[www-pt] [traduzir] (espanhol/ingles) (MA) 70 COMUNIDADES QUILOMBOLAS OCUPAM INCRA
traducoes em mir.marieta.indymedia.org
traducoes em mir.marieta.indymedia.org
Quinta Março 22 20:00:03 PDT 2012
(MA) 70 COMUNIDADES QUILOMBOLAS OCUPAM INCRA
Quilombolas de Morro Alto, Fidelix, Silva e ativistas do Movimento
Popular e da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas,
encontram-se no INCRA/RS para fazer ato / assembléia popular
denunciando o Racismo Institucional e a Paralisação dos processos de
demarcação e titulação dos Territórios Quilombolas.
A Superintendência do INCRA Regional insiste em afrontar a IN/ 57 do
Incra, Decreto 4887/2003, Convenção 169 da OIT no que se refere a
Comunidade Quilombola de Morro Alto se recusando a proceder as
notificações dos não Quilombolas em sobreposição com o Território,
expondo a Comunidade a todo tipo de violência.
Fazemos um chamado a todos(as) lutadores(as) contra o racismo e a
exploração a se somarem a essa luta no dia Internacional de combate ao
Racismo.
MAIS:
le&id=1096:comunidades-quilombolas-iniciam-ocupacao-no-incra-ma&catid=4
:noticias
COMUNIDADES QUILOMBOLAS INICIAM OCUPAÇÃO NO INCRA-MA
São Luís, 20 de março de 2012
Setenta comunidades quilombolas participantes do Movimento Quilombola
do Maranhão - MOQUIBOM deram início à quarta ocupação da
Superintendência do INCRA, sediado em São Luís. Ao som do tambor de
crioula e de músicas que resgatam a luta negra, as comunidades
presentes na ocupação reivindicam o cumprimento do acordo firmado ano
passado com a presidência nacional do órgão, consignado pelo presidente
Celso Lacerda e o fim da violência contra as comunidades.
"A presidência do INCRA definiu que seriam realizados 54 relatórios
antropológicos, mas segundo ofício do próprio órgão, encaminhado ao MPF
do Maranhão, o INCRA se comprometeu em fazer apenas 9 relatórios. Isso
é a quebra do acordo firmado em 2011 e significa mais violência contra
nós quilombola", afirmou Gil Quilombola, coordenador do MOQUIBOM, que
está ameaçado de morte.
Não aceitamos essa vergonha. O governo de Dilma está ao lado do
agronegócio e é contra a titulação das terras de preto. Estamos
dispostos a resistir a essa violência imposta pelo governo federal,
afirmou o quilombola Catarino dos Santos, também ameaçado de morte.
O Estado do Maranhão, onde impera a violenta oligarquia Sarney,
patrocina o extermínio de quilombolas no estado. Sequer podemos
registrar ocorrência policial, e só conseguimos fazer com a presença,
muita das vezes, de advogado, afirmou Zilmar Pinto Mendes, presidente
da Associação Quilombola do Charco e sobrinha do mártir quilombola
Flaviano.
Ao passo que o governo federal não realiza a titulação dos territórios,
o agronegócio tenta expulsar os quilombolas de suas terras no Maranhão.
Nos últimos 2 anos, 3 quilombolas foram executados no Maranhão em razão
dos conflitos fundiários. Há ainda mais de 70 quilombolas marcados para
morrer no Maranhão.
Além das comunidades quilombolas, se encontram no movimento comunidades
de quebradeiras de coco, comunidades camponesas que esperam há décadas
a desapropriação de latifúndios, responsável pela miséria do Maranhão.
Amanhã, 21.03, Dia Internacional de Combate ao Racismo, as comunidades
quilombolas, juntamente com a comunidade urbana Eugênio Pereira (750
famílias), ameaçada de despejo, realizarão mais protestos em São Luís.
Link do artigo:
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2012/03/505369.shtml
Mais detalhes sobre a lista de discussão www-pt