[www-pt] [traduzir] (espanhol/ingles) X PARADA DO ORGULHO GLBT DE SAO PAULO VAI PRA RUA

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Segunda Junho 19 09:30:37 PDT 2006


  X PARADA DO ORGULHO GLBT DE SÃO PAULO VAI PRA RUA
  
  Foram dois meses de intensa negociação, com impedimentos das mais
  diversas formas da Prefeitura da Cidade de São Paulo para tomar o
  controle da Parada. Há a 35 dias da manifestação, a Associação da
  Parada foi obrigada a assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para
  ter a sua realização autorizada. Esse termo dificulta a realização das
  próximas Paradas na Paulista, responsabiliza a Associação da Parada
  pela limpeza das vias públicas e estabelece multa de R$ 30.000,00 para
  qualquer infração de horários ou termo descumprido do TAC. A
  Prefeitura chegou à ameaçar que assumiria todas as responsabilidades
  contidas no TAC com a ajuda de empresários, numa clara tentantiva de
  assumir o controle político da Parada.
  
  Assinado o TAC pela Associação, a CET (Companhia de Engenharia de
  Tráfego) ainda tentou impedir a Parada cobrando uma taxa de
  aproximadamente R$ 80.000,00 para a sua realização, que ainda não foi
  flexibilizada e deve custar muito trabalho aos organizadores, que não
  têm recursos para o pagamento da mesma e devem agir judicialmente
  nesse sentido. Mesmo assim, a Parada saiu, com o tema "Homofobia é
  Crime: Direitos Sexuais são Direitos Humanos!", e reuniu cerca de 2,5
  milhões de pessoas, cumprindo o que foi estabelecido por meio do TAC,
  com a colaboração da comunidade GLBT, que se mostrou solidária durante
  toda a Parada. Quem não cumpriu o estabelecido foi a Prefeitura: ao
  invés de garantir o mínimo de efetivo de segurança e atendimento
  médico necessário e solicitado inúmeras vezes pelos organizadores, a
  prefeitura preferiu investir recursos num trio elétrico da sua
  Coordenadoria da Diversidade Sexual, numa área VIP com 2 TVs de 42", e
  num palco utilizado pela imprensa, sendo que ambos não foram sequer
  comunicados à organização. Os próprios voluntários da Associação da
  Parada se desdobravam, a certa altura, para auxiliar as poucas
  ambulâncias a prestar primeiros-socorros para quem passava mal durante
  a manifestação.
  
  Terminada a Parada, continua uma relação conflituosa com a Prefeitura
  de São Paulo que, na mesma linha que vêm seguindo, negando o direito à
  cidade e a ocupação legítima do espaço público, já declarou que "não
  deve haver mais parada na Av. Paulista". Parece que não vai ser tão
  fácil assim: a Parada saiu aos gritos de "A Paulista é nossa",
  mostrando a disposição da comunidade GLBT em continuar ocupando os
  espaços públicos.
  
  Fotos::Políticos e sociedade civil abrem 10ª Parada GLBT 
  Fotos Parada do Orgulho GLBT
  
  Link do artigo:
  http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/06/356068.shtml



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