[traduzir] (espanhol/ingles) CORDAO DA MENTIRA - SAO PAULO 1º DE ABRIL

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Quinta Março 29 20:00:04 PDT 2012


  CORDÃO DA MENTIRA - SÃO PAULO 1º DE ABRIL
  
  No próximo sábado dia 1º de abril - dia da mentira e do Golpe Militar
  de 1964 - acontecerá o desfile do Cordão da Mentira. A concentração
  será às 11h30, em frente ao Cemitério da Consolação.
  
  Composto por coletivos políticos, grupos de teatro e sambistas de
  diversos grupos e escolas de São Paulo, o Cordão da Mentira discutirá,
  de modo bem humorado e radical, de quem são os interesses que bloqueiam
  uma real transformação da sociedade brasileira.
  
  Leia o manifesto dos grupos que compõem o Cordão da Mentira
  
  Site do Cordão da Mentira
  
  Trajeto
  
  Manifesto
  
  Composto por coletivos políticos, grupos de teatro e sambistas de
  diversos grupos e escolas de São Paulo, o Cordão da Mentira discutirá,
  de modo bem humorado e radical, de quem são os interesses que bloqueiam
  uma real transformação da sociedade brasileira.
  
  "Quando vai acabar a ditadura civil-militar?"
  
  Dizem que quando uma mentira é repetida exaustivamente, ela se torna
  verdade. Dizem também, que é como farsa que o presente repete o
  passado. Por isso, vamos ?celebrar? a farsa, a mentira e sua repetição
  exaustiva.
  
  No dia da mentira de 1964, ocorreu o golpe que instituiu a ditadura
  civil-militar. Dizem que ela acabou. Porém, a maior ilusão da história
  brasileira repete-se. A ditadura civil-militar se fortalece no golpe de
  1964 e, até hoje, ninguém sabe quando vai acabar! Nós vamos celebrar.
  
  No dia primeiro de abril, abram alas para o Cordão da Mentira!
  
  Quando admitimos que os crimes do passado permaneçam impunes, abrimos
  precedentes para que eles sejam repetidos no presente. Com a roupagem
  indefectível da democracia, da constituição, do direito à livre
  manifestação, o Estado continua executando os seus inimigos e calando
  de uma forma ou de outra aqueles que pensam e atuam em favor da
  tolerância, em favor da utilização dos espaços públicos de maneira
  respeitosa e saudável. Em nome da manutenção da produção e do consumo
  ostensivo vivemos o estado de exceção como regra e o direito
  conquistado de ir às urnas acaba apenas legitimando o que é uma
  verdadeira licença para calar, reprimir, matar.
  
  Afinal:
  
  Quando vai acabar o massacre de pobres nas periferias?
  
  Quando os corpos do passado serão encontrados e dignamente reconhecidos
  em suas lutas?
  
  Quando as armas dos militares deixarão de ser o signo do extermínio?
  
  Até quando o dinheiro de poucos financiará o silêncio de muitos?
  
  Até quando ouviremos o ronco dos Caveirões, Fumanchús e das Kombis
  genocidas?
  
  Lembremos Pinheirinho, Eldorado do Carajás, Araguaia e as Ligas
  Camponesas! Casos que podem ser vistos como exemplos históricos do
  nosso tempo para a compreensão do processo pelo qual o Estado colocou a
  especulação imobiliária, a propriedade privada e a lucratividade acima
  da vida. Nada pode ser mais valorizado do que a vida. Somente um Estado
  calcado em mentiras pode favorecer essa inversão de valores.
  
  Lembremos Mariguela, Pato N´Água, Herzog e os 492 executados em São
  Paulo em Maio de 2006! Personlidades anônimas ou conhecidas
  exterminadas pelas práticas autoritárias que resolvem suas contradições
  à bala.
  
  Hoje, uma simples Comissão da Verdade - que apenas pretende investigar
  a história - levanta os fantasmas do passado, ocultos nas sombras da
  Lei de Anistia. Façamos então um Cordão da Mentira! Celebremos com a
  força dos batuques a farsa que une presente, passado e futuro.
  
  Vivamos nossa balela! Enquanto isso, ditadores são julgados e
  condenados por seus crimes em terras argentinas, chilenas e uruguaias.
  Falemos outra língua: a gramática do engodo com o sotaque do
  esquecimento. Entremos na contramão da história!
  
  Risquemos da memória que alguém pagou pra ver até o bico espumar no
  choque agudo das genitálias! Exaltemos os gozos pervertidos de empresas
  e seus braços armados, irmãos de sangue do torturado. Lembremos as mãos
  limpas que aplaudem as sessões de sofrimento. Pois o que vale é a
  fábula da tradição, assassina de famílias, com a maior propriedade!
  
  Povoemos os porões do imaginário, com tudo aquilo que a ditadura
  encarcerou na sua cultura! Levemos pra lá o samba dos cordões, as
  imagens censuradas, as bocas amordaçadas. Fantasiemos as ruas com seus
  símbolos de opressão! Enganemos a todos com as farsas de nossa
  história!
  
  Neste Primeiro de Abril, façamos a Mentira responder: Quando vai acabar
  a ditadura civil-militar?
  
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  Grupos que apoiam o Cordão (em ordem alfabética)
  
  - Bloco Carnavalesco João Capota Na Alves
  
  - Buraco d?Oráculo
  
  - Cia. Estável de Teatro
  
  - Cia. Estudo de Cena
  
  - Cia. São Jorge de Variedades
  
  - Coletivo Dolores Boca Aberta
  
  - Coletivo Desentorpecendo A Razão
  
  - Coletivo Merlino
  
  - Coletivo Político Quem
  
  - Coletivo Zagaia
  
  - Comboio
  
  - Comitê Paulista de Verdade Memória e Justiça
  
  - Engenho Teatral
  
  - Esquina da Vila
  
  - Grupo Folias
  
  - Grupo Tortura Nunca Mais/SP
  
  - Kiwi Companhia de Teatro
  
  - Luta Popular
  
  - Mães de Maio
  
  - Ocupa Sampa
  
  - Os Aparecidos Políticos
  
  - Projeto Nosso Samba de Osasco
  
  - Rua do Samba Paulista
  
  - Samba Autêntico
  
  - Sarau do Binho
  
  - Sarau da Vila Fundão
  
  - Tanq_ ROSA Choq_
  
  - Tribunal Popular
  
  Link do artigo:
  http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2012/03/505680.shtml


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