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Sexta Novembro 6 18:00:04 PST 2009


  HONDURAS, ACORDO FRACASSA E A LUTA CONTINUA.
  
  Ontem, 5 de Novembro, venceu o prazo estabelecido por Zelaya ao
  Acordo de Tegucigalpa - San Jose. O governo golpista aplicou outro
  golpe contra a democracia Hondurenha. À meia-noite de ontem(05/11),
  Micheletti anúnciou que seu gabinete havia renunciado seus cargos e que
  um Governo de Unidade liderado pelo mesmo teria sido estabelecido. Esta
  manobra do governo golpista desrespeitou o ponto 5 do Acordo assinado
  na sexta-feira 30 de Outubro, que fala claramente:
  
  "Para alcançar a reconciliação e a consolidação da democracia, no
  espírito dos temas da proposta para o Acordo de San José, ambas as
  comissões de negociação têm respeitosamente decidido que o Congresso
  Nacional, como uma expressão institucional da soberania popular, no uso
  da sua autoridade, em concertação com as entidades que considera
  pertinentes, tais como o Tribunal Supremo de Justiça e em conformidade
  com a lei, resolver o problema a respeito de "restaurar a posse do
  Poder Executivo para o seu estatuto antes de 28 de junho até a
  conclusão do atual período governamental em 27 de janeiro de 2010."..."
  
  Ou seja, essa decisão deveria caber ao Congresso Nacional, não ao
  golpista Micheletti. Este ponto trata tanto da criacão de um governo de
  unidade no Executivo quanto da restauracão do presidente legítimo
  Zelaya ao poder. Mas até a meia-noite da quinta-feira (05/11) o
  congresso não tinha tomado tal decisão, porque durante toda a semana
  houve um boicote dos deputados a favor do golpe que não compareceram as
  sessões do congresso para decidir tal ponto.
  
  Continue a leitura aqui.
  
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  Constituinte não é incluída no acordo sobre a restituição de Zelaya
  
  Mais Informações (em espanhol):: TeleSur 
  NarcoNews (Inglês)
  
  Os fatos de ontem marcam o fracasso do Acordo, tal Acordo que foi fruto
  de um diálogo que aconteceu sobre estado de sítio, com o povo sem seus
  direitos constituicionais, com Manuel Zelaya 'preso' na embaixada
  brasileira e que não constava a Assembléia Constituinte. Desde o início
  do diálogo que se vê claramente a real estratégia do governo golpista,
  que é a de ganhar tempo para se manter no poder até as eleicões,
  estratégia que vem sendo apoiada claramente pelo governo dos EUA desde
  o momento em que este propôs o diálogo de San Jose. Por isso a
  Resistência, que se retirou da mesa de negociacão, já esperava por tal
  fracasso. Agora todos chamam pelo boicote às eleicões do dia 29 de
  Novembro, já que todos os fatos mostram que não há nenhuma
  possibilidade de ter eleicões legais no país. Um país em estado de
  sítio, com as liberdades constituicionais restritas, onde os golpistas
  não respeitam nenhuma tentativa de restabelicemento da democracia de
  forma pacífica. Brasil, Nicaragua, Ecuador e outros países da América
  Latina estão pressionando a OEA para que não reconheca as eleicões,
  enquanto nos EUA o senador republicano Jim DeMint anúncia que tem a
  palavra da secretária do Estado Hillary Clinton de que apoiará e
  reconhecerá as eleicões. No final do dia o Grupo do Rio publicou uma
  nota pedindo que Zelaya seja colocado de volta no poder.
  
  Enquanto isso a Frente Nacional de Resistência tem demonstrado uma
  disposicão grande em continuar lutando pela assembléia constituinte e
  por justica independente de qualquer acordo. A Frente foi clara ao
  retirar-se da mesa de diálogo que apesar de apoiar o retorno de Zelaya
  sua luta é pela refundacão da democracia hondurenha, pela reforma da
  constituicão, que foi criada por outro golpe militar (1982) e que
  beneficia uma pequena porcentagem da populacão que é a mesma que agora
  leva a cabo esse golpe no país.
  
  Em Honduras depois dos anos 80 com a 'Guerra Suja' de Reagan que
  massacrou os movimentos sociais na América Central, os movimentos foram
  aos poucos tomando forca e voltando a se organizar, um processo que
  iniciou antes de Zelaya e que agora mostra uma forca espetacular com
  mais de 130 dias de resistência contra a Ditadura. Foram esses
  movimentos sociais que coletaram mais de 600 mil assinaturas pedindo ao
  presidente Zelaya que fizesse o referendo no dia 28 de Junho sobre a
  Quarta Urna. Nesse referendo a populacão iria responder uma pergunta
  básica, se queriam ou não uma Quarta Urna nas eleicões do dia 29 de
  Novembro. Poderiam dizer que 'sim' ou que 'não'. A mentira que vem
  sendo plantada pelos meios corporativos e pela direita de que esse era
  um plano de Zelaya para mudar a consittuicão e ficar permanentemente no
  poder é facilmente desmentida quando um consegue ter um raciocínio
  simples e fácil. Como que, nas eleicões onde votariam por um novo
  presidente e onde Zelaya não é candidato, ele poderia ser re-eleito? Se
  ao mesmo tempo estariam votando por um novo presidente e pela
  assembléia constituinte?
  
  O povo Hondurenho sabe muito bem que esta luta não comecou com Zelaya e
  não irá terminar com o seu retorno a presidência. Esta luta só irá
  terminar quando uma nova constituicão escrita realmente pelo povo for
  aprovada e quando seja feita justica a todos/as aqueles/as que violaram
  os direitos da populacão hondurenha, prendendo, torturando, matando
  aqueles que celebravam os seus direitos e lutavam pela volta da ordem
  democrática no país.
  
  Link do artigo:
  http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/11/457938.shtml



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