[www-pt] [traduzir] (espanhol/ingles) TELEVISAO NO MEU BUSAO, NAO!
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Sábado Dezembro 26 18:00:06 PST 2009
TELEVISÃO NO MEU BUSÃO, NÃO!
No início de 2007, os/as usuários/as de ônibus de São Paulo foram
pegos de surpresa. Quem entrava num ônibus e pretendia chegar ao seu
destino com segurança, respeito e rapidez, recebia uma propaganda do
Mcbacon, uma porção de videoclipes de grandes gravadoras e um bocado de
"pegadinhas" e "videocassetadas".
Começava aí o ataque em massa dos interesses privados sobre o espaço
público e o tempo coletivo na autodenominada "Cidade Limpa". O site
da empresa responsável pela instalação dos televisores nos ônibus e
pela transmissão do sinal deixava bem clara a vantagem do sistema:
"Audiência cativa pelo período médio de duas horas por dia", "único
canal sem risco de zapping", "foco único de atenção a bordo dos
ônibus".
Após um curto período de teste, o sistema foi expandido. Outras
empresas de transmissão entraram no negócio e novas concessionárias de
transporte instalaram televisores sobre a cabeça de seus usuários.
Leia a matéria completa.
Relacionado: Protesto Anti-Globo nos ônibus da capital
Publicação do Diário Oficial: delega à SPTrans a competência sobre
as TVs nos ônibus de SP Militantes do MPL protestam contra aumento
nas tarifas e pela tarifa zero dentro da Secretaria de Transportes
Numa época de queda geral de audiência, a novidade vinha bem a calhar
com os interesses das grandes emissoras do país. Com uma massa de
pessoas confinadas diante de telas de televisão exibindo uma
programação incessante estaria instituído o fim do controle remoto, o
fim da ida ao banheiro, o fim do botão "desligar".
Foi, então, em 2009, que o sequestro dos olhares se consolidou. A
Rede Globo, um dos maiores oligopólios de mídia do mundo, entrava no
jogo. A teleidiotização dos cidadãos de São Paulo estava,
finalmente, garantida.
Hoje, todos os dias, em centenas de ônibus da cidade, capítulos
legendados das novelas e outros enriquecedores programas da Globo
acompanham todo cidadão que, dentro do busão, revolta-se com o trânsito
de carros parados e a qualidade do serviço de transporte mais caro do
país.
Contra esse ataque a nossas mentes, contra a privatização do espaço
público, contra a priorização do transporte privado motorizado e contra
o avanço da comercialização de um direito, protestamos!
Link do artigo:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/12/461684.shtml
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