[New-imc] (OFF) BOLSAS DE ESTUDOS PARA ENSINO MÉDIO (Inscriçoes prorrogadas)

Oto Ricardo Alves nefandi at gmail.com
Sat Dec 9 21:32:37 PST 2006


Peço desculpas por invadir sua caixa postal (principalmente se voce ja viu
esse e-mail), mas acho que o assunto vale a pena.

Gostaria de divulgar uma iniciativa que já existe há muitos anos no Brasil,
mas que pouquíssimas pessoas conhecem. São bolsas de estudo integrais para
estudar em escolas internacionais no exterior para jovens no Ensino Médio,
sendo que nao é necessario domínio prévio de nenhuma língua estrangeira.

Os Colégios do Mundo Unido (ou United World Colleges, em inglês) oferecem
bolsas de estudos no exterior para os 2 últimos anos do ensino médio. São
poucas bolsas (em média 5 por ano), mas os vencedores do processo de seleção
realmente recebem bolsas integrais para estudar em escolas fantásticas.

Nos colégios do UWC, cerca de 200 estudantes originários de aproximadamente
80 países têm uma oportunidade privilegiada de estudar e viver em um
ambiente verdadeiramente multicultural. São 11 escolas em vários países do
mundo: EUA, Canadá, Índia, Itália, Reino Unido, entre diversos outros.

Maiores informações estão disponíveis no site da organização: *
www.br.uwc.org* <http://www.br.uwc.org/>

O prazo de inscrição para as seleções deste ano (para estudar no ano que
vem) foi prorrogado e encerra-se em *15/12/2006*. Logo ainda há uma semana
para se inscrever! As inscrições estão abertas para estudantes que estejam
cursando o primeiro ano do Ensino Médio.

Por favor, ajudem a divulgar esta iniciativa, pois muitas pessoas não a
conhecem e é realmente algo muito bacana!

Obrigado,

Oto Ricardo, atual aluno do United World College Costa Rica e voluntário do
Comitê Brasileiro dos UWCs

Abaixo:

*Matéria no Centro de Mídia Independente do Brasil

Carta Padrão para diretores de escola (seleção 2007-2009)

*Matéria na Folha de São Paulo

Estão desatualizadas pois não incluem os 2 novos colégios da UWC:

United World College Costa Rica

United World College- International Baccalaureate´s Initiative in
Bosnia-Herzegovina

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/11/339625.shtml
*

Oportunidade para bolsa de estudo internacional
*Por LUCIANO MÁXIMO 29/11/2005 às 00:55 *

Organização internacional United World Colleges oferece bolsas de estudo no
exterior para alunos do ensino médio do mundo inteiro. Promover a paz e a
compreensão entre os povos por meio da educação e do convívio internacional
são as principais motivações do programa
*

Vão até esta sexta-feira, 2 de dezembro, as inscrições para as bolsas de
estudo no exterior dos United World Colleges – UWC (Colégios do Mundo
Unido). Trata-se uma estrutura de escolas que promove a paz e a compreensão
entre os povos por meio da educação e do convívio internacional, baseados em
experiências compartilhadas, serviços comunitários e na formação de cidadãos
responsáveis e compromissados com vários ideais. Anualmente, cerca de mil
jovens de 150 países são selecionados para seguir seus estudos nos dez
colégios da rede em todo o mundo. Cada unidade é desenhada especialmente
para receber, por dois anos, estudantes entre 16 e 19 anos, sem distinção de
raça, religião, orientação política ou situação econômica. O currículo da
bolsa – o Bacharelado Internacional – é reconhecido mundialmente como um
rigoroso curso pré-universitário, e no Brasil equivale à conclusão do ensino
médio. De três a cinco brasileiros são selecionados a cada ano. As bolsas
são válidas para todos aluno da rede pública ou particular. O principal
critério concorrer às bolsas das turmas 2006-2008 é ter entre 15 e 18 anos e
estar concluindo o primeiro ano do ensino médio em 2005.

Os Colégios do Mundo Unido é um movimento idealista e sem fins-lucrativos,
voltado para a criação de um mundo melhor, englobando todas as religiões e
ideologias e buscando a compreensão das diferenças. O movimento foi criado
por educadores europeus progressistas no final dos anos 1950, em plena
Guerra Fria, com a inauguração da primeira escola, no País de Gales, o
United World College of the Atlantic, em 1962. Hoje a rede está presente
também no Canadá, Cingapura, Estados Unidos, Hong Kong, Índia, Itália,
Noruega, Suazilândia e Venezuela. Nomes como Príncipe Charles, a prêmio
Nobel em Medicina, em 1986, Rita Levi e os atuais presidentes do movimento,
Nelson Mandela e a rainha Noor, da Jordânia, dão respaldo ao projeto,
sustentado por doações e investimentos de ex-alunos, empresas e governos de
todo o mundo. Até hoje, 25 mil estudantes secundaristas se formaram pelos
UWC, que hoje formam uma rede internacional de amigos, responsável por
divulgar o projeto. De acordo com dados do UWC, 90% dos alunos concluíram a
universidade e 50% têm pós-graduação. O programa incentiva os participantes
a voltarem para seus países para continuarem os estudos. "Assim, eles podem
contribuir com o desenvolvimento de seus próprios países", informa o site *
www.uwc.org* <http://www.uwc.org/>.

No Brasil, por causa da falta de informação melhor articulada, o projeto
acabou se elitizando, com vantagem a alunos das melhores escolas
particulares do País. Por ser conhecido por poucos privilegiados, muitas
pessoas chegam até a desconfiar. "Aí tem coisa. Ser bancado para ir estudar
na Índia ou na Itália? Muita gente pensa que seja tudo muito bom para ser
verdade e acaba deixando uma oportunidade única passar", afirma Paulinho
Fávero Gomes, de 20 anos, estudante de Artes Plásticas da Universidade de
São Paulo. Ele passou dois anos, entre 2001 e 2003, no colégio Red Cross
Nordic, em Flekke, uma pequena aldeia de 500 habitantes localizada entre
montanhas e fiordes a uns 500 quilômetros de Bergen, a segunda maior cidade
da Noruega. Ele ficou sabendo da oportunidade casualmente, por meio da irmã
de sua namorada, que tinha ganhado a bolsa para estudar na Itália alguns
anos antes. Ele se interessou e foi atrás de mais informações. "Adorei a
idéia. Passei a ficha de inscrição para os meus pais assinarem, sem entrar
muito em detalhes, e fui até os Correios para enviá-la. Nunca tinha enviado
uma carta sequer antes disso", lembra. Ele sempre sonhou em viajar, conhecer
o mundo. Teve alguns amigos da escola Nossa Senhora das Graças, na zona Sul
de São Paulo, que participaram de intercâmbios internacionais, mas nunca
chegou a cogitar a idéia. Sairia caro demais. "É até engraçado, no fim da
história, dois anos estudando na Noruega saíram mais baratos do que no
Brasil."

Conversando com Paulinho é possível perceber, logo de cara, o quanto essa
experiência marcou sua vida, seja no seu jeito de falar sobre vários
assuntos ou num certo brilho em seu olhar. "Trocar de país e cultura, deixar
amigos e família, aprender a se relacionar de maneira diferente, ganhar
independência, passar a ser o único responsável por minhas ações e decisões:
tudo isso foi muito transformador", conta. Além de aproveitar as férias para
viajar pela Europa, ele estava o tempo todo conhecendo o mundo inteiro nos
limites do próprio campus, graças ao convívio com seus novos amigos: "no
primeiro ano dividia o quarto com um búlgaro, um norueguês e um aluno do
Cazaquistão e outro de Botsuana; no segundo ano estiveram comigo um
americano, um servo, um colombiano e um sudanês." Mas o contato com uma
realidade diferente não foi tudo que Paulinho teve que encarar. Nesses dois
anos de bolsa, ele se esforçou e estudou muito para não ficar para trás,
principalmente por causa do idioma. O inglês é a língua usada nas aulas e
atividades dos colégios. No processo seletivo brasileiro, no entanto, a
língua inglesa não é considerada como critério de classificação. "O curso é
academicamente muito puxado. O inglês legal ajuda; mas é relativo, vi gente
chegar falando só 'yes' e 'no' e passar nas provas e se dar muito bem. O
melhor mesmo foi poder estudar aquilo que sempre quis", diz ele, que optou
por Inglês, Português, Matemática, Filosofia, Artes e Meio Ambiente.
Diferente do sistema brasileiro, o currículo do Bacharelado Internacional
dos UWC é amplo e flexível, com bastante peso nas atividades
extracurriculares – muitas vezes organizadas pelos próprios estudantes. O
aluno escolhe apenas seis matérias da grade.

Ana Waksberg Guerrini, de 26 anos, foi aluna dos Colégios do Mundo Unido do
Canadá entre os anos de 1995 e 1997. Conheceu o programa de bolsas na
7.ªsérie, quando seus pais lhe mostraram uma reportagem. Ficou
interessada,
ainda assim era muito cedo. Em 1994, quando cursava o 1° ano do ensino
médio, o comitê organizador do projeto, composto por ex-alunos, passou por
seu colégio, o Santa Cruz, em São Paulo, para divulgação. "Era um desafio.
Eu queria muito aproveitar a oportunidade, mas ao mesmo tempo tinha muito
medo. Acabei participando do processo seletivo e levando a bolsa e o medo
continuou. O que eu sentia era um misto de alegria e medo", lembra.
Tratava-se de uma apreensão normal, um frio na barriga por estar passando
por mudanças decisivas. Essa sensação não foi além da primeira semana entre
os novos amigos e professores do novo colégio. "Foram me buscar no
aeroporto, a maioria dos professores vive no campus e a estrutura do projeto
me tranqüilizou bastante, o suporte é muito grande".

Atualmente, Ana trabalha na área de tecnologia da Prefeitura de São Paulo.
Ela se formou em Economia e tem o currículo marcado por algumas experiências
profissionais no exterior. Ao refletir sobre seus momentos como bolsista dos
UWC, ela reconhece o peso da experiência em sua vida – profissional e
pessoal: "Perdi o medo e passei correr atrás das coisas e a me relacionar
bem com qualquer tipo de pessoa".

PROCESSO SELETIVO
Mesmo pouco conhecido, o programa de bolsas do UWC é bastante disputado no
Brasil. Cerca de 300/400 alunos se inscrevem anualmente para concorrer por
no máximo cinco oportunidades. Uma média de 80 candidatos por vaga. O
processo seletivo é composto de três fases: uma prova, no modelo vestibular,
com o conteúdo do ensino fundamental e muitas questões sobre conhecimento
geral e atualidades, além de uma redação e uma dissertação; Os 30 candidatos
melhor avaliados passam, em seguida, por uma entrevista, realizada por
psicólogos e ex-bolsistas do projeto; A última fase é um convívio de dois
dias com 12 finalistas e seis membros do comitê organizador num sítio no
interior de São Paulo, onde são desenvolvidas dinâmicas, oficinas e várias
atividades em grupo.

"Foi meu primeiro 'vestibularzinho', estar sentado ali com outras pessoas,
sob pressão, com o tempo passando. Mas a prova não é muito difícil. Me
preparei um pouco, o que já eu tinha estudado no colégio me ajudou muito e
também procurei ler bastante jornal e revista, ficar informado", lembra
Paulinho Fávero Gomes. Ana Guerrini concorda: "não é preciso se desesperar,
não tem nenhuma fórmula 'decoreba', a prova serve só para testar o
conhecimento do candidato e ver se ele está antenado com o que acontece em
torno dele", afirma. Por isso informação e sede por informação são critérios
importantes. "O candidato que está mesmo a fim tem que ler jornal, conhecer
o mundo ou estar bem interessado. O essencial mesmo é estar aberto,
participar, perguntar, querer ouvir e aprender", explica Ana. Ela destacou
ainda que um jovem engajado, preocupado com questões sociais e ativo, seja
na escola, no bairro, na rua, tem boas chances. Além desses conselhos, que
valem para todas as etapas do processo seletivo, Paulinho dá uma outra dica,
que o ajudou muito a ser escolhido: "não adianta tentar ser melhor do que a
gente realmente é, não adianta bancar o 'politicamente correto'. Acho que me
escolheram porque durante todo o processo eu tentei sempre ser eu mesmo".

SERVIÇO
Os interessados precisam ter entre 15 e 18 anos e estar cursando o primeiro
ano do ensino médio neste ano. As inscrições vão até a próxima sexta-feira,
2 de dezembro. O processo de seleção é composto por três fases: todos os
inscritos fazem uma prova, no modelo vestibular, com uma redação e uma
dissertação; em seguida, 30 candidatos são selecionados para uma entrevista;
a última etapa envolve um convívio de dois dias com jogos e dinâmicas
avaliativos com 12 finalistas. A ficha de inscrição, que deve ser assinada
pelos pais ou responsáveis e pelo diretor da escola, está à disposição na
versão brasileira do site dos United World Colleges (
*www.br.uwc.org.br*<http://www.br.uwc.org.br/>),
onde outros dados sobre o movimento no Brasil também podem ser obtidos. O
site principal ( *www.uwc.org* <http://www.uwc.org/>), em inglês, apresenta
informações completas, e links aos dez colégios da rede estão disponíveis.

Luciano Máximo é jornalista

Email::
*lucianolibera at libero.it* <lucianolibera at libero.it>

Processo de seleção para bolsas completas de estudo

para escolas em 12 países

Prezado(a) Senhor(a),

A UWC (United World Colleges, ou Colégios do Mundo Unido) é uma associação
sem fins-lucrativos que compreende onze escolas de ensino médio localizadas
em onze países do mundo (Estados Unidos, Itália, Canadá, Índia, Noruega,
País de Gales, Venezuela, Suazilândia, Hong Kong, Cingapura e Costa Rica).
Em cada escola, estudantes e professores de mais de 100 nacionalidades e
etnias, representando as mais variadas raças, culturas, religiões e
orientações políticas, convivem em um ambiente desenvolvido com o intuito de
promover a paz e a compreensão entre os povos por meio da educação. Todo
ano, alunos brasileiros do primeiro ano do ensino médio são selecionados por
um comitê nacional formado por ex-alunos das escolas UWC. Os selecionados
(de dois e a cinco alunos por ano, de escolas públicas e particulares)
recebem bolsas de *estudo* para realizar os dois últimos anos de ensino
médio em uma *das* escolas da UWC.* *Atualmente, o presidente do Conselho
Internacional da UWC é Nelson Mandela. A presidente da UWC é a rainha Noor,
da Jordânia. Mikhail Gorbachev, ex-presidente da União Soviética, é o
patrono do comitê russo da organização.

As bolsas de estudo

Desde 1974, a Associação UWC do Brasil oferece

bolsas de estudo para estudantes brasileiros. Vimos solicitar sua
colaboração para a divulgação do processo de seleção de 2007 na sua escola.
As bolsas são para o período de setembro de 2007 a maio de 2009 e cobrem as
anuidades escolares, livros, alojamento, alimentação, atividades esportivas
e artísticas. Despesas pessoais e passagens aéreas deverão correr por conta
do próprio candidato. Contudo, ficando comprovada a impossibilidade de arcar
com tais despesas, a Associação UWC fará o possível para auxiliar o aluno
também com estes custos.

Não é possível à Associação manter um número mínimo de bolsas todo ano, uma
vez que a quantidade destas depende de financiamentos externos e da campanha
de fundos realizada no Brasil. Nos últimos anos, temos oferecido uma média
de quatro bolsas por ano. Os colégios são conhecidos no mundo inteiro e
possibilitam aos alunos (todos bolsistas) trocar experiências *com as* mais
diversas culturas. O currículo seguido é o Bacharelado Internacional,
reconhecido e prestigiado mundialmente. No Brasil, equivale à conclusão do
ensino médio. As aulas são em inglês, mas não é necessário o conhecimento
prévio da língua para se candidatar a uma bolsa.

Todos os colégios combinam um currículo acadêmico de alto nível com um
programa de atividades desportivas (vela, montanhismo, mergulho etc),
artísticas (coral, fotografia, teatro, tecelagem etc.) e de serviços
comunitários (visita a asilos, auxílio no resgate florestal, esportes com
deficientes etc) que incentivam o trabalho em equipe, a criatividade e a
responsabilidade.

A participação de sua escola no processo de seleção

As inscrições estão abertas a qualquer aluno interessado no programa. Não é
necessária uma seleção interna em sua escola, mas pedimos que seja feita uma
divulgação do processo nacional de seleção, bem como do programa e das
características dos colégios. Em anexo, encontram-se: ficha de inscrição,
detalhamento do processo de seleção e um cartaz para divulgação.

Para se inscrever, o candidato poderá acessar o site
*www.br.uwc.org*<http://www.br.uwc.org/>e seguir as instruções online.
Alternativamente, caso o
**candidato não tenha acesso à Internet, basta tirar uma cópia da ficha de
inscrição em anexo e enviá-la para o endereço abaixo até o dia

15/12/2006 (data do carimbo postal no envelope) , juntamente com o
comprovante de pagamento de R$ 15, ou o pedido de

isenção devidamente justificado. Este pagamento serve tão somente para a
cobertura de custos do processo nacional de seleção.

Inscrições após a data limite não serão consideradas.

Endereço para o envio da inscrição:

UWC Brasil - Seleção 2007

Av. São Luis, 50 - Cj. 281-A, 28o andar

CEP 01046-926 - São Paulo - SP
*

ASSOCIAÇÃO UNITED WORLD COLLEGES DO BRASIL

Av. São Luis, 50 cj. 281-A 28º andar

CEP 01046-926 São Paulo - SP

**www.br.uwc.org* <http://www.br.uwc.org/>*

**info at br.uwc.org* <info at br.uwc.org> *

http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u117.shtml
*
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