[www-pt] [traduzir] (espanhol/ingles) JOVEM DE KURUSU AMBA E MORTO DEPOIS DE SAIR DO ACAMPAMENTO

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Sábado Dezembro 19 18:00:07 PST 2009


  JOVEM DE KURUSÚ AMBÁ É MORTO DEPOIS DE SAIR DO ACAMPAMENTO
  
  Uma nova vida foi tomada na luta pela terra da comunidade
  Guarani-Kaiowa, chamada de Kurusú Ambá, município de Amambaí/MS, com a
  morte de um jovem de 15 anos de nome Osmair Fernandes, cujo corpo foi
  encontrado ontem de manhã jogado na escola indígena da aldeia
  Taquapiry, município de Coronel Sapucaia. O jovem pertencia ao
  acampamento que fez a retomada de terra no dia 25 de novembro, no lugar
  chamado Jaguá Ambá Cué, dentro da fazenda Maria Auxiliadora, que,
  segundo os indígenas, faz parte do grande Tekohá Guasú (território
  tradicional) de Kurusú Ambá. De acordo com as informações dos próprios
  indígenas, no dia 16 de dezembro, Osmair decidiu retornar sozinho ao
  acampamento que as famílias ocupavam desde 2007 na beira da BR 289 que
  liga Amambaí a Coronel Sapucaia para buscar alguns pertences, pois a
  Polícia Federal teria dado garantias para irem e virem na estrada que
  dá acesso a fazenda, após uma reunião com fazendeiros. Seu corpo foi
  encontrado o dia 17 de dezembro cedo pela manhã pelos indígenas, com
  indícios de tortura.
  
  Desde 2007, na comunidade de Kurusú Ambá já foram assassinados por
  pistoleiros Xurite Lopes, Ortis Lopes e Osvaldo Lopes, e três crianças
  morreram de desnutrição. Todos os fatos que envolveram pistoleiros e
  fazendeiros ficaram na impunidade.
  
  "Propriedade privada"
  
  No mesmo dia que foi encontrado o corpo de Osmair Fernandes, as
  lideranças de Kurusú Ambá foram ao Ministério Público Federal (MPF) de
  Ponta Porã para solicitar a mediação do órgão público perante a FUNASA
  e FUNAI com o objetivo de conseguir que sejam realizados atendimentos
  de saúde e entregas de cesta básica no lugar onde estão acampadas as
  famílias dentro de fazenda Maria Auxiliadora. De acordo com as
  lideranças, a solicitação feita ao MPF foi uma ação desesperada da
  comunidade devido à grande quantidade de doenças que está atacando às
  famílias, que participam da retomada, e a fome que os atinge. Segundo
  os indígenas, a resposta do MPF foi negativa alegando que esses órgãos
  não podem entrar na fazenda sem autorização judicial. O MPF pediu aos
  indígenas que se deslocassem para a aldeia de Taquapiry, oito
  quilômetros de distancia da retomada, para receber a cesta básica e
  atendimento médico. O deslocamento nesse percurso custou à vida de
  Osmair Fernandes.
  
  A fazenda Maria Auxiliadora, segundo os indígenas, atualmente só tem
  plantação de soja e não tem criação de gado. Além disso, os estudos
  preliminares dos antropólogos do Grupo Técnico de Identificação de
  Terra Indígenas (GTs) da Funai, segundo eles, é de fato, terra
  tradicional indígena.
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  http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/12/461309.shtml



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