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Quinta Dezembro 17 18:00:04 PST 2009


  CAMPONESES INTENSIFICAM A LUTA NO NORTE DO ES E FECHAM MAIS 3 PONTOS DE ACESSO À ÁREA DA PETROBRÁS
  
  Depois de 7 dias de protesto e fechamento dos terminais de Petróleo no
  norte do estado, sem nenhuma resposta da Petrobrás ou do governo
  estadual quanto às suas reivindicações, os integrantes do Movimento dos
  Pequenos Agricultores fecharam na manhã de hoje, 16, mais três pontos
  de acesso às unidades da Petrobrás.
  
  Desde a madrugada de quarta-feira, dia 09, o Terminal Norte Capixaba
  (TNC) e as Unidades SM-8 e FAL se encontram interditados pelo
  movimento. Hoje foram fechadas também a antiga estrada do "gualter", o
  "posto paulista" e as "3 pistas", que ligam a BR 101 à região do
  Nativo.
  
  Com essa ação, vários pontos de extração, e todos os pontos de
  armazenamento e embarque de petróleo no Norte estão paralizados.
  Segundo alguns trabalhadores da própria Petrobrás, cerca de 800
  funcionários da empresa estão parados em função da mobilização.
  
  Há uma semana os camponeses e moradores locais reivindicam soluções
  para os problemas causados pela atividade de extração de Petróleo no
  Norte do Estado, e cobram do Governo Estadual e da empresa ações para
  dar fim aos impactos ambientais e socias vivenciados pela população da
  região.
  
  Leia a matéria completa.
  
  Os camponeses denunciam crimes ambientais como a destruição de áreas de
  preservação do Nativo e a contaminação da águal com produtos químicos
  utilizados na extração do óleo. A atuação da Petrobrás também tem
  causado outros impactos como a falta de água nas comunidades locais e a
  danificação das estradas em função do tráfego de carretas e caminhões
  que prestam serviço à empresa. Por isso, o movimento reivindica também
  o asfaltamento da rodovia que liga Barra Nova a São Mateus, principal
  via de escoamento da produção agrícola e pesqueira.
  
  A agricultura e a pesca são duas importantes atividades econômicas das
  comunidades locais, e com as péssimas condições da estrada, os
  moradores sofrem cotidianamente para garantir o transporte da produção
  de alimentos.
  
  Representantes da Petrobras já se reuniram com o governo do estado e
  com a gerência regional da empresa, mas ainda não apresentaram nenhuma
  resposta ao movimento. A perspectiva é de que a paralização seja
  intensificada enquanto permanecer o silêncio e o "jogo de empurra" de
  responsabilidades entre governo estadual e empresa.
  
  Link do artigo:
  http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/12/461168.shtml



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