ou as que resultem desta posta em
comum.
um segundo paso debería ser obter o compromiso das mulheres de se
involucrar naquelas áreas que requiram um entrenamento ou umha
adquisição de conhecementos, em especial nas áreas técnicas, que acho
que os homems estaremos encantados de compartir.
em calquera caso estas são as minhas aportações, que não querem ser
outra cousa que umha invitação a continuar esta posta em comum.
PS: envío também esta mensagem para a lista galega, posto que algumhas
personas -como a mesma Zélia- aínda não estão inscritas na lista comúm
portugalega. acho que esta é umha excelente ocasião para normalizar a
situação de inscrição nas listas de ambos colectivos.
Mais detalhes sobre a lista de discussão Imc-portugaliza