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Sexta Setembro 18 20:00:04 PDT 2009


  MAPUCHES NO CHILE CONTINUAM A SER PERSEGUIDOS/AS PELO GOVERNO DE BACHELET
  
  Vozes de várias organizações, coletivos e setores da sociedade chilena
  denunciam a continuidade das perseguições políticas e crimes de Estado
  contra o povo mapuche, praticadas nesse governo atual, de Michele
  Bachelet. Esse governo tem sido comparado ao governo do ditador
  Pinochet, principalmente pela constante e impune violência policial
  (que inclui casos frequentes de tortura para arrancar confissões
  falsas) e ampla repressão direcionada às manifestações mapuches,
  incluindo aquelas em solidaridade.
  
  No dia 18 de agosto, 7 presos/as políticos/as iniciaram uma greve de
  fome com o objetivo de nao serem tranferidos/as arbitrariamente para
  outras prisões, longe de suas familias e organizações. A greve foi
  acompanhada por outras pessoas solidárias a luta mapuche que acampavam
  fora do presidio El Manzano em Concepción e durou até o dia 4 de
  setembro, quando finalmente a tranferência foi suspensa.
  
  A principal reinvindicação mapuche é a recuperação e auto-gestão de
  seus territórios ancestrais, em outras palavras, auto-determinação de
  seu povo - direito inclusive amplamente amparado por jurisprudência
  internacional (Declaracao sobre os Direitos dos Povos Indigenas, das
  Nacoes Unidas, Convencao 169 da OIT). Interessa mencionar que, em
  setembro de 2008, a presidenta Bachelet ratificou a convencao 169 da
  OIT, demanda historia do movimento indígena, que entraria em vigor dia
  15 de setembro desse ano (2009).
  
  Leia a matéria completa
  
  Links: Mulheres Mapuche golpeadas pela polícia de Bachelet 
  Comunicados ORT
  
  A pesar disso, por meio de uma lei ?anti-terrorista? absurda herdada da
  ditadura de Pinochet, muitos/as mapuches foram presos/as e permanecem
  encarcerados/as. Dita lei faz parte do pacote para criminalizar
  movimentos sociais. Considera-se terrorista toda forma de resistência
  contra a ordem dominante, capitalista, neocolonial, branca, neoliberal
  e fascista, independentemente de se realiza atentados contra a
  população civil, como se define internacionalmente. É obvio que as
  organizações mapuches nunca estiveram envolvidas em nenhum atentado
  contra civis. Lideranças mapuches foram presas por participarem de
  protestos ou organizações indígenas que lutam por algo que lhes é
  devido, historicamente: suas terras.
  
  Além da prisão, sao relatadas torturas policiais com o objetivo de
  arrancarem confissões diversas, em geral, de haverem agredido
  policiais, como é o caso do estudante Jonathan Huillical (24), que
  forma parte de uma rede de apoio a comunidades mapuche detido no dia 14
  de abril.
  
  No comeco de agosto (2009), Jaime Mendonza, ativista mapuche, foi
  assassinado pela policía com um tiro nas costas, na região de la
  Araucanía. O policial Miguel Jara Muñoz, responsável pelo tiro que
  matou Jaime foi liberado sob fiança pela corte marcial.
  
  No dia internacional da mulher indígena (5 de setembro), policiais
  invadiram o territorio Trapilhue Mahuidache, a 15 quilômetros de
  Temuco, agrediram e prenderam as ñaña (mulheres mapuches) Inicha Curín,
  Clorinda y Bernardita Neculmán, Rita Ancao y Mercedes Loncón, entre as
  quais Inicha, de 85 anos de idade, foi golpeada e arrastada no chao.
  
  É muito importante, que nesse momento, estejamos todos/as em alerta
  acompanhando as informações enviadas pelos meios de comunicação
  mapuches?
  
  Link do artigo:
  http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/09/454706.shtml



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