[traduzir] (espanhol/ingles) ESPECULACAO IMOBILIARIA QUER TIRAR ULTIMAS POPULACÕES INDIGENAS DO DF

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Domingo Janeiro 27 04:31:22 PST 2008


  ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA QUER TIRAR ÚLTIMAS POPULAÇÕES INDÍGENAS DO DF
  
  O Governo do Distrito Federal, na voz de José Roberto Arruda (o
  Arruda, do painel eletrônico da Câmara) e de seu vice Paulo Octávio,
  pretendem despejar a comunidade indígena Santuário Sagrado dos Pajés
  para a construção do chamado Setor Noroeste, um bairro voltado para a
  classe alta. Toda a região do DF tradicionalmente era ponto de
  trânsito e encontro de diversas etnias, como os Guajajara, Pataxó,
  Guarani, Tupinambá, Krahô, Mapuche. Atualmente no local vivem
  representantes das etnias Fulni-ô, Kariri-Xocó, Korubo e Kariri-Tuxá,
  estabelecendo uma conexão espiritual com a terra que é imensurável.
  Além disso, na localidade está localizada a última mata nativa
  preservada de Brasília.
  
  Toda esta riqueza cultural está ameaçada. A especulação imobiliária do
  Distrito Federal hoje fala pela voz dos governador e seu vice, José
  Roberto Arruda e Paulo Octávio respectivamente. Nestes dois anos de
  governo fizeram inúmeras derrubadas nas localidades mais humildes da
  capital e favorecem como podem o mercado imobiliário que fazem parte.
  Paulo Octávio, é dono de uma das maiores construtoras da cidade a
  "Paulooctávio", que infla a cidade com outdoors com marketing
  ambiental barato. O dois jornais de maiores circulação em Brasília, o
  Correio Braziliense e o Jornal de Brasília (vinculado a Paulo
  Octávio), fazem suas matérias semanais sobre a construção do setor
  noroeste utilizando somente fontes aliadas da especulação imobiliária
  e descriminam como podem os indígenas. A reboque, Globo, SBT e Record
  repetem suas palavras.
  
  Segundo o governador Arruda: "há quem ache que não deveríamos
  construir o Setor Noroeste para continuarem morando os índios. Óbvio
  que esta não é a minha opinião". O bairro é destinado a classe alta do
  país e o metro quadrado pode custar no início 6 mil reais. Serão mais
  de 100 mil pessoas, 200 carros a mais e umas selva de pedras que
  prejudicará mais ainda Brasília na época tão sofrida da seca. Não há
  motivos para sua construção pois, segundo o IBGE há mais de 53 mil
  imóveis não ocupados por opção dos próprios moradores dado que
  comprova a forte especulação imobiliária da capital.
  
  Editoriais anteriores: Governo Arruda desaloja 300 famílias na
  Estrutural  Santuário Indígena ameaçado pela especulação
  imobiliária de Brasília
  
  Saiba mais: Comunicado da Radiola
  
  O Santuário não se Move
  
  Link do artigo:
  http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/01/410445.shtml



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