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Quarta Outubro 5 20:22:06 PDT 2011


  [DF] EMPLAVI INVADE SANTUÁRIO DOS PAJÉS, DESMATA O CERRADO, ERGUE MUROS E JOGA SPRAY DE PIMENTA NOS/AS CIDADÃOS/ÃS QUE RESISTIRAM
  
  Mobilização amanhã às 10 horas da manhã para impedir MAIS este crime!
  
  Em mais um capítulo que ficará marcado na história do Distrito Federal,
  na mesma semana em que foram indicados de volta Antonio Gomes e Evelise
  Longhi, inimigos históricos do Santuário dos Pajés e expoentes da
  especulação imobiliária no governo Arruda, a Emplavi Empreendimentos
  Imobiliários, uma das maiores incorporadoras do DF, envolvida em
  inúmeros escândalos de corrupção, invadiu uma área que pertence ao
  Santuário dos Pajés, desmatando o cerrado nativo e erguendo muros,
  torres de segurança e colocando capangas armados para defender a terra
  roubada com armas de fogo e spray de pimenta.
  
  Relato de Hoje, 4a feira, 5/10
  
  Invasão criminosa em plena luz do dia
  
  Onde antes era cerrado nativo, desde o dia 03 de outubro de 2011, foram
  erguidos de forma criminosa muros de arame farpado, torres de segurança
  e placas de metal pela Emplavi Empreendimentos Imobiliários, empresa
  que descumpriu a decisão judicial que protege o Território Indígena
  Bananal dos especuladores do Setor Noroeste, bairro supostamente
  ecológico com o metro quadrado mais caro do Brasil.
  
  Assim que iniciou-se a invasão, indígenas e manifestantes que defendem
  o cerrado e não aceitam a especulação imobiliária foram até o local e
  tentaram impedir a construção, sendo ameaçados pelos seguranças e pelos
  engenheiros, que chegaram a levantar até uma picareta ameaçando um
  jovem que não estava aceitando mais este crime contra o cerrado e
  contra a população do DF. Como sempre, com a cumplicidade da Terracap,
  do governo mafioso de Agnelo e o silêncio cúmplice da Funai, Ibama e
  Ibram, a construtora Emplavi não foi punida de nenhuma forma, embora
  tenha sido obrigada a prometer que pararia a construção imediatamente e
  aguardaria a decisão judicial sobre a demarcação do Território Indígena
  Bananal, que está em andamento atualmente.
  
  Mesmo após terem se comprometido a pararem as obras, na manhã do dia 05
  de outubro de 2011 (quarta-feira), a construtora invasora religa os
  tratores e continua a construção do muro ilegal, imoral e criminoso,
  mostrando seu total desrespeito pelas leis e pela população do Distrito
  Federal. A Emplavi não tem respaldo jurídico para atuar ali por que o
  que está em vigor no momento é a Medida Cautelar 18392, de 18 de agosto
  de 2011, que resumindo todo o linguajar juridiquês e processo por trás,
  impede que a TERRACAP realize ou permita quaisquer obras tendentes a
  alterar, reduzir, impactar, transferir ou restringir o modo de ocupação
  e a área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal. Isso
  constituído, é impossível ou flagrantemente ilegal qualquer aval da
  Terracap para a construtora realizar obras no referido local.
  
  Imediatamente, os indígenas pediram socorro à população do DF, que
  respondeu e foi ao local do crime para parar a obra. Os manifestantes
  foram surpreendidos quando, dentro da obra ilegal e criminosa estava um
  coronel da Polícia Militar (que supostamente deveria impedir o crime),
  além de engenheiros da Emplavi, afirmando de forma mentirosa que o
  processo tinha sido finalizado e que aquela área tinha sido comprada da
  Terracap para a construção de mais um prédio de luxo que só servirá aos
  especuladores imobiliários. Além disso, diversos seguranças armados com
  cassetetes, sprays de pimenta, armas de choque elétrico e armas de fogo
  ameaçavam a população, que estava indignada com o crime que acontecia
  em plena luz do dia.
  
  O coronel da PM, que estava à paisana e disse estar de férias, alegou
  ter sido chamado pela Emplavi para ajudar nas negociações. Segundo as
  palavras do coronel, ele estava lá por ser um dos interessados na
  questão, tendo em vista que é comprador de um apartamento no edifício
  que estão tentando construir na área violada. O coronel da PM, apesar
  de não estar em serviço, foi enfático em apoiar a atitude da empresa
  dizendo que caso alguém ultrapassasse a cerca que eles colocaram, essa
  pessoa seria presa pela empresa de segurança.
  
  Após este ato violento de agressão contra toda a população, a Emplavi e
  seus seguranças agrediram os manifestantes com spray de pimenta,
  enquanto eles paravam os tratores e protegiam as árvores do cerrado
  (muitas ameaçadas de extinção), mostrando que, apesar do ato criminoso,
  a construtora que conta com o apoio do governador (que também é outro
  especulador) não vai abrir mão de seus lucros mesmo que isto implique
  em invadir este território indígena, desmatando cerrado nativo e
  cometendo diversos crimes simultâneos.
  
  Alguns manifestantes prestaram queixa na Polícia contra os seguranças
  autores das agressões, mas sabem que eles contaram com todo o apoio
  destes, que desde o início sabiam do crime que estava acontecendo e se
  posicionaram a favor dos invasores, especuladores imobiliários, do
  governador e sua corja, que segue a mesma política do governo Arruda de
  agressão, banditismo e corrupção.
  
  A construtora, após a corajosa resistência da população, se comprometeu
  a parar com as obras até que seja resolvida a situação. No entanto,
  eles já tinham feito este acordo anteriormente e descumpriram,
  portanto, é fundamental a mobilização para parar esta obra, remover
  cada pedra de entulho colocada em área ilegal e garantir o direito dos
  indígenas ao Santuário até que saia a decisão judicial final sobre o
  caso.
  
  É fundamental o apoio de todas (os) aqueles que lutam por um DF e
  entorno mais justo socialmente, com acesso à moradia digna e direito à
  cidade, na luta contra as construtoras corruptas, saídas das caixas de
  Pandora, a Terracap (epicentro histórico da corrupção no DF), o
  governador e sua máfia. Convidamos todos a comparecer ao Santuário dos
  Pajés amanhã (05 de outubro de 2011) às 10 horas da manhã para
  denunciarmos este crime e pararmos esta obra ilegal, imoral e
  anti-ecológica.
  
  O Santuário não se move!!!
  
  Fora governo corrupto e submisso às máfias das construtoras!!!
  
  O Cerrado não pode ser vendido nem invadido!!!
  
  Link do artigo:
  http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/10/498290.shtml


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